Dizem que alguns estádios falam. O Florestal da minha época resmungava. A cada passe errado, a cada gol perdido, a cada derrota contra Cachoeiras e Torrenses nos infindáveis anos na Segundona Gaúcha, que na verdade era a terceira, o estádio das arquibancadas tortas tremia e urrava em seu grito de socorro.
Fazendo coro com os seus 300 ou 400 fiéis seguidores, mais os habitantes das sacadas das coberturas dos prédios vizinhos que nunca perderam um jogo, reclamava e implorava pela volta dos tempos em que tinha sua sagrada grama, ainda jovem, pisada pelos saudosos Irmãos Heineck, que a cada finado Clássico das Barrancas destruíam ainda mais o Estrela, pior clube do mundo. Ou por quando viu, em sua relva, Mauro marcar o gol vencedor na despedida brasileira de Falcão, com direito a chapéu no ainda futuro Rei de Roma. Ou ainda pelo time de Ênio, Vandeco, Sérgio Winck, Everton que depois virou Giovanella e Gelson Vila Fão que depois virou Conte, que em 91 e 93 cometeu o erro de ousar enfrentar os grandes encarando-os olho no olho, tendo sua caminhada rumo ao paraíso encerradas nas entranhas da mafiosa Justiça Desportiva da época.
Eu, ainda um rapazote mal saído das fraldas de pano, não compreendia sinais tão complexos. Para mim, a ida ao templo alviazul era sempre uma simples garantia de festa. Cinco reais no ingresso, livres de inflação por quase 15 anos, e todo um novo mundo de xingamentos ao azarado bandeirinha que corria pelo lado do pavilhão, o jogo paralelo das crianças atrás do gol, uma garrafa de Fruki e um pastel. Ah, o pastel da Florestal. Um pedaço de massa frita com recheio de carne moída que transformou o garoto abobado em um adulto ainda abobado, porém apaixonado pelo esporte bretão amado por gerações e gerações.
Um garoto que, em 98, já se importava com a bola no pé a ponto de permitir que seu coração fosse dilacerado por um careca franco-argelino em uma trágica tarde de domingo de julho. E de, traumatizado, prometer que jamais se importaria novamente com onze rapazes correndo atrás de uma bola. Mas o Florestal, já visivelmente se encaminhando ao seu leito de morte, jamais deixaria um de seus amados filhos cometer tamanha heresia.
Poucos meses depois, com seus 300 ou 400 fiéis multiplicados por 10, os eternos torcedores das sacadas, novíssimas caixas de som tocando o hino do clube repetidamente por horas e horas e muitos pastéis, na penúltima rodada da sem nenhum sentido Copa Abílio dos Reis – na qual apenas clubes da segunda divisão disputavam o caneco – o velho estádio reservava ao garoto a sua herança maior. Após um primeiro tempo de ainda maior desolação, com alemães de Campo Bom aniquilando as chances de um título celeste após quase 20 anos, no intervalo preparou o seu golpe de misericórdia.
O centroavante ao qual permitia entrar em suas dependências de pés descalços e utilizar o banheiro de porta aberta, careca, alto, robusto, com 400kg de massa corporal e um pescoço do tamanho de uma retroescavadeira, lesionado, para desespero do garoto estava no banco de reservas. “E ao teu lado vou sempre passo a passo caminhar” ecoava o templo e, com infiltrações, o centroavante pisou o seu santo gramado. E a xilocaína, tão comentada e demonizada no inconsciente infantil da época graças a outro centroavante careca, também proporcionou o seu pedido de perdão. Em apenas 15 minutos, Jorjão marcou dois gols. E foi substituído para não mais voltar. Não precisava. Já havia provado ao garoto que, no futebol, se em um dia rapazes de azul batendo semelhantes de amarelo causa o terror, em outro também pode encher os rostos de sorrisos.
Ensinamento que jamais esqueci. Por todos os anos seguintes, de derrotas e mais derrotas, de jogadores medíocres e presidentes ladrões, nada era capaz de desanimar aquela alma tingida de listras alviazuis. Não interessava o que acontecesse no mundo, poderiam cair as incaíveis torres gêmeas de Nova Iorque, mas o Florestal, com ingresso a 5 reais, os 300 ou 400 fiéis, mais os habitantes das sacadas das coberturas dos prédios vizinhos, o futebol paralelo das crianças, os xingamentos ao azarado bandeirinha que corria pelo lado do pavilhão, os pastéis e as garrafas de vidro de Fruki, sempre estaria lá, de braços abertos aos seus filhos queridos. Bombas de guerra poderiam destruir o céu do Oriente Médio, mas sempre que a tradicional, ensurdecedora e interminável bateria de foguetes cruzasse os céus de Lajeado, aqueles homens vestidos de azul celeste prestes a serem derrotados, adentrariam, sob aplausos, o templo que construíram um ano antes da deflagração da Ditadura Militar para ser, para sempre, o seu ponto de encontro com a liberdade.
Infelizmente, ao ser afligido pelo mal maior do ser humano que é a vida adulta, percebi que nem sempre seria assim. Dez anos após o grande apogeu, ao mesmo tempo em que colaborava com a diáspora interiorana e me mudava para a capital, os foguetes se silenciaram, e o Lajeadense, licenciado, já não mais pisava a sua terra prometida. Já não havia mais crianças correndo pelas britas, pastéis ou Jorjão. Mas os 300 ou 400 fiéis, mais os habitantes das sacadas das coberturas dos prédios vizinhos, jamais deixaram a sua segunda casa. E alguns deles, incluindo o maior de todos, Everton agora já Giovanella, de volta de sua brilhante carreira européia, perceberam que era hora de atender aos gritos que ecoavam do concreto das tortas arquibancadas e retribuir tudo o que o santuário da General Flores da Cunha havia feito por todos nós, cidadãos de alma celeste.
Mas tudo deu certo até demais. Após a reabertura, em um ano o Lajeadense já disputava títulos; em dois, conseguia uma vaga no Gauchão; em três, já não encontra mais paralelo na região; em quatro, já estará disputando competições nacionais. Um crescimento maior do que a bolha imobiliária brasileira, que acabou por nos tirar nossa segunda casa. Um clube que pretende ser cada vez maior, já não podia mais se dar ao luxo de chamar de seu um estádio com arquibancadas onduladas, gramado sem conserto e encravado no meio da cidade. E por seis milhões e meio de reais, vendemos nossas almas, para transferi-las a uma modernosa Arena com elevadores, restaurantes, cobertura e arquibancadas retas.
O novo Florestal, agora já alçado à categoria de velho (o velho Florestal de verdade já havia sido demolido na década de 60), porém, não se entregaria assim tão fácil. Esmirilhou os prazos um a um. Diziam que seu último jogo seria em 2010, para o clube começar o ano de casa nova. Mas o ancião prestes a deixar o mundo dos vivos encontrou forças para resistir, e ainda viu o início do Gauchão. Depois, pretendiam inaugurar a nova casa na partida de maior apelo, contra o Internacional, em março. Balela. Os homens de Damião vieram a Lajeado apenas para ver o último sopro de vida do glorioso estádio, lotado como nunca, empurrando seus fiéis companheiros a um honroso empate. O velho templo jamais deixaria de festejar o centenário do clube que tanto amou, completado em abril. E, por fim, decretava-se: agora sim, o final de 2011 representaria a estocada final no âmago de todo alviazul.
Mas, de novo, o resmungão Florestal não se entregaria tão fácil. Sem explicação racional alguma, os seus homens vestidos de azul, já sem foguetes, futebol infantil paralelo ou Fruki em garrafas de cerveja, atropelavam os seus adversários um a um, adiando o seu adeus definitivo àquele decrépito pedaço de concreto. Com a surreal tensão de enfrentar as partidas com o peso adicional do tamanho de um Jorjão por cada gol sofrido poder representar o fim de sua história conjugal, clube, time, torcida e estádio fizeram um pacto demoníaco que levou a final da Copa FGF, agora chamada Laci Ughini, para o seu funeral.
Velhos resmungões, porém, não tem a angelical capacidade de não guardar mágoas. Com a festa pronta e seus 300 ou 400 fiéis novamente multiplicados por 10, o Florestal, ao perceber que chegava a sua vez de adentrar o reino que a todos Deus preparou, continuava a gritar por socorro. Ao se notar ignorado, então, proferiu sua sentença. Como o monge vietnamita Thich Quang Duc, ateou fogo em si mesmo em forma de protesto e, na seqüência, incinerou os sonhos de seus traidores. Com a derrota em casa, o Lajeadense perdia a chance de conquistar o quarto título de sua história, o primeiro com clubes de elite. E ainda o fazia contra um dos integrantes capitais do reino do mal na Terra, o Juventude, ajudado por um filho de seu gramado, primogênito de antigo goleiro e técnico alviazul.
Aos antes fiéis companheiros, agora só resta a falta de caráter. Como Judas, entregou-se o corpo de nosso profeta por algumas moedas de ouro, para que ricos fiquem cada vez mais ricos, erguendo prédios e arranhando o céu onde antes só havia os foguetes que anunciavam que aquele clube pintado da cor da safira ainda não havia morrido. E os 300 ou 400 fiéis, agora, precisarão se deslocar toda vez para a longínqua área nos limites da cidades, onde um novo templo em busca de uma alma os aguarda sem foguetes, brita ou prédios. Os habitantes das sacadas que nunca perderam um jogo, agora, nunca mais olharão pra baixo e verão um exército de roupa celeste a colocar a sua honra em jogo. O futebol como conhecemos, que o Florestal nos ensinou a amar, nunca mais existirá.
Tudo, porém, tem seu tempo. Embora dolorosas, rupturas e mudanças são necessárias para o crescimento de todos. Assim que a ficha cair e o pranto cessar, todos nós, 300 ou 400, estaremos novamente xingando o azarado bandeirinha que corre pelo lado do pavilhão, desta vez em outro santuário erguido para chamarmos de nosso. Sem a grama cultivada pelo suor deixado por Jorjão, Vandeco, Kuki, os Heineck, Gélson e tantos outros, buscaremos mais uma vez recuperar nossa alma, agora construída a partir de Ramos, Rudiero, Bindé e todos os outros que, pelos séculos e séculos, ainda virão.
Nostalgia, no fim das contas, é um grande bloco de massa fecal. As crianças de hoje em dia já não se importam mais com derrotas em Copas, jogar bola atrás dos gols ou com velhos ídolos do passado. Enfurnadas em seu mundo de faixas, brigas, refrigerantes de guaraná em garrafas PET e cantos em espanhol, mesmo que inconscientemente, nunca hesitarão em atender aos resmungos da antiga casa de seus pais e avós, agora transformados em um sopro de vento que, dizem, enche as ruas do bairro a cada vez que uma pelota chutada por um meliante de camisa celeste e branca cruza o gol dos cruéis adversários. E, com estrutura, transformarão o Leão dos Vales em um clube cada vez maior. E o pastel, “ah o pastel da Arena”, dirão as gerações vindouras, esse continuará lá, conferindo todo o desenrolar dessa trágica história de amor e traição teutônica. E, em pouco tempo, os 300 ou 400 se tornarão multidões, e as constantes derrotas serão apenas uma vaga lembrança na memória daqueles que nunca deixarão que a herança do Florestal seja esquecida.
Mas, por enquanto, ainda dói.
A primeira foto é de Porthus Junior, e a segunda, do autor do texto.
Texto enviado por Guilherme Daroit


Muito bom!
Top 10. Sensacional. E nos gremistas no pfc….
Coisa maravilhosa, cara. Li chorando a gordura onde se fritam os pastéis.
Deu vontade de tomar Laranjinha Fruki. Excelente.
Bah. Baita texto. Ontem tava eu e meu pai falando que temos que começar a ir nos jogos no Olímpico, fazer uma despedida digna.
Baita texto… Já faz alguns meses que todo jogo que vou ao Monumental penso no dia que ele for ao chão…
Será horrível
Coisa linda… essa é a real representação do futebol!
E ainda lembro daquele time do Lajeadense de 91-93. Gelson lavando a égua de tanto fazer gols… bons tempos aqueles!
mesmo de casa e alma novas, venceremos o gauchão com um gol de FERROLHO e comemoraremos com muita fruki, linguiça minuano e balas flópi.
#7
maior time azul da história do futebol.
no mais, gracias, amigos :}
“Mas tudo deu certo até demais. Após a reabertura, em um ano o Lajeadense já disputava títulos; em dois, conseguia uma vaga no Gauchão; em três, já não encontra mais paralelo na região; em quatro, já estará disputando competições nacionais.”
Lejeadense segunda força da região, após o valoroso Futebol Clube Santa Cruz.
Mas tem o mérito de já ter ultrapassado Avenida e Guarani de Venâncio Aires.
Que texto afudê. Vou imprimir um bilhão de cópias e espalhar pelas paredes da firma.
(OFF ?)
Sim !!! Ano da despedida do Olimpico.
Como COLORADO com algo em torno de, digamos, 500 a 1000 jogos no Olimpico (Pai conselheiro gremista, VELADO lá, inclusive; Eu, um ‘folclorico’ Piá Colorado frequentador das Perpétuas do Olimpico) já fui nos 2 Gre-Nal de 2011, depois de 8 anos sem lá pisar…
(Tinha, inclusive, ainda a esperança de alcançar o No de vitórias do tricolor quando chegou a 5 (eram ainda possiveis em 2012 até 5 classicos na Azenha: 3 no Gauchão, 1 no Brão e 1 na CdB, Sula ou LA…) mas a derrota do Brão elevou a diferença para, agora INATINGÍVES, 7 vitórias de diferença. Estatisticas que a RBS não ALARDEIA…)
O maior jogo da década (pró-Grêmio…) no Olimpico, foi o exorcismo de R-yokohama-10.
Mas… QUE Gre-Nal em Boston, O QUE…!
2012 é ano da despedida de um TEMPLO DE FUTEBOL sim… e EU assistirei aos 3-4 Gre-Nal derradeiros lá. QUEM SABE, baixe a direrança para 1 ou 2 pares… E já nos preparemos para outra BOA ESTREIA na vossa casa nova, partindo para UM DESENPENHO AINDA MELHOR NA ESTATÍSTICA…
#dimóisss mas deu uma baita saudade de tomar Fruki…
mas deu uma baita saudade de tomar Fruki… [2]
Bom mesmo. O Leco não foi citado…
que texto señores!!!,,,
MARAVILHA!!!
2012 será phueda!!!
Báh
Muita propaganda para o Fruki, as vendas hoje devem ter aumentado uns 43%. Amanhã vou mandar a FATURA para eles.
sfhusadfhs
As duas fotos estão massa, mas aquela primeira, puta merda, QUE FOTO.
Obra prima da nostalgia, da verdade e do óleo de girassol.
Agora, também sou Lajeadense.
opa, obra-prima
texto impressionante, longo, e bom, visto que deu pra sentir até o CHEIRO DO SUOR do Jorjão.
parabéns, Guilherme.
QUE HISTÓRIA essa
depois de ler esse texto e aos comentários, vou aderir a ideia de ir no maior número de jogos possíveis no Olímpico para fazer as despedidas.
Porra! Um texto do LAJEADENSE no IMPEDIMENTO! Genial!
Eu, talvez por ser de Estrela (de assistir clássico das barrancas no gigante Aloysio Schwertner) só passei a REALMENTE acompanhar o Lajeadense na FGF de (?) 2009, quando fomos eliminiados pro Ypiranga nas semis. Mais motivado pelo espírito “apoie o time da sua região” (e meio desiludido com o futebol em geral), e bah nada paga a sensação que eu tinha ao entrar no florestal, poder xingar até a sexta geração da família do bandeira ou do lateral adversário (e ter certeza que eles estão te ouvindo, pela proximidade da cancha), comprar um pastel e encher um litrão de fruki com duas cervejas COM ALCOOL vendidas em GARRAFAS DE VIDRO.
Florestal vai deixar muitas saudades, todavia o Lajeadense tende a crescer cada vez mais, tornando-se exceção (e exemplo) ao cada vez mais falido futebol interiorano.
PS1.: Sem puxa-saquismos, mas boa parte (se não toda) do que o Lajeadense voltou a ser deve-se ao sr. Nilson Giovanella, justiça seja feita.
PS2.: Respeito com o ESTRELA, chê.
Ahhh – Se a minha cidade tivesse um time decente… Com uma direção com um pingo de seriedade. Um time em que os sub-16 treinam no ginásio da cidade nos dias de ~~garoa~~ para não danificar o campo todo fodido não merece sair da Terceira tão cedo. Boa AImoré. Continue assim.
Se bem que é muito mais prático ir pra Azenha ou pro Menino Deus do que ir pro Cristo Rei.
bá.
Daroit chegou mostrando as travas no impedimento hein. porra. de chorar esse texto, de ir pro livro.
#6 eu tbm. tem sido melancólico.
QUE BELLO DEPOIMENTO HEIN #11
A tendência do Lajeadense é crescer cada vez mais, pois tem apoio da comunidade e da multinacional do guaraná Fruki.
texto irado
que glória, lajeadense
#9
não existe amor em clubes que encerram o ano antes da PÁSCOA.
#22
respeito com rival, nem DEFUNTO. digo como mau estrelense que, por traquinagem da minha mãe, sou. ainda vou levar uns anos pra entender que o lajeadense virou um clube regional hehe :~~
Eu tava lá, perto do fogo. Louco que o repórter da gloriosa Independente AM chegasse perguntando o que eu tava achando do jogo. Ia responder: “tá uma fumaceira, a torcida tá incendiando o jogo, e o time ainda tem muita lenha pra queimar…” é, mas não rolou, foi um balde de água fria. Adeus Florestal, que se vá, mas ao menos preservem a galeteria.
a velha frase de : ‘ todos caminhos nos levam ao florestal ‘ , tudo se vai, mas o sentimento que temos pelo florestal é algo insubstituivel, nós da BARRA BRAVA DESCONTROLE, MAFIA AZUL, gritando, apoiando, chorando, sofrendo, se machucando ao pular no alambrado e se cortar, se sujar de tanta ferrugem, tomar aqueles banhos de chuvas e sair de lá ja doente, tudo isso vai fazer falta, mas com o Lajeadense iremos onde ele estar !
baita relato!
Fruki=lenda
e parabénns ao Ju, que passou por cima de toda mística e levantou o caneco..
Em 1980, morei um ano em Lajeado. Interno de colégio Marista e estudante do Castelinho (Escola Estadual Castelo Branco) nosso profº de Educação Fisica era o Xaveco, que na época acumulava as funções de treinador do Lajeadense. Graças ao patrocinio dele assisti diversas partidas no Florestal. Saudades daquelas arquibancadas, de onde vi jogar Gremio e Internacional.
Daroit tá se fazendo de salame. Até pouco tempo atrás ele dizia que odiava o Lajeadense, pelo simples fato de ter as cores do rival do time da Padre Cacique.
#34
?
olha um aí que não conhece meu lado hiperbólico. só tive momentos de desavenças no meio dos anos 2000 com uns presidentes ladrões. eu e a CIDADE INTEIRA. depois da reabertura e da EXPURGAÇÃO desses malditos, a coisa só foi.
nos últimos semestres tenho me preocupado tanto com o inter quanto com o preço do tomate na albânia. me libertei do mal e re-enxerguei a LUZ do futebol de verdade. tenho até vergonha do meu passado.
bjs, vicente.
aliás, sigam: http://twitter.com/omaiordosvales
Uruguaiana com três clubes que não tem nenhum.
O estado tem mais de 40 municípios com 50.000 habitantes ou maior.
Com praticamente a mesma população, Portugal tem QUATRO divisões. A Grécia, ligeiramnete maior, tem CINCO. A República Tcheca também tem 4. E por aí vai.
E nem pode valer o argumento de que são países ricos
Pior. Portugal tem quatro divisões NACIONAIS, com uns 180 clubes no total. E as associações distritais tem, em média, mais três, totalizando SETE DIVISÕES, sabe-se lá com quantos times ao todo.
Belo texto. Parabéns Daroit!
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