Sonho acadêmico, crise azul

Há ligas que crescem a partir de clubes, nações inteiras que se erguem a partir de clubes, mas o mais comum é ver rivais crescendo a partir de rivais. É o caso do Deportivo Quito: garantido finalista do Campeonato Equatoriano, vencendo a primeira etapa do torneio com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o time parece ter finalmente conseguido o caminho do equilíbrio entre os investidores e a paixão clubística, rumo às competições internacionais – na esteira de um dos seus principais rivais, a LDU.

O Deportivo Quito disputou a Libertadores de 2010 sob uma grave crise institucional, visto que um grupo de investidores havia comprado o departamento de futebol, não estava conseguindo o aporte financeiro necessário e parou de pagar salários, assim como de investir em contratações. Foram tempos difíceis, que aparentemente estão superados: hoje, sob a gestão de Fernando Mantilla, o clube parece ter uma coesão administrativa. Mantilla, que é economista, deixa essa coesão nas mãos de profissionais e de Carlos Ischia, ex-treinador de Boca e Rosario Central, ex-coordenador da Comissão Técnica do Boca nos tempos de Bianchi, que é considerado um dos principais artífices da boa campanha da Academia no equatoriano deste ano.

Nas palavras do El Comercio, um dos principais objetivos do Deportivo Quito para a Libertadores que se avizinha é contratar bem no mercado externo. A contratação de estrangeiros é considerada um dos principais pontos para um clube equatoriano se dar bem no cenário internacional – assim como Damián Manso pela LDU, campeão em 2008. Os equatorianos do Deportivo são considerados os melhores, faltam nomes de fora, que ainda não são sequer especulados.

O Barcelona de Guayaquil, que fez um investimento pesado para tentar conquistar o título, parece que se contentará com a vaga na Libertadores. O time de Luís Caicedo e Damián Díaz conseguiu um grande passo ao derrotar o próprio Deportivo Quito no Monumental por 1 a 0.

O Emelec, que disputará a final com o Deportivo em duas rodadas entrou numa crise: perdeu para o Manta fora de casa, ficou em quarto lugar e ainda perdeu Juan Ramón Carrasco, que foi demitido com os maus resultados. Entre as alegações para a demissão de Carrasco, além dos maus resultados recentes, estão o fato de não repetir times titulares e o fracasso dos jogadores uruguaios por ele contratados, como JM Franco e Nicolás Vigneri.

As finais serão nos dias 11 e 17 de dezembro. No lugar de Carrasco assumiu outro uruguaio: o naturalizado equatoriano Marcelo Fleitas, que aos 38 anos, decidiu antecipar a aposentadoria para assumir a casamata do Emelec. Fleitas tentará assegurar para o Emelec um título que não chega há nove anos, em uma equipe que teve enormes dificuldades para superar os clubes grandes ao longo do certame equatoriano deste ano.

Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos

Publicado em Equador, Nacionais. ligação permanente.

5 Respostas a Sonho acadêmico, crise azul

  1. Vinicius diz:

    Quem ficará no grupo do Inter na Copa? Emelec? rsrsrsr

  2. Daniel Gremista diz:

    #1
    Esta é uma das regras oficiosas do futebol o Inter sempre enfrentará o Emelec em Libertadores

  3. Manoel diz:

    Qual a surpresa? Quem contrata a besta do Carrasco já deve saber de antemão que o imbecil NÃO REPETE times titulares nem que a fêmea bovina venha a exibir espasmos pulmonares.

  4. FERN diz:

    porra véio, caio junior NÃO!!!

    vaitefuder…

  5. Ladislau diz:

    Sinto muito pelo Deportivo Quito, mas parece que a LDU não tá nem sentindo a existência do rival…

    Tão passando o rodo no Vélez e perigando ganhar mais uma sul-americana…

    Bauza é o cara, pqp

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