Morning para sempre: memórias de um viajero na ImpedCopa

Da primeira vez, não deu certo. Uma lesão na coxa, depois da passagem comprada e tudo, me tirou da IV ImpedCopa. Acabei indo a Porto Alegre mesmo assim, mas não compareci ao torneio por questões namorístico-pessoais. Daí então que quando saiu a data da V ImpedCopa não demorei nem três segundos pra decidir: vou. Inscrevi, paguei, olhei as tabelas do campeonato do Autônomos FC no segundo semestre e dava tudo certo: a final caía dia 03/12, a ImpedCopa, 10/12. Ia finalmente conhecer todos aqueles nicks extremamente gaúchos (alguns um pouco gauches também) da única maneira que pode realmente distinguir os 0,01% que uma pessoa tem de único: o jeito de jogar futebol.

Claro que nem sempre as coisas funcionam como queremos. E a chuva fez o torneio autônomo atrasar em um fim de semana, com a final caindo no mesmo dia da ImpedCopa. Voltava a angústia: frustração outra vez? Com o Auto alcançando a semifinal, tive que esperar até ela pra decidir se jogaria ou não. A essa altura, eu já tinha time e camiseta: Santiago Morning, el chaguito. Os times, com os jogadores todos sorteados por posição, como sempre homenageavam as equipes “esquecidas” da América do Sul. A forma de escalação me lembrou as peneiras que fazia no Corinthians quando moleque, onde você dizia tua posição e te escalavam pra peneira no dia tal, hora tal. Dependendo da posição, tua peneira podia demorar mais de mês. Aliás, peneiras: mais uma coisa do futebol que só existe hoje na lembrança.

O Autônomos jogou uma das partidas mais coperas que eu já participei e vi em toda a minha vida. Torcida, pressão, invasão de campo com bate-boca com o juiz, time adversário, superior tecnicamente, tendo que dar chutão pro mato nos 10 minutos finais. Mas o empate em 1 a 1 deixou o rubronegro fora da final. Cheguei em casa um pouco frustrado e logo lembrei de que com aquilo, sim, eu ia jogar a ImpedCopa. E a frustração deu um pouco de lugar pra ansiedade. Passagem comprada, participação confirmada junto aos companheiros bohemios, e a semana demorando a passar. Como deveria ser.

Desembarquei em Porto Alegre na sexta, fim da tarde. A viagem foi regada a “Futebol ao sol e à sombra”, pela enésima vez. Me gusta recordar a história do escrete celeste bicampeão olímpico. O livro, que deveria ser obrigatório em toda escolinha de futebol, serve pra te encher da milonga necessária para jogar futebol na parte sul do continente. E depois de me acomodar na casa de um amigo de longa data, fui para a concentração dos boleiros de verdade: o bar. Lá encontrei Douglas Ceconello, Cassol, Prestes, o mítico Franciel, o no-dia-seguinte-companheiro-de-equipe Marimon, o carioca Alexandre e sua consorte, o avaiano de namorada figueira Felipe Catarina. E a cerveja, velha companheira que em Porto Alegre dói menos no bolso e tem mais opções – vantagem comparativa muito mal aproveitada pela cidade no atrair das grandes empresas do capital mundial. Ainda bem – quero mais é que as grandes empresas explodam.

Lá pelas tantas, saí do bar com uma amiga de não-tão longa data pra beber mais por aí. E cheguei à minha residência temporária por volta de 2h da manhã. Como todo bom boleiro deve fazer, logicamente, bêbado.

Acordei sábado já na hora de ir pra cancha. Conheci Arbo na carona que ele deu pra mim e pro Ceconello. E logo de cara tive a chance de carregar no colo ela, a taça. Comecei ali o longo flerte que ainda não terminou – continua em 2012.

A cancha da disputa era sensacional. Uma quadra de futebol society – futebol sete para os não-paulistas – simplesmente JUNTO ao Estádio dos Eucaliptos, completamente abandonado e semi em ruínas. Ali jogou-se a Copa de 50. Ali jogou o Inter por muitos anos. E parecia menos que um campo de várzea. Logo de cara fiquei sabendo que seria demolido em poucos dias. Pra dar lugar a condomínios residenciais. O capital imobiliário não tem memória e nem deixa herança. Ainda bem que o futebol é basicamente o eterno remoer de memórias e heranças. No pênalti da vida, não perdoaremos nunca cada um dos estádios demolidos pelo planeta.

Na cancha de futebol sete, ao longo do bar, com vista excelente para a quadra – contando com um necessário ponto cego junto a uma das laterais, fundamental para um suspense momentâneo durante os jogos -, dezenas de pessoas. Dezenas de torcedores, jogadores, gostadores, amantes de futebol. Percebi que aquela tarde seria de esperança e felicidade, por saber que sim, existem outros que entendem o que é futebol, o que foi, o que deveria continuar sendo. A ImpedCopa era como uma ampliação internacional do sentimento que eu vivencio todo fim de semana no Autônomos. Era mais um dos muitos Woodstocks da bola pelos quais miseravalmente mendigo vida afora.

Nas mesas, mochilas, chuteiras, camisetas e bandeiras. Um amplificador, vários narradores, jogos de 12 minutos. Jogar, assistir, conversar, conhecer, tirar um sarro. O primeiro e único corinthiano da ImpedCopa, é claro, não passaria ileso. O trapo do doutor Sócrates, que trouxe e logo pendurei no alambrado, mostrou ao menos que eu era um corinthiano de verdade, não desses que embarcou na onda recente de Ronaldo e Adriano. Aqui é Ezequiel, Giba, Henrique e Tupãzinho.

Chegam as camisetas e a partir daquele momento meu foco de concentração muda. É futebol, então meu cérebro só pensa em jogar, calcular, olhar a tabela. Coloco a faixinha na cabeça a la Magrão (ou Guga Kuerten, dizem por aí) e espero pelo primeiro jogo como quem espera pelo primeiro beijo. E quando entramos em quadra, percebo que a esquadra autobusera sairia daquele dia reconhecida: o time encaixa, os jogadores se espalham bem pelo campo, a bola rola redonda e metemos logo um 4 a 0. Grandiosíssimo erro.

Começar arrasando nunca dá certo. Todos os outros times percebem que o seu time tem que ser cuidado e lá se vão os espaços. Três jogos mais e três empates. Estávamos nas quartas, contra o Valle del Chota. Eles tinham a vantagem do empate. A gente tinha a desvantagem de ser a fábula perfeita do cavalo paraguaio, tão paraguaio que era chileno.

Um final de semana antes, o Autônomos tinha ficado fora de uma final naquele mesmo quadro. Dessa vez não, dessa vez não podia ser. E não foi: 2 a 0, com meu segundo gol no certame sendo anotado do meio da quadra após saída em desespero do goleiro adversário.

Era a semi, e agora a vantagem do empate era nossa. Jogo contra o Choré Central, com quem já havíamos empatado em 0 a 0 na fase inicial, com direito a um pênalti defendido por nosso goleiro – pênalti no qual, lembrando de algum dos muitos relatos míticos do futebol lidos na viagem de ida, cuspi na bola para amaldiçoá-la antes da cobrança. E quase no fim do jogo, novo pênalti me deixando mais longe da taça, a mesma que beijou meu colo na viagem de ida para a cancha. Tudo porque esqueci de cuspir de novo.

Não fez – tanto – mal. A tarde já tinha valido muito, e assistir a final de fora era algo que eu queria tanto (ok, bem menos) quanto jogar.

Papel higiênico, sinalizadores, loucura e tudo que o futebol profissional não deixa mais. Por 15 minutos, eu estava nos anos 90 novamente, dentro de um Morumbi lotado de bandeiras, fogos e faixas.

Fim de jogo e todos a beber – mais, porque durante todos já bebiam. No final, mesmo com a derrota na disputa do 3º lugar, ganhei minha medalhinha, homenagem a “los mas viajeros”. O sol se foi completamente, a noite chegou e com ela a noção de que teria que voltar pra casa.

Uma volta que foi tão tranquila quanto incompleta: na cabeça, os lances de cada jogo, que ainda vivem. O chute que não dei na semifinal. A tentativa de acompanhar o campeão Azevedo no último lance do confronto pela fase inicial que acabou em gol de empate deles – aquilo mudaria tudo. 10 de dezembro: o dia que não terminou.

Dia em que conheci Bruno, o Dida colorado; Andreas, o capitão por natureza, mesmo sem a faixa; Fleck, o pequeno gigante peleador; Marimon, que em tupi significa “aquele que se regojiza ao fazer faltas”, o zagueiro-volante-ala onipresente; Arbo, o fominha ciscador valente com um só pulmão; Arbinho, o tanque artilheiro; e Emanuel Neves, o poeta do gol. Esquadra que não sairá de minha memória tão cedo, que saberei recitar para meus filhos e netos e que marcará para sempre a história do futebol sulamericano. E que se eternizou na confecção do jornalzinho do Santiago Morning, prática que reavivou os anos de adolescência punk organizando fanzines no recorta e cola analógico.

Eduardo Galeano disse que não há nada mais vazio que um estádio vazio. O estádio dos Eucaliptos prova isso. Mas também não há nada mais cheio do que o peito de um boleiro realizado depois de um fim de semana de futebol. Taí a ImpedCopa pra não nos deixar mentir – ou esquecer.

Avante, ImpedCopa! Que nossos netos precisam de você pra reforçar o ensinamento de que a pelota não se mancha – mesmo que cuspida quando necessário.

Desde Corinthians (que alguns teimam em chamar de São Paulo),
Kadj Oman.

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52 Respostas a Morning para sempre: memórias de um viajero na ImpedCopa

  1. J Petry diz:

    clap clap clap

  2. izabel. diz:

    massa, danilo!
    ou melhor, kadj oman, o eterno romantico ;)

  3. Eu ia postar exatamente o que o Petry postou.

    Ah, agora descobri de quem era o trapo do Sócrates. Logo que cheguei vi ele e achei muito afudê, só não entendia de quem era o A no peito.

    Texto afudê.

  4. Kadj Oman diz:

    #2

    O A no peito é do Autônomos FC, homenagem nossa a ele.

    Aliás: http://www.autonomosfc.com.br/blog/domingo-1812-copa-socrates-brasileiro-venha-jogar

  5. Andreas diz:

    Chorei aqui. Tô chorando ainda. É muita emoção em tão pouco tempo. Pensar que joguei a nos Eucaliptos, ver a foto do nosso time diante das arquibancadas moribundas, mas de frente a algo tão VIVO quanto a ImpedCopa, é um troço que mexe com o vivente.

    E Kadj, grande figura, pra mim a REVELAÇÃO do campeonato, foi muito massa jogar ao teu lado. Uma honra. Espero que a ImpedCopa continue contando com a tua presença nas edições vindouras.

    Um grande abraço e parabéns pelo texto, tá DIMÓIS!

  6. Kadj Oman diz:

    #5

    Valeu Andreas! Sempre que possível comparecerei, e estou inclusive estimulando uma INVASÃO PAULISTA nas próximas.

    Voltaremos com ou sem suas mulheres. Mas por precaução é melhor ESCONDÊ-LAS.

  7. arbo diz:

    bá.
    honra demais, demais.
    um abraço fraterno, KADJ. e obrigado por todas tuas palavras.

    tenho uma história pessoal na impedcopa sensacional. parte já contei aqui: http://impedimento.org/2011/04/29/do-caribe-ao-prata/
    Depois desse texto SÓ fui campeão com o Luqueño e agora essa saga tão bem contada por ti, com o Morning. Orgulho total.
    HASTA EL FIN!

  8. douglasceconello diz:

    Kadj, O GRANDE. Muito massa, cara. Para nós, é realmente foda saber que LOS VIAJEROS curtem loucamente toda a função da ImpedCopa.

  9. Marimon diz:

    Grande.

  10. Só agora, passadas as regulamentares 96 horas, estava retomando a disposição para escrever algo, mas aí vem este curitiano safado e manda este texto…(faltou o adjetivo) e perco toda a vontade de rabiscar qualquer coisa.
    Este Impedimento só me fode.

  11. Juliano diz:

    Excelente texto.

    De emocionar mesmo.

  12. beretta diz:

    Que troço sensacional!

  13. Sacchet diz:

    Emocionante. Ontem um amigo meu que não conhece o blog ficou me perguntando, “o que que é impedcopa? vi um monte de coisa no facebook e no twitter…”.
    Vou mandar ele ler o teu texto, Kadj. Woodstock da bola é muito bom.

    Abraço

  14. Kadj Oman diz:

    Valeu todos pelos comentários…

    Cara, eu (e creio que vocês e todo o mundo) somos mendigos desses momentos.

    Quando conseguimos um deles, é assim mesmo, os relatos sempre são emocionantes.

    Voltarei em breve, quero conhecer direito mais gente, não deu tempo nem de 1/3.

    Abraços

  15. Ainda estou DESTROÇADO por não ter conseguido o título.

    Nunca tive um time tão bom na Impedcopa.

  16. Putz… Genial, Kadj.

    Lendo todos os textos relativos, assim como os comentários e e-mails trocados, o único pensamento q

  17. #16

    Continuando:

    … o único pensamento que fica o tempo todo na mente é: QUANDO CHEGA A PRÓXIMA?

  18. Daniel Chaves diz:

    Sensacional, bro! É uma história de vida pra cada um, com certeza.

  19. Kadj, no te olvidaremos jamás! Vos sos un grande! La gente de Morning sigue en descontrol por las calles de La Pintana!

  20. Kadj Oman diz:

    #19

    Falando em La Pintana, o poema da Gitana é uma das coisas mais sensacionais que já li.

  21. dante diz:

    no EVENTO, percebi que, lá pelas tantas, kadj oman ficou um bom tempo sozinho, olhando pro horizonte, copo vazio na mão e sabe-se lá quais pensamentos na mente. até cheguei a lhe perguntar “e aí, D BOA?”, pois ele parecia introspectivo demais.

    agora, lendo o texto, eu descobri o que se passava por baixo da MELENAS do rapaz.

    grande pessoa, grande ATLETA e, bem, grande vencedor, apesar de a taça ter ficado com OUTREM.

    : ~~~

  22. arbo diz:

    pra quem ainda não leu, é imperdível:

    Gitana de La Pintana

    Há uma verdade oculta quando a noite adormece
    Faz-se claro o novo dia, num raiar de linda espécie
    O Chile todo se enfatiota, rumo à missa ou à quermesse
    Mas La Pintana é diferente: aqui se roga em outra prece

    Amelita, la vieja, é bruxa boa a quem lhe crê
    Lê a mão, cose sapo: de feitiços, um dossiê
    Canta o destino, sem atentar assunto: morte, prata ou não-sei-quê
    “Vos sos mierda”, explica ela: “Solo importa La Negra V”

    De seu barraco, envolto em lendas, falam tudo e muito mais
    Lá viu-se o demônio, calças na mão, medos torrenciais
    Amelita, adaga em punho, urrava consoantes e vogais:
    “Arranco-te el culo! No sonegue los penais!”

    Diz-se de Amelita, a feiticeira, que há muito não sorri
    Se vão já 70 anos, qualquer coisa por aí
    Corre-lhe, sim, uma lágrima, vez ou outra, isso eu vi
    Falei-lhe de Raúl Toro: pranto sincero, compadeci

    De um baú sem fundo possível, de gritos recheado
    Trouxe a velha um jornal mágico, carcomido, picotado
    O papel abriu-se em filme, eu lhes conto maravilhado:
    Alentei o imortal 42, barra y trago, no alambrado

    A maga, cá comigo – vou dizer, sem nenhum erro:
    Remoçara 100 mil dias: nada de ruga nem desterro
    Ria e suava, punho ao céu, vibrando ao próprio desenterro
    Nós éramos o Chago Campeón; e ela, Camila Vallejo

    De súbito, tocou meus olhos: tudo novo num repente
    Não mais sentia o Municipal, Toro e toda a gente
    Eu me vi na cancha mítica do então Inter adolescente
    E nas asas de um anjo bêbado, tremia La Copa, reluzente

    A grande bruxa dos Andes enfiou a mão em seu copero decote
    De dentro, saiu-se um vidro, coisa pouca, pequeno pote
    Um, nove, quatro, dois: era a inscrição e o seu mote
    “Bebam todos los de Morning”, sumiu no ar, girando saiote

    Uma fumaça cor de nuvem passou-se como quimera
    Ouvi ainda um frouxo de riso – de alívio, assim o era
    Desacreditam, vociferam: o contador sempre exagera!
    Garanto-lhes: foi assim mesmo, e o texto ainda manera!

    Só entendam, os amigos, de uma coisa não tratarei:
    Os efeitos, muy benditos, da tal poção que aqui contei
    O gosto e a tessitura, disso até não privarei:
    É de cerveja com costela – a de Vizotto: artista y rey

    A gitana de La Pintana em meu sono se fez musa
    Veio dar sua última nota, uma bênção que se acusa:
    “Ochenta sapos no hablarán más”, foi a mensagem, nada confusa
    Por Los Bohemios, ela é assim: se esforça, e até abusa!

    Mas há uma verdade oculta quando a noite adormece
    É de manhã que as estrelas sonham, isso ninguém reconhece
    Umas pedem o céu só pra elas, coisa que nunca acontece
    Outras querem ser o sol, mas nenhuma lhe merece

    Houve a que delirou ser Copa, e a Deus fez um pedido
    Que na aurora de São Tiago, Ele a permitisse esse apelido
    O Criador se desagradou, jamais fez o consentido
    Irado, tirou-a do firmamento, expulsou-a num bramido

    A estrela, meio zonza, veio dar em La Pintana
    Cobriu-se de negro e branco: “Ni la noche, ni mañana”
    Crispou um V no peito, sua vingança suburbana
    Trocou Deus por uma bola: coisa santa e sobre-humana

    Dizem lá que a tal cigana, bruxa velha, minha amiga
    Não tem pai, nem mãe, nem filho, jamais se soube em quadrilha
    É só há mais de um século, talvez três, ou uma milha

    Mas juram que às vezes, quando há gol, vitória ou taça
    Ou mesmo ainda uma demonstração bem pura de raça

    Pelas frestas da cabana, um ponto ilumina Santiago, e o casebre se faz ilha
    Garantem todos Los de Chago, que a casinha de Amelita muito mais do que rebrilha

    LLAEL DE CERVANTES(ou simplesmente Emanuel Neves)

  23. BRUNO CORREA diz:

    sensacional!!!! mesmo ficando em quarto valeu muito a pena joga a impedcopa!!

  24. fino diz:

    muito bom

    principalmente esse “Woodstocks da bola” uhahuahua… lá pelas tantas no meio da bebedeira lembro de alguém te chamando de jimi hendrix

    volte sempre

  25. Gui diz:

    Santa madrecita, na próxima eu vou ter que comparecer pra ver isso…
    desde a segunda ImpedCopa eu acompanho o blog e sempre tive vontade de ir, mas nunca me pilhei, até agora.

  26. arbo diz:

    e agora tava com essa música na cabeça, não sei por quê

    Señor Cobranza – La Bersuit Vergarabat

    Voy a la cocina, luego al comedor
    miro la revista y el televisor.
    Me muevo para aqui, me muevo para alla.
    Norma Pla a Cavallo lo tiene que matar.

    Que me vienen con chorizos, pero ya va a llegar
    que cocinen a la madre de Cavallo y al papa
    y a los hijos, si es que tiene
    o a su amigo el presidente no le dejen ni los dientes.

    Porque Menem, Menem, Menem se lo gana
    y no hablemos de pavadas
    si son todos, traficantes,
    y si no el sistema que, y si no el sistema que. Que.

    No me digan se mantienen con la plata de los pobres
    eso solo sirve para mantener a algunos pocos.
    Transan, venden,
    y es solo una figurita el que este de Presidente
    porque si estaba Alfonsin, el que transa es otro gil.

    Son todos narcos, de los malos,
    si te agarran con un gramo
    despues que te la pusieron
    se viene la policia y seguro que vas preso.

    Y asi sube, la balanza.
    El precio tambien sube, tambien sube la venganza,
    y ahora va, y ahora que,
    son todos narcos, y el presidente,
    es el tipo que mantenga mas tranquila a nuestra gente.

    Llevan plata del lavado,
    mientras no salte la bronca
    del norte no mandan palos.
    Ay, ay, ay, uy, uy, uy,
    que me dicen del dedito que les meten en Jujuy.
    Ay, ay, ay, uy, uy, uy,
    que me dicen del dedito que les meten en Jujuy.

    Es ese perro, el Santillan,
    si no lo pueden voltear lo van a querer comprar,
    con discursos, si no les sale,
    son capaz de dar acciones
    a los grandes mercaderes.
    Eso no importa, porque el perro
    va dejando otro perrito
    que le mete a este sistema el dedito en el culito.

    Y como sangra, y no es el culo,
    sino el que sangra y se retuerce es el gran culo de este mundo.
    Adios el muro, Stalinista,
    los democratas de mierda y los forros pacifistas.
    Todos narco, todo narco.
    Todo narcotraficante te transmiten por cadena,
    son del CAOS, paranoiquean.
    Te persiguen si sos puto,
    te persiguen si sos pobre,
    te persiguen si fumas, si tomas, si vendes,
    si fumas, si compras un pobre toco para hacer para comer,
    si tomas, vendes, compras fumas,
    y vayanse todos a la concha de su madre.

    Y ahora que, que nos queda,
    eleccion o reeleccion, para mi es la misma mierda.
    Hijos de puta, en el Congreso,
    hijos de puta en la Rosada y en todos los Ministerios.
    Van cayendo hijos de puta que te cagan a patadas.

    En la selva, se escuchan tiros,
    son las armas de los pobres, son los gritos del latino.

    En la selva, se escuchan tiros,
    son las armas de los pobres, son los gritos del latino.

    En la selva, se escuchan tiros,
    son las armas de los pobres, son los gritos del latino.

    Latino, latino. Si, latino.

    Ellos tienen el poder y lo van a perder.
    tienen el poder y lo van a perder.
    tienen el poder y lo van a perder.
    tienen el poder y lo van a perder.
    tienen el poder y lo van a perder.

    En la selva….

  27. Impressionante que um Corinthiano saiba escrever.

    Clap clap clap

  28. Vizzotto (Goleiro) diz:

    Texto retrata fidedignamente o sentimento de participar da ImpedCopa! Desde o planejamento pré, os sonhos, o choque de realidade, o momento, as lembranças!!
    Kadj conseguiu retratar muito bem tudo isso.
    E eu consegui, finalmente, curtir uma ImpedCopa das arquibancadas!
    Vou dizer que é mais AFUDÊ do que jogar! Pq lá no campo tu não percebe a magia que envolve uma final. Aquele reboliço todo!

    OBRIGADO por existirem, senhores!!

  29. Porra, que lindo.

    Obrigado por ter vindo, Kadj! Venha sempre todo ano e nunca esqueça do eterno trapo do DOUTOR, que me encheu os olhos quando eu cheguei na quadra.

  30. Kadj Oman diz:

    #29

    O trapo estará sempre, com certeza!

  31. Edson Pinedo diz:

    Espetacular Kadj… um texto que realmente traduz um pouco do sentimento que toma conta de cada um de nós… CENTI ANNI a familia Impedimento!

  32. Fleck diz:

    MUITO FODA O TEXTO…

    MORNING HASTA EL FIN DE LA NOCHE

    Muito bom, ter jogado do lado de vocês e ter jogado esse BAITA evento que é a impedcopa… Nunca me perdoarei por não ter jogado as edições anteriores…

  33. Carlos diz:

    Porra!!!
    Que texto da massa!
    Conversei 2 minutos com esse loco, nem sonhava q era o Kadj, grande fera q já nos brindou com outros textos do caralho…Ainda brinquei q ele torcia pro time mais odiado do brasil…
    E finalmente descobri de quem era aquele trapo do Sócrates, o mais a fudê da tarde impedcopense…
    Sou muito bundão mesmo de não ter ido nas outras.

  34. Kadj Oman diz:

    #33
    Hahaha. Sobre o trapo, tava bom porque NÃO FUI EU quem fez, foi um cara profissional.

    ME PERDOEM POR ESSA FALHA DE CARÁTER.

  35. Anotação mental: Na próxima, fazer um trapo RESISTENTE AO VENTO. rsrsrsrsrsrs

  36. Carlos diz:

    Vou fazer um com a lata da dona denise na próxima para ficar inspirado e ser artilheiro, campeão e maior jogador da próxima.

    Só o amor constrói.

    huaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

  37. Paul diz:

    Baita texto seu Mandioca.

    Prá quem não foi e quer ter uma idéia melhor do que é “Uma quadra de futebol society simplesmente JUNTO ao Estádio dos Eucaliptos, completamente abandonado e semi em ruínas”, aí está:

    https://picasaweb.google.com/lh/photo/Urz8CQesXteKPLeDANEYBXtwvxPpcVbS-HQg-UvdTjs?feat=directlink

  38. Kadj Oman diz:

    #37

    PUTA foto cara.

  39. douglasceconello diz:

    #37 Que baita foto, Paul.

    Para quem ainda não viu o trapo magistral (com Prestes, outro RESISTENTE, em chamas):

    http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/s720x720/374733_257045221022679_255915694468965_740768_743546076_n.jpg

  40. ricardo lacerda diz:

    alem de bentratar a esferica, o hendrix da impedcopa bentrata a esferografica. baita texto. saludos de un cuervo del fin del mundo.

  41. Mano diz:

    Que texto afudê. Mas fiquei intrigado: como foi que o Paul conseguiu subir todos aqueles degraus pra bater a foto do #37?

  42. Paul diz:

    #41:

    Eu poderia te responder lindamente MEU QUERIDO, mas aí este espaço deixaria de ser um blog FAMÍLIA.

  43. LF diz:

    DEUS SUPREMO DA ESCRITA.

    chorei.

    sério.

  44. Paul diz:

    Prá um CORINTIANO fazer o LF chorar, o texto tem que ser excepcional tchê.

    E é.

  45. FERN diz:

    No pênalti da vida, não perdoaremos nunca cada um dos estádios demolidos pelo planeta.

    putaquepariocaralhoalamierdasiganmamando!!!…

    enfim a verdade, 5000 anos de patriarcado pra nada, bastaram 5 copas deste REY de Blogs…

  46. douglasceconello diz:

    #44

    huauha

    Certo. Izabel, rascunhe teu GUERRA E PAZ aí, pra fazer as pazes* com LF.

    *Nunca brigaram DE FATO, tou só enchendo o saco a esta hora.

  47. Cassol diz:

    Consegui ler só agora. Que texto bonitaço, Mandioca.

  48. Dudu Lorenz diz:

    Acho que o trapo do Sócrates era o segundo mais bonito.

    O primeiro era um ROSA sem nada escrito, um trapo meio CONCEITUAL CONTRA A SOCIEDADE, eu diria.

  49. Pingback: Onde a dor não tem razão | impedimento.org

  50. Camilo diz:

    Baita texto, Kadj

    Ah, sobre “10 de dezembro: o dia que não terminou”: pelas minhas experiências prévias, eu CHUTO que 10 de dezembro terminará lá pela SEGUNDA QUINZENA de janeiro. A partir daí, começa-se a armazenar tudo que envolveu a última impedcopa num lugarzinho especial do coração e a ANGÚSTIA pela próxima – novo time, novos companheiros – toma conta por uns quatro meses.

  51. Sancho diz:

    Participo da Impedçopa como posso. Chego cedo, me aclimato, me aprochego aos microfones, narro o que não vejo, falo bobagens, e passo informações que ninguém se importa sobre o campeonato. Enfim, faço o mesmo que faço nos comentários do Impedimento.

    Mas, infelizmente, chega a hora derradeira. Ser “família” é foda. Nas semis, vou embora porque está tarde. Todo o relato da finaleira fodástica tenho que esperar para ler aqui. Na próxima, com DOIS filhos, nem sei como farei.

    Mas farei…

  52. Kadj Oman diz:

    #40

    valeu hermano.

    #43

    sem deuses nem mestres LF. mas valeu!

    #47

    valeu Cassol. tu me lembra muito um amigo, o Jamil, que joga comigo no Auto. hehehe.

    #48

    isso é um MITO. esse trapo todo rosa carregava a frase “VCS SÃO MÉRIDA” feito de fita isolante, mas mesma seguiu sua vocação de se isolar e caiu da faixa, deixando-a nua e rosa como as bochechas da face. inclusive, acusaram o Morning de homofobia por vencer o Mérida por 4 a 0, mas quando o próprio time faz um trapo rosa CLARAMENTE querendo dizer aos homossexuais que eles são MÉRIDA…

    #50

    prazo estipulado que provalmente será vencido só em junho. IMPEDCOPA BIMESTRAL JÁ!

    #50

    leva os filhos Sancho!

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