Aí a Espanha foi campeã do mundo, o Brasil tem sua pior colocação da história no ranking da Fifa, e nós todos chegamos à conclusão de que o esquema do Barcelona e da seleção do seu país vizinho, a tal da fúria, têm o último grito da moda em sistemas táticos. De uma hora para a outra, todo mundo resolveu adotar o 4-2-3-1, Inter e Santos ganharam duas Libertadores com ele, os times se enchem de meias e usam apenas um centroavante, Celso Roth se compara a Rinus Michels e entramos nos Trending Topics do futebol mundial. Só falta uma coisa: a qualidade da bola vinda de trás.
A coluna de Tim Vickery, em inglês, no Sambafoot, dá um indicativo desses. Tim Vickery, para quem não conhece, é um correspondente da BBC que fala também português fluente e é residente em Pindorama. Por conseguir ver o futebol brasileiro em perspectiva, sem o oba-oba e as piadinhas tradicionais da Globo nem o rancor clubístico, faz relativo sucesso em programas especializados. Vickery analisa o LAÇO que a Universidad do Chile deu no Flamengo, um dos melhores times do campeonato brasileiro, e coloca em dúvida a qualidade real da competição. Lembra da eliminação de vários times brasileiros ao mesmo tempo na Copa Libertadores e pensa se foi apenas uma coincidência ou é uma tendência, observando que os times têm enorme dificuldade de lidar com 3 atacantes contra si.
O mais relevante, porém, é sua análise do 4-2-3-1 flamenguista: os três meias do Flamengo são meias que jogam muito bem com a bola. Com uma marcação por pressão feroz de 3 atacantes, sucumbiu. É um cálculo lógico: com 3 atacantes marcando 4 defensores, pelo menos um tem que sair bem com a bola, o que não era o caso do Flamengo naquela noite. Se os meias pressionam os volantes que não sabem jogar, os chutes para cima se multiplicam e a coisa piora.
Agora, vamos ver os bons exemplos da tática enlatada, o Inter de 2010 e o Santos de 2011. Ambos tinham volantes que mesclavam a força física com saber jogar: Sandro e Guiñazú no Inter, Arouca no Santos. Não por acaso, Arouca foi o grande destaque das finais do campeonato e Sandro, considerado um dos eixos principais da equipe colorada. Ok, havia velocidade no meio campo, havia Neymar e outros tantos fatores; porém, quando a bola sai tranquila de trás, o problema da marcação por pressão é minimizado e o time consegue uma vantagem numérica imediata no meio campo, com 3 meias, prendendo os laterais e confundindo os volantes e zagueiros. Some isso a alguém que saiba driblar, romper a defesa e aparecer para concluir, como foi Taison e como é Neymar, temos um bom time.
A questão toda é que os volantes brasileiros, via de regra, não sabem jogar.
É um problema cultural, uma interpretação errada dos anos 90 de Dunga, Mauro Silva, Dinho, Goiano, Galeano, Capitão, Gallo, Rincón, Doriva, Gilmar Fubá, Charles Guerreiro, e outros. No auge do período de dois meias e dois volantes, estabeleceu-se que os dois homens de trás deveriam ser tratores e não importava sua qualidade para sair para o jogo. Como um telefone sem fio, inventaram que Dunga, Dinho, Rincón e outros não jogavam nada porque eram tratores – na verdade, eles só se destacaram por ser tratores que também sabiam jogar.
Era claro que perdíamos alguns torneios internacionais devido ao nosso meio campo um tanto quanto leniente (e aí, videoteipes de Cerezo e Alemão deixando Rossi e Maradona jogarem eram reprisados nos vestiários) e que ganhamos a Copa de 1994 por que Mauro Silva era um carrapato e Dunga batia e dava gritos. Não era só por isso, mas a história tem mais versões que fatos.
Olhando rapidamente as duplas de volantes que garantem a titularidade nos grandes clubes brasileiros, vemos raros os que têm qualidade para sair com a bola. Os que têm, de certa forma, são mal interpretados – casos gaúchos de Guiñazu e Rochemback, frequentemente vistos como tratores burros, mas que acertam dribles e lançamentos com frequência. O advento dos meias argentinos (D’Alessandro, Conca e Montillo) também tem um pouco a ver com isso. Os volantes argentinos são mais qualificados que os brasileiros na saída de jogo, o que qualifica o passe do meio campo como um todo: muito mais toco y me voy do que drible vertical desesperado em relação ao gol. Os três meias relacionados, frequentemente vistos como melhores do campeonato brasileiro, são meias que qualificam o jogo armando a bola desde atrás – Conca e Montillo, especialmente, também foram decisivos no terço final do campo nos últimos dois campeonatos.
A ideia de importar a tática bem sucedida na Espanha e na sua cidade vizinha chamada Barcelona é ótima, quando tem jogadores de boa qualidade no centro do meio-campo. Em um âmbito muito menor, Dorival Júnior começou a fracassar no jogo contra o Corinthians quando trocou a boa qualidade de recuperação e toque de bola desde a intermediária defensiva de Bolatti por Andrezinho, um jogador de recuperação pequena e que é muito melhor bom ela no pé. A abertura de espaços na defesa do Corinthians começava do último terço do campo, dando aos meias pouquíssimo tempo para pensar com a bola no pé – e quando os meias recuavam, a abertura era mais lenta.
Há solução para a tática enlatada. As categorias de base precisam formar volantes mais móveis, que jogam mais, e meias que marquem em velocidade. Não basta marcar bem; é preciso cercar o adversário com rapidez, como fizeram os atacantes da U de Chile contra o Flamengo. Cercar com rapidez é ter uma melhor leitura corporal do adversário, saber antecipar seus movimentos e ter um bom nível de aceleração – não é preciso, reitero, ter ótimo desarme. Já os volantes precisam ter bom índice de passe, mobilidade e e leitura do jogo: Fernando, do Grêmio, é um bom exemplo. Embora não seja um portento no desarme, destacou-se pela mobilidade e virou titular no esquema de Celso Roth.
Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos

Tim Vickery fala melhor português que 99% dos argentinos e uruguaios que vêm morar no Brasil. Fato. Vi ele outro dia no EsportVisão, do Canal Brasil (me recuso a assistir o canal quase-homônimo, aquilo é INFOTAINMENT puro).
Não acredito que vivi pra ver o nome DORIVA ser enunciado novamente, diretamente das profundezas do desgosto da lembrança.
Uma vez vi o Tim Vickery em algum programa do Sportv, comentando com os apresentadores que achava que no Brasil havia uma ESTUPIDEZ e uma obsessão com a arbitragem, ocorrendo até o absurdo das emissoras em colocar comentarista pra analisar o desempenho dos árbitros. Daí que aqui se apitam muitas faltas ridículas, que não seriam marcadas em nenhum outro lugar, pois os juízes tem medo do que vai ser dito sobre eles na televisão. Pra ele, isso talvez explicasse um pouco porque os brasileiros não se davam tão bem em competições internacionais. Nunca mais o vi por lá desde então…
Acho sem sentido colocar em dúvida a qualidade do Brasileirón por causa dessa surra que o Flamengo levou. Pegue os 20 times do Brasileiro, compare com os 20 times do Espanhol (ou Italiano, Inglês, etc.) e verás que, tirando os 3 ou 4 times de ponta deles, os outros 16 ou 17 nossos são superiores ou MUITO superiores. Campeonato Espanhol só tem um Barcelona, o resto é tudo Getafe.
Grande questão do mundo da volância é o fato do Lucas Leiva, um ótimo 2º Volante – Bola de Ouro 2006, se não me engano, atuar agora de 1º. Perdeu 78,3% do seu futebol. Quem mais tem chances é o Casemiro, se não se arrepender.
Discussão tática de futebol, no Brasil, tornou-se banal e medíocre. Sério.
Basta ver a última Copa do Mundo e a sensacional análise das tendências táticas das nações, ONDE:
- O Uruguai só tinha jogadores raçudos e empenhados, sem qualidade técnica ou força tática alguma para chegar em algum lugar;
- A Argentina aparentemente só tem alguma qualidade por conta da “rivalidade”. Ademais, os outros latino-americanos NÃO EXISTEM;
- A Inglaterra é o time da bola-longa-com-um-grandalhão-na-frente-forever (embora o entusiasta de futebol sabe muito bem que os times de lá pararam com isso já faz pelo menos uma década e meia após iniciar um processo de importação e criação de gente que sabe ter um toque de mínima qualidade);
- Itália não sofre maus momentos e deveria ser amplamente esperada nas etapas derradeiras da competição;
- A Alemanha é o time do jogo conjunto e disciplinado apostando em firmeza tática ao invés do “talento” (desconsiderando que a meiuca de Özil, Müller e Schweinsteiger et al é de uma força criativa ABSURDA);
- Nenhuma seleção africana possui capacidade para chegar a lugar algum;
- Último, porém não menos importante, a Holanda é para sempre e forévis o time do carrosel de Cruijf e a SeleBF foi enrabada por uma disciplina absurda de marcação que tava lá há pelo menos VINTE JOGOS. Ninguém viu porra nenhuma, aparentemente.
Apesar de termos potencial imenso na geração de craques e que nossa terra é fecunda com talento futebolístico, a falta de cabeças pensantes para o jogo tá sendo um problema putaqueparivelmente lamentável, principalmente após os delírios MURICIBOLESCOS iniciados na última década. Justamente a falta de um treinador que soubesse estourar os trancos da porra do “1×0 acima de tudo” é, para mim, a maior evidência desse fenômeno.
Essas modas de esquema eu não consigo engolir. Não existe esquema mágico.
O melhor esquema é o que tem os jogadores que fazem as funções necessárias. O mesmo em 2 times diferentes podem dar resultados completamente diferente.
Concordo plenamente em 2 pontos falados. Dos volantes do 90. Baita jogadores, batiam e sabiam jogar. Hoje em dia poucos fazem os 2. E esse é o problema da atual seleção.
Mas é um problema de fácil solução. Sandro (recuperado) e Lucas. 1° e 2° respectivamente. Técnico brasileiro não entende as tais linhas de 4. Acha que os meias centrais são volantes. Ai o Mano escala o Lucas de 1° e o bosta do Ramirez de 2°. Ai fode tudo.
E ah, 4231 é mais antigo que Barcelona e España. Arsenal invicto ja jogava com ele enquanto o Barça nem sonhava com isso.
Pois é, bons os tempos que se tinha meio-campistas no sentido amplo do termo. A origem deste problema foi quando resolveram dividir os meio campistas em volantes e meias (e aqui cabe uma observação: antes os esquemas táticos eram expressados em trincas: 4-3-3, 4-4-2 e depois da dicotomia volantes/meias passou a ser 4-2-3-1 ou 4-2-2-2. O fato é que a distância entre os volantes e meias aumentou e aí temos o famoso lenga-lenga do Inter que toca a bola mas não produz muito).
legal o post felipão, gosto de questões táticas. eu sabia que tu ia dar algum jeito de reclamar de uma substituição do bollati, desde a primeira frase. rs rs, vamos lá.
cara, gosto muito do 4-2-3-1, honestamente, por um motivo singelo: descentraliza a articulação. articular é o que tem de mais complicado em um jogo de futebol, não raro ótimos meias não conseguem jogar quando ficam empacotados na terra sagrada dos volantes, aquele espaço na frente da grande área que qualquer time do interior consegue proteger com competência. pra mim, nenhum time consegue se defender bem por dentro e por fora ao mesmo tempo. geralmente as equipes escolhem se resguardar melhor por dentro, o que é mais básico, racional.
a resposta lógica seria, bom então pq não articular com o auxílio dos laterais? pq não são suficientes. já não é fácil achar bons meias articuladores, imagina achar laterais que tenham alguma capacidade de pensar o futuro. kleber pantufa é um deles, tanto que fez ótima dupla com o quase acéfalo taison, no já referido 4-2-3-1 do roth.
pelo que eu vejo de futebol, são extremamente raros os meias que conseguem fazer trabalho de articulação jogando centralizados, muitas vezes tendo que jogar de costas pros volantes. pra mim o 4-2-3-1 é uma resposta evolutiva à essa dificuldade.
contudo, existem N diferentes 4-2-3-1, que só chamamos da mesma coisa por preguiça mental. as diferenças estão justamente na linha de 3 meias, que pode ser composta de formas muito diferentes:
a) 3 meias atacantes
b) 2 meias atacantes, 1 atacante
c) 2 atacantes, 1 meia atacante
d) 2 atacantes, 1 meia articulador
e) 1 meia atacante, 1 meia articulador, 1 atacante
f) 2 meias atacantes, 1 meia articulador
g) 1 meia atacante, 2 meias articuladores
ainda podendo variar o posicionamento dos 3 em cada opção.
a minha preferida é: de um lado, um atacante de velocidade, um meia articulador central que jogue por trás da linha da bola, e um meia atacante pelo outro lado, com capacidade de assistir e concluir. essa opção tem a qualidade de tirar o meia atacante do centro, mas não deixa o time sem opção de velocidade, não deixa o centroavante sozinho na área, e não deixa o time sem capacidade de rodar a bola contra uma defesa fechada, contando com o auxílio do meia centrar pra rodar a bola.
contudo, muitas vezes os técnicos empilham jogadores com as mesmas características nessa linha de 3, e aí vai residir um problema óbvio, não do esquema, mas de insuficiência de cartas para vencer um jogo. aí é que entra o teu ponto do post, se tu empilha as mesmas características nessa linha de 3, teu time vai precisar ter as características restantes em algum lugar:
não poderia haver exemplo mais didático que o 4-2-3-1 do botafogo. nenhum dos 4 jogadores costumeiramente escalados na linha de 3 é um meia articulador, muito menos um meia central (maicosuel, elkeson, herrera e felipe menezes). isso exige que o botafogo tenha um volante com boa saída de jogo, que no caso é o renato. sem ele, o 4-2-3-1 do botafogo não faz o menor sentido. repara que é um cobertor curto, a linha de 3 do botafogo não articula muito, não joga por trás da bola, mas em compensação o loco abreu nunca está sozinho, pq são meias verticais, de chegada na área.
o grêmio é um exemplo oposto, acumula 2 meias parecidos na linha de 3, articuladores, não tem grandes problemas de transição, mas em compensação o atacante fica isolado, o que não ocorre no botafogo.
então, em resumo, escrevi bem mais do que deveria, eu acho que o problema do 4-2-3-1 que estoura nos volantes não é um problema do 4-2-3-1 e sim um problema da linha de 3 armada sem variedade de características. aliás, acho que em qualquer esquema, tenderá a dar certo se for possível agregar jogadores com as características mais diferentes/complementares possíveis. assim como acho que qualquer esquema com jogadores parecidos vai dar errado, seja 4-2-2-2, 4-3-3, etc.
dale!!
Esse 4-2-3-1 é véio, tinha até no meu FIFA 99. A LDU ganhou a libertadores de 2008 com esse esquema. Os meias de lado de campo jogavam no lado de pé trocado. O destro na esquerda e o canhoto na direita. Olhem o primeiro gol da Liga na finalíssima, no Maracanã. O canhoto Guerrón avança em velocidade pela direita, dexa o zagueirinho sem pai nem mãe, e cruza pro Bolaños, destro, chegando da esquerda pra fazer o gol.
Aí o Inter repetiu em 2010, com D’Ale na direita e Taison na esquerda. Só q nesse Inter eles trocavam de lado toda hora, quando a defesa fechava a linha de fundo, eles iam pro meio, dexavam a bola com o meia central(Andrezinho, Tinga, Giuliano, Tinga), e iam pro outro lado.
Aí o Roth estragou o esquema colocando WILSON MATIAS no lugar do Sandro, e Sobis no lugar do Taison. Devia ter passado pro 4-4-2 quadrado, com Tinga, Guiñazu, Giuliano, D’Ale, Sobis e Damião. Resultado: Mazembaço…
Sinceramente, a Espanha ganhou, o barça tritura quase tudo, mas eu não gosto.
Humildemente prefiro quando o Inter joga no 4-4-2 mais simplório, um volante mais defensivo, outro que sobe, zagueiros que não sejam preguiçosos pra voltar, meias habilidosos que troquem de lado, mas não “cariocas” no mais pejorativo que exista em ser carioca no futebol, um atacante quase ponta que se movimente de lado-a-lado e outro mais fixo pra tocar o pavor na área. Ou seja, é o Inter só que com o Taison de volta. Mas vocês vão dizer que o Taison é meia, claro.
Ah, sim, e o LF traz um assunto relevante sem a pedândia que existe em discutir essa numeraiada toda. Eu tô assistindo tanto rugby que já começo a ver o futebol com outra cabeça. Sério. A ocupação de espaços e o avanço lateral e de trás no rugby, que tem outras regras, claro, mas basicamernte é futebol, muda muito o modo de pensar quando se imagina que só se pode passar pra trás e avançar. Os times atacam em CUNHA. É uma doideira bem construída. O D’Alessandro é o cara do sistema colorado pois ele é o sujeito que abre espaços. Mas não vou me estender nos comentários. Já fiz uma salada agora. hahaha
Para ilustrar o que escrevi acima, vejam a comparação dos times dos 4 campeonatos (Brasil x Espanha x Inglaterra x Itália) posição por posição:
1) Vasco x Barcelona x Manchester City x Juventus = o Vasco é pior que a Juventus? Tenho dúvidas
2) Corinthians x Levante x Manchester United x Udinese = o Corinthians é o segundo melhor
3) Botafogo x Real Madri x Chelsea x Lazio = Botafogo e Lazio (os piores) se equivalem
4) Flamengo x Sevilla x Newcastle x Cagliari = Flamengo e Sevilla (os melhores) se equivalem
5) Fluminense x Valencia x Tottenham x Napoli = tudo mais ou menos parecido
6) São Paulo x Málaga x Liverpool x Roma = São Paulo, Liverpool e Roma é tudo igual
7) Internacional x Bétis x Arsenal x Milan = Inter, Milan e Arsenal se equivalem
9) Grêmio x Atlético de Madri x Stoke City x Palermo = o Grêmio é melhor que o Stoke City e o Palermo
10) Santos x Osasuna x Queens Park Rangers x Parma = Villa Boys dão de relho em todos
11) Coritiba x Rayo Vallecano x Aston Villa x Fiorentina = Coxa, Villa e Fiorentina se equivalem
12) Atlético-GO x Athletic Bilbao x West Bromwich x Chievo = tudo japonês
13) Palmeiras x Zaragoza x Everton x Siena = com toda ruindade, o Palmeiras ainda é o melhor junto com o Everton
14) Bahia x Mallorca x Sunderland x Genoa = Papai Joel jamais perderia um jogo pra esses três timecos
15) Cruzeiro x Real Sociedad x Swansea City x Atalanta = Cruzeiro muito melhor que todos
16) Atlético-MG x Villarreal x Wolverhampton x Inter de Melão = OK, o Galo é pior que Inter de Melão e talvez Villarreal
17) Ceará x Getafe x Fulham x Novara = Esse Novara não duraria 10 minutos no PV. O resto é mesmo nível.
18) Atlético-PR x Racing Santander x Bolton x Lecce = o CAP é o melhor dos 4. Paulo Baier com meia perna resolveria.
19) Avaí x Granada x Wigan x Bologna = ok, o Avaí é talvez o pior de todos. Mas só por causa da defesa. William Batoré meteria vários golzinhos nesses aí.
20) América-MG x Sporting Gijón x Blackburn x Cesena = show de horrores
Sobre o 4 2 3 1: estava vendo o vt daquele grande Grêmio e Palmeiras e uma coisa me chamou muito a atenção – o Grêmio do Felipão joga assim.
Não sei se é um caso especial para essa partida ou era regra, mas o fato é que o desenho é muito parecido com o do Grêmio de 2007 ou de agora, ou do inter de 2010.
Paulo Nunes joga aberto pela direita o jogo todo, e volta marcar o Roberto Carlos até a lateral defensiva (função de Carlos Eduardo/Escudero/Taison). É o que o Cecconi, do ge.com, chama de winger ofensivo
Pela esquerda, o Arílson sai de um posicionamento aberto pela esquerda pra armar o jogo pelo meio, tal como Tcheco e Marquinhos no Grêmio e Giuliano/Tinga no inter. O Cecconi chama esse cara de winger armador.
O problema do esquema no brasil não é volantes que não sabem jogar, e sim a falta de jogadores capazes de fechar a lateral e serem ofensivos de fato com a bola nos pés.
Uma saída de bola pode ser feita ou pelos laterais ou pelo lançamento longo pro centroavante.
Nossos atacantes geralmente não marcam, ou então limitam-se a ficar na lateral. Nenhum desses serve para uma linha de 3 meias funcionar. Essa função é muito mais tradicional na Europa – bons ou ruins. qualquer time inglês tem um cara desse estilo.
Mesmo com bons volantes, o 4 2 3 1 do Inter não funcionou mais sem o Taison. Sem um cara desses, ou o centroavante é um monstro – como Damião – ou morre à míngua….
E outra, a premissa básica do texto está errada: o Barcelona jogou muito poucas vezes no 4 2 3 1. Geralmente é o 4 3 3 ou, atualmente, tem jogado em algo próximo a um 3 4 3 – Daniel Alves virando mais um meia pela direita e liberando o Messi para girar pelo campo todo.
A seleção espanhola e o Real Madrid sim, jogam no 4 2 3 1.
Notícia de última hora: mais um time carioca tomando de 4 em sudamérica…
A tese ganha força…kkkk
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Concordo com o Benvenutti aí em cima, o 4-4-2 clássico é meu preferido, por mim, ficava com esse esquema PRA SEMPRE. Aliás, é pra ontem implantar esse esquema como obrigatório nas escolinhas do Inter, formando os jogadores citados pelo Marcelo, acima.
Pra mim é o único esquema que não tem um ANTI-ESQUEMA. Quando esse esquema é “bem marcado” dá pra sair dessa marcação sem mexer no esquema, é um esquema mais livre, o negócio é os meias serem movediços e criativos, aí deu pra bola.
Peraí Felipe, o Inter C empatou com o Milan titular lá e ainda ganhou nos penaltis…kkk
Inter e Arsenal, depois Milan, depois Bétis
Naaaaaaooooooo
Espanha é 4-4-2 clássico, Xavi e Iniesta os dois meias, Busquets o volantão, Xabi Alonso o volante que sai, David Vila o segundo atacante de lado de campo, e o Torres/Pedro centroavante. Pelo menos é assim q eu vejo…rsrsrs
“A LDU ganhou a libertadores de 2008 com esse esquema.”
eu posso estar muito enganado, mas a LDU jogava com 3 zagueiros…
Na Copa do Mundo do ano passado, toda vez que algum dos reverenciados jornalistas da grande mídia enchia a boca para “lembrar” que o Dunga era um GRANDE CABEÇA DE BAGRE em sua época de jogador, eu lembrava da final contra a Itália em 1994 e concluia, com nojo e pesar, pela grande desonestidade intelectual de nossa imprensa esportiva:
http://www.youtube.com/watch?v=-RilC8JllWs
Destaque para os desarmes e lançamentos.
eu me esqueci de colocar o link para a coluna do Tim Vickery, tá lá agora.
Sim, Ladislau. O 4-4-2 é imutável mesmo bem marcado. É um esquema de movimentação. Como guri aprendi a pensar futebol vendo o antigo 4-3-3, mais próximo do que falaram acima do futebol inglês, ir pra linha de fundo e cruzar. Se alguém perder tempo e assistir um jogo da ESCÓCIA, eu perdi esses dias, vai ver que os caras AINDA jogam assim. Vai ver é por isso que faz 800 anos que não se classificam nem pra finais da Euro. O 4-4-2 bem dizer era o esquema do Brasil do Brasil bicampeão de 58-62, pra ficarmos em Copas, com o Zagallo jogando de falso-ponta. Claro que sempre alguém vai falar na Holanda de 74, mas, tipo, porra, quem vai tentar fazer AQUILO de novo. O 4-4-2 é o mais sensato. Pra mim, é.
E outra: A França destroçou o Brasil na copa de 1998 jogando no 4 2 3 1. Só pra lembrar que não é tão moderno assim…
Da França em 98 eu não lembro agora, mas o Zidane pra mim é um dos maiores jogadores da história do futebol e quando surge um Zidane até os esquemas melhoram.
se o 4-4-2 é bom com dois meias criativos e que se movam, qualquer esquema será igualmente bom com dois meias criativos e que se movam. até o 3-5-2 do felipão na copa com um meia jogando de segundo volante.
quando vocês dizem meias que se movam, tão querendo dizer: meias que fujam daquela região central do campo na qual é impossível jogar contra qualquer time decente, a não ser que vc seja um zidane, ou atualmente um messi (que jogava aberto pela direita anos atrás, no 4-2-3-1 do barça, e agora joga por dentro no estranho 4-3-3 deles).
repito, o 4-2-3-1 é uma resposta à essa necessidade de tirar os meias do fedor.
existem milhares de outras questões, como qualidade dos volante, intensidade dos laterais, características dos meias, mas essas questões, penso eu, se aplicam a qualquer esquema.
#16
que SEJE, amigo. Estou de acordo..
corrigindo:
dos volanteS.
hahaha
claro, emu, dois meias habilidosos é o ideal pra todo mundo, mas, tipo, no inter que é o que me interessa mais, tem o d’alessandro e outro, qualquer outro, o problema é que o andrezinho até tem habilidade, mas é lento, o oscar é mais rápido, mas anda se escondendo, aí sobra pra outro qualquer. naõ que os DOIS tenham que ser craques, mas que sejam habilidosos e se movimentem. se tiver um que seja CRAQUE é um abraço.o meia CARIOCA é o andrezinho, infelizmente.
o problema do andrezinho não é técnico nem físico, muito menos tático. o problema do andrezinho é que ele tem complexo de vira lata. complexo de reserva. portanto, são raros os momentos do jogo em que ele se permite errar. e um meia só será um bom meia em dois casos:
caso seja um gênio.
caso se permita errar.
o dalessandro não chega a ser um gênio, embora eu quase me incline a dizer que sim só pq ele é o meu ídolo, mas de qualquer forma, ele tem culhão, moral, personalidade o suficiente pra errar jogadas. e é por isso que ele acerta jogadas importantes. dalessandro é o camisa 10, tem crianças com seu nome (como ele gosta de dizer), então ele tá pouco se lixando se errar umas bolas, ele quer a bola de novo 30 segundos depois.
o andrezinho, com aquela lamúria toda de 12º jogador no fundo sabe que é um reserva em campo, e sabe que quando errar duas ou três bolas a torcida vai reclamar e dizer que ele só tem que entrar no finalzinho. é por isso que de 10 bolas que ele pega, 7 bolas ele passa para a opção mais fácil, quase sempre pro lado.
e é por isso que ele não é um bom meia.
o d’ale pra mim é um gênio por ser ele mesmo, pouco se lixando se gostam do “ele que ele é”. Então quando ele erra por ser ele, não tem problema. O Andrezinho é isso aí mesmo que o Rodrigo falou. Como diria o Lula, “ele tem medo de ser feliz”. Mas quem dizia isso era o Vanucci na Globo.
peraí, peraí, a França de 98 jogando no 4-2-3-1 ?
Deschamps, Karembeu, Petit, Zidane; Djorkaeff, Guivarc’h.
Três volantes-volantes, dois mais quebradores. O Djorkaeff não era meia, mas era um atacante que voltava pra buscar a bola, como o Rivaldo. E o Guivarc’h era um centroavante, mas fraquíssimo, só jogava bem pelo lado.
É preciso muito esforço pra ver um 4-2-3-1 aí.
O que eu acho bom do 4231 é que com as peças corretas tu pode alterá-lo para várias táticas individuas.
Tu recua os meia extremos para a linha do volantes e pode ter um 4411 ou 442. Tu avança um volante e tem um 4141. Tu avança os extremos e mete um 433. Tu pode acabar com um jogo fazendo as mudanças corretas.
Sobre o Grêmio 95. Dependendo do jogo o Grêmio escolhia o esquema. Tinha jogos com um 352 (Miguel era le na base, ia pra ala). Alguns no 4321, com o Miguel na linha dos volantes. 442 losango. e tbm no 4231 com o Diabo Loiro na extrema direita. Mas, pra mim o time era um 442 losango assimétrico. Bem parecido com o time ideal do Dunga no pré-copa.
#19 Esse vídeo do Dunga deveria ser colocado em todas as escolinhas de futebol do Brasil.
Meu, eu sei que tô véio, mas eu vi o Dunga jogar no rolinho do Inter com a DEZ. Não tem víedo disso, mas o Dunga começou como MEIA. Encontrei esse vídeo de uma seleção de juniores de 1982. O Dunga faz gol, sofre penalti e pelo pouco que deu pra ver, ele era MEIA. Ele viroiu volante quando saiu do Inter pois na época tinha um sujeitinho uruguaio que mandava no meio campo colorado e esse cara era Rubén Paz.
http://youtu.be/KPbO8r8Q6yo
taison ou neymar, o futuro dirá quem foi melhor
#31
Esses dias o Cecconi mostrou no blog dele o Inter do Dorival atuando num descarado 4-2-4 contra o Avaí, que funcionou justamente após a saída do Jô, que tem problemas cognitivos. O detalhe do esquema é que quase nenhum jogador ficava na sua posição, dava pra ver na última linha um lateral (Nei) um volante (Tinga) e dois meias. Os outros meias se posicionam na volância, mas próximos do ataque para apanhar o rebote ofensivo e a linha defensiva aproxima pra compactar, com um volante (Guina ou Bolatti) na cobertura do lateral.
Eu gosto de ver essa variação tática, mas não creio que a vantagem seja “formatar” a equipe no 4-2-3-1. A vantagem é ter jogadores versáteis, que tenham pouco mais que uma folha de alface no lugar do cérebro! Por isso o Jô não dá certo no Inter, seja qual for o esquema!
Só pra ilustrar, o Inter do Falcão também tinha essas variações, embora os jogadores saíssem menos das suas posições de origem. Era comum ver o dale e o oscar fechando as laterais quando o Inter estava sem a bola, quase alinhando com os volantes. Retomada a bola, os meias centralizavam e um dos laterais subia pra articulação, com o Zé passando pro lado oposto do lateral e tendo o Damião como referência.
O único que não variava bosta nenhuma era o Roth… huashuadhasuhasd
R33
Dunga começou como meia ofensivo (na época se dizia meia-ponta-de-lança) nas categorias de base, mas virou volante na Seleção sub-20 que ganhou o mundial em 83, antes de subir para os profissionais do Inter.
Sobre o 4-2-3-1, o Brasil de 70 já o usava. Sem a bola, Tostão era o avante solitário, com Jairzinho, Pelé e Rivellino formando a linha de meias ofensivos, embora os dois primeiros fossem atacantes. Gérson era uma espécie de 2º volante pela esquerda, ao lado de Clodoaldo.
E o Flamengo de 81 jogava no 4-1-4-1. Andrade de volante e uma linha de quatro meias (Tita, Adílio, Zico e Lico).
#10 e #18
Sim, a LDU jogava no 3-5-2. E não sei de onde tiraram que o Guerrón é canhoto. Ele era o ala-direita do time. E ainda vejo ele usando muito mais o pé direito do que o esquerdo quando jogou no Cruzeiro e no Patético-PR.
Bom texto.
Normalmente esse volante que tem qualidade e que sabe fazer o time jogar é desprezado no Brasil. Olhando pra seleção do Mano, a preferência é usar Lucas e Ramires: o Lucas parece ter piorado as competências de passe, lançamento e posicionamento desde que foi pro Liverpool, e o Ramires, a cada vez que tem a bola no pé, acha que vai correr 50 metros, passar de todos os adversários na velocidade até entrar na área adversária.
Citou Inter e Santos, mas outro bom time com bons resultados recentes é o Estudiantes, que usa o Verón praticamente como volante , muitas vezes sendo insuficiente na marcação e obrigando os outros a correr por ele, se posiciona a maioria do tempo atrás da linha da bola, jogando de cabeça erguida e RARAMENTE precisando dar mais do que três toques na bola pra dar ritmo pra equipe dele. Na minha opnião foi o que fez a diferença nesse time, que de resto é apenas razoável.
Onde é que eu assino, Luís Felipe?
Luís Felipe,
eu gostaria de ter escrito esse texto!
#19 tenho esse vídeo no meu PC e ia falar dele aqui!
E sobre 4-4-2 com meio em quadrado, dois volantes que batiam e jogavam muito, dois meias, atacante de lado e centroavante: Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho; Edílson e Luizão.
Hoje em dia colocariam o Marcelinho aberto de um lado, Edílson do outro, Luisão pra pressionar o primeiro volante do adversário, Ricardinho cobrindo subida de lateral (no caso, o ÍNDIO!)… É muito Professor Pardal pra pouco Berbigão (ns)
Dunga não servia nem pra reserva do time de bombeiros….era grosso sim! Editar um vídeo só com lances de um único jogador faz até o Ricardo Goulart se apresentar como craque.
O Brasil ganhou a copa de 94 APESAR do Dunga e qualquer um que entende um mínimo de futebol e viveu aquela época sabe disso.
E mais…Nego descia o pau nele após 94 e qualquer analista de futebol SÉRIO falava o bordão da moda: “O Brasil ganhou a copa APESAR do Dunga!” Eu venho descendo o pau nele desde 1990 que foi outra copa cuja responsabilidade pelo fracasso ficou, com TODA justiça, nas costas do burro do Dunga!!
R42-43
Peraí! Dunga era um bom jogador, sim. Entrou na Seleção de duas Copas (94 e 98).
Estava longe de ser um Clodoaldo ou Falcão, claro. Mas não era um mero quebrador como Anderson Papoula ou Gilmar Fubá.
Tinha seu lado brucutu, mas sabia lançar e tinha passe qualificado.
Seus detratores não admitem isso. Assim como seus admiradores acham que toda imprensa o pintava como cabeça-de-bagre, o que também não é verdade.
Cero, certo… Lazaroni, Careca (q pouco fez, apesar de exímio centroavante) & cia. não tiveram nada de responsabilidade em 90; só o Dunga, q ficou estatelado ante Marado.
http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2010/10/careca-revela-racha-na-selecao-de-90-e-diz-que-esperava-vaga-na-copa-de-94.html
O problema do nosso futebol, na minha opinião, é ainda mais grave. Temos uma geração de treinadores medíocres e a que está por vir também não promete mudar o cenário. Dirigentes que são fãs de jogadores e moleques mal orientados e mais preocupados com a primeira transferência pro exterior (pra colocar o burro na sombra aos 19 anos e aí só jogar “por diversão”) do que em construir uma carreira sólida. Além disso, temos talvez uma das piores arbitragens do mundo e um calendário ridículo – muito culpa dos estaduais – (que desfalca os clubes em datas-fifa). No campeonato brasileiro instalou-se um pacto de mediocridade, onde o que faz menos cagadas ao longo do ano é campeão. Não se encontra um time que inspire confiança e a seleção chegou a um ponto que só quem não acompanha futebol consegue torcer para ela.
Sobrevivemos pelo tamanho e cultura do país que ainda nos oferece essa fonte inesgotável de talentos. Porém, já tá mais que provado que só isso será, cada vez menos, o suficiente. Minha esperança é mais um Maracanazo em 2014 para levarmos um choque, pararmos de acreditar nos bordões do Galvão Bueno e vermos o rosto do Ricardo Teixeira só na Ilha de CARAS. Talvez tenha exagerado no azedume, mas não acho que foi muito não. Parabéns pelo texto!
“qualquer analista de futebol SÉRIO falava o bordão da moda: “O Brasil ganhou a copa APESAR do Dunga!”
Quem são esses analistas sérios?
“Minha esperança é mais um Maracanazo em 2014 para levarmos um choque, pararmos de acreditar nos bordões do Galvão Bueno e vermos o rosto do Ricardo Teixeira só na Ilha de CARAS.”
Nem precisa tanto.
Galvão Bueno anunciou que vai se aposentar depois da Copa de 2014… e o Teixeira, que tá cagando se o Brasil vai ganhar ou não a Copa, já confirmou que deixa a presidência da CBF em 2015 (vai tentar a Fifa)…
A comparação com outros países que tem tamanho de pequenos estados brasileiros, as crianças jogam bem menos futebol do que aqui e têm suas ligas recheadas por brazucas (grande parte não são de primeira linha) é a maior prova da nosso relaxamento e péssima gestão. Temos potencial para “nunca” fazer fiasco em Copas do Mundo e ter a melhor liga do mundo. Mas no horizonte, só potencial.
#18 e 37
Cevallos
Calle(zagueiro na lateral)
Jairo Campos
Norberto Araujo
Ambrossi
Urrutia
Vera
Manso(meia central)
Guerrón
Bolaños
Bieler
pode ser que em determinadas situações o Guerrón virava ala-direita, o Ambrossi ala-esquerda(ficando 3 zagueiros), e o Bolaños atacante, mas eu nao cheguei a ver essa situação. Não pretendo ser o dono da verdade, mas pelo menos é aquele desenho que eu via o time da LDU jogar.
sSim, Flávio.
Eu vi o Dunga jogar com a 10 no ROLINHO colorado.
Ele era uma grande promessa e lembro dele jogando na frente.
Quanto ao Kleber ali de cima, não gostar do Dunga é uma coisa. Como treinador eu impliquei com ele várias vezes, mas chamar de grosso é armandonogueirismo de última. Dunga tinha um dos melhores passes, não falei cruzamento, passes de longa distância. Grosso é o Jô que não serve nem pra jogar no meu time de PINOGOL.
Voces sabem nada. O melhor esquema eh o “Vamoxxx pra cima delexxx” do Abel com marcacao no campo adversario.
#50
O esquema de jogo da LDU era o 3-5-2 /3-6-1. Você pode estar confundindo com as transições ofensivas do time. Segue a informação pra ilustrar:
http://www.clicrbs.com.br/esportes/sc/noticias/default,1997201,LDU-esta-com-o-time-definido-para-enfrentar-o-Fluminense.html
http://www.goal.com/br/news/226/copa-libertadores/2008/06/26/751779/fluminense-vacila-e-perde-para-a-ldu
O ruim é ter encontrado só informações sobre os jogos da final. Vou ver aqui se encontro mais informações.
Pior é ver que a imprensa esportiva se abraça nessa lenda da espanha “futebol joga bonito”, mas esconde, oculta, o fato de que em 8 jogos, fizeram apenas 8 gols na Copa do Mundo.
Em 2002, o Ronaldo, sozinho, fez tantos gols quanto a Espanha em todo o mundial 2010. Ronaldo tem 2 gols em final de copa do mundo, Espanha tem 1, e na prorrogação…kkkk
Tenha dó, ninguém lembra da seleção de 2002 como um exemplo de time tático, mas aquela seleção daria um baile nessa Espanha aí de hoje…
Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo. O primeiro em ascensão, os dois últimos no auge…ninguém segurava…
#54
clap, clap, clap. Só uma correção: foram 7 jogos. E a Seleção de 2002, a do Felipão retranqueiro e com 3 zagueiros, ganhou os 7 jogos e fez 18 gols.
#13
Corinthians melhor que Udinese? Milan, Arsenal e Inter no mesmo nível? Fluminense no mesmo nível de Valência, Tottenham e Napoli? Botafogo no mesmo nível da Lazio? Bahia no mesmo nível de Sunderland e Genoa?
Nota-se que tu realmente não sabe nada de futebol europeu. Ou é mais um dos que caíram no golpe de que o Brasil tem vários times bons, já que o campeonato é equilibrado.
Quanto ao tema do post, acho que o melhor esquema é o 4-4-2 com duas linhas de quatro. O problema é que o jogador brasileiro não tem nenhum contato com esse esquema nas categorias de base, pois, se nossos principais treinadores são fracos taticamente, imaginem os da base. Então é muito difícil que esse esquema venha a ser utilizado de forma correta no Brasil. Afinal, jogadores com potencial para serem meias abertos são ensinados a ser laterais ou atacantes, e meias centrais viram o tal de “segundo volante” ou meias armadores mesmo.
Acredito fortemente que estamos presenciando o começo da decadência do futebol brasileiro. Afinal não temos grandes técnicos, não temos grandes craques e temos cada vez mais desorganização. É triste, mas acho que essa ladeira não subimos mais tão cedo.
Pelo amor de Deus, nunca li tanta bobagem em um comentário só.
#54 e #55
Vocês tiram conclusões muito simples, muito fácil.
Ok, a Espanha fez poucos gols, mas todo mundo jogava com 10 dentro da área contra eles. A Alemanha, que era o time mais ofensivo da Copa, se encolheu pra jogar contra a Espanha. Isso acontece pelo lógico motivo de que, se alguém jogasse aberto contra eles, provavelmente perderia, pois eles erram pouquissímos passes.
Aquele time do Brasil de 2002 era melhor que a Espanha 2010? Provavelmente sim.
Venceria o jogo? Aí já não sei, pq o Brasil não tinha tanta gente assim pra marcar e a Espanha depende de uma marcação disciplinada do adversário para ser derrotada. Assim como a Espanha precisaria de uma grande partida de seus defensores para segurar o ataque brasileiro.
Um jogo como esse dependeria de inúmeros fatores táticos e o resultado final é imprevisível. Mas para vocês é simples. 8 gols x 18 gols = baile do Brasil.
Sei lá meu… Os caras foram campeões do mundo. Se fossem tão ruins assim, não chegariam lá. Não dá pra vocês engolirem o orgulho besta e admitirem que sim, o time era muito bom?
Eu acho que discussao de esquema/numerologia eh igual a religiao e politica. E por isso que a gente discute. Eh simpliesmente impossivel modelar uma partida em termos de esquema. E nao faco referencia a fatos aleatorios. O principal problem eh que um esquema facilmente se transforma em outro em funcao da posse de bola, estilo de treinador etc (e.g. um 4-3-3 em que todos atacantes recuam quando o time nao tem a posse de bola).
‘meias abertos’, ‘meias centrais’… DE MATOS claramente influenciado pela série CM/FM.
ADEMAIS, Bostafogo tomou 4 ontem e ainda assim é melhor LEJOS q a Lazio; Loco Abreu >>> Klose e o Hernanes se salva mas bom mesmo é o ELKESON.
Lazio decente era a do final do milênio, período 1994-2000. Veio ao Brasil EXCURSIONAR e deu de relho em Santos, Guarani & CIA.
#59
Col, isto que você falou se chama transição (ofensiva ou defensiva). Vamos usar este seu exemplo: O técnico escala o time num 4-3-3 e pode falar para os jogadores que o time vai se posicionar desta forma quando tem a bola e está no ataque. E o técnico pode pedir aos jogadores que, no momento em que o time não possui a posse da bola, se posicionar num 4-5-1 (o tal 4-2-3-1). O esquema original do time não deixará de ser o do posicionamento inicial da partida (claro, a não ser que o técnico promova a modificação do esquema durante a partida com uma substituição ou reposicionamento de algum jogador).
Eu não disse que são ruins. Tu tiras essa conclusão por ti mesmo. Até porque pra mim, vencer é o importante. Não interessa como. Por isso mesmo, Dunga é eterno. Principalmente por ter perdido em 2010. Perdeu, talvez, justamente porque queria ganhar do seu jeito, calando os críticos do futebol festivo. Embora ache que a culpa nao foi do esquema, mas dos jogadores – goleiro que sai catando borboleta e não acontece nada, não é crucificado ?
Lamentável é a incoerência. Pregam um futebol ofensivista, embora este não seja condizente com a realidade.
Ps: Em 1990, o pastor Muller, fracasso total na seleção – nunca levantou taças – perdeu vinte gols contra os castelhanos. E a culpa é do Dunga.
“Corinthians melhor que Udinese?”
Flávia Alessandra melhor que Elke Maravilha?
“Milan, Arsenal e Inter no mesmo nível?
Aham. Inter x Milan deu empate. E me parece que o Inter ainda usou alguns reservas.
” Fluminense no mesmo nível de Valência, Tottenham e Napoli?”
Aham. Na verdade, é até melhor, mas não quis que o Alexandre N. se achasse muito.
” Botafogo no mesmo nível da Lazio?”
Aham. Lazio é um esgoto (BOTAFOGUENSE, 2010).
“Bahia no mesmo nível de Sunderland e Genoa?
Ok. nessa eu errei. O Bahia é MUITO MELHOR que Genoa e Sunderland somados.
“Nota-se que tu realmente não sabe nada de futebol europeu.”
Esse é o maior elogio que recebo desde o dia da minha primeira comunhão, quando minha mãe disse que eu tava “lindo” vestido que nem garçom (camisa branca, calça preta).
Mas não perde tempo comigo, amigo. Continua no Fifa Soccer que te divertes mais.
Eu to total de acordo com o Felipe Catarina nessas comparações. E olha, eu ainda acho que ele pegou leve com essas nabas europeias. O futebol na Europa ta cada dia mais ridículo com esses “super times” que gastam fortunas pra tomar de 8 ou 6 em clássicos contra rivais. Fato que no Brasil acontece a cada dez anos e olhe lá. Já pensou um Gre-Nal terminar 8×2 tal qual aquele jogo entre dois times ridículos como Arsenal e United? Ou o Corinthians tocando 6×1 no Palmeiras? Pois é.
#64
Bom Catarina, se tu concorda que não sabe acompanha futebol europeu, como pode saber quem é melhor que quem?
Pra ti ter uma ideia do quanto tu tá perdido, nem achei tão absurdo tu querer comparar o Inter com o Milan, mas sim com a bosta do Arsenal. Mas claro que o recalque pegou forte e tu já achou que eu tô defendendo os “super” europeus contra os coitadinhos “sulamericanos”.
Europeus não são sempre melhores nem sempre piores do que sulamericanos, ao contrário do que pregam aqui. Tanto que concordo com algumas das tuas colocações lá no primeiro comentário. Mas tem umas que beiram o ridículo só pra não dar o braço a torcer que alguns times não tão grandes de lá são melhores que muitos grandes daqui.
E ao invés de devender teus pontos de vista, tu tira sarro. Ou seja, definitivamente não sabe do que tá falando. Então se não sabe, não fala. Simples assim.
#65
Não entendo. A Espanha não presta porque, apesar de dominar seus jogos, faz poucos gols. Em compensação, o futebol europeu não presta pq o United fez 8×1 em um Arsenal completamente desmantelado e pq o mesmo United perdeu de 1×6 pq David Silva e Ballotelli jogaram muito e o treinador do City deu um banho tático no “sir”.
Afinal, futebol europeu não presta pq não fazem gols ou pq fazem demais?
#62
A colocação sobre eles serem ruins nem foi pra ti, foi pro Ladislau lá do #55.
Sobre o Dunga, não acho que ele tinha como ser campeão do mundo com aquele time. Mas o problema nem era o esquema tático em si. Era mais a dependência exagerada que o time tinha do Kaká e dos contra-ataques. Sem contar que ele se abraçou em uns caras que não tinham condições de estarem na seleção.
Querer vencer a Copa sem dar o braço a torcer para a Globo e indo contra o oba-oba do futebol brasileiro é ótimo. Mas de nada adianta se tu não tem jogadores pra isso, mesmo que com uma formação tática razoávelmente interessante.
Sobre essa ronha de futebol europeu, os unicos times “superiores” sao os meia-duzia de usual suspects que gastam uma fortuna. A comparacao verdadeira eh a dos times sulamericanos com os medios da primeira divisao espanhola/inglesa e o resto da Europa inteira(Alemanha, Italia,Portugal, Turquia etc).
“Esse Novara nao duraria 10 minutos no PV” kkkkk
essa vai pra moldura
Fiquei imaginando o Osvaldo botando uma correria pra cima desses loco e os italiano cas língua de fora hahah
Gregório, me perdoem se eu estiver errado, mas a rixa dos críticos da Espanha é com o fato de colocarem esse time deles como um dos maiores da história. Ganhou uma copa do mundo caramba, tá na história! Mas o Uruguai tb ganhou uma em 1930 e ninguem fica colocando os charruas em lista de “maiores da historia”. Nem a Itália de 2006, aquela…dexa pra lá…
O fato é que a Espanha tem um timaço, é o melhor do mundo na atualidade, mas tem q entrar na fila. Tem pelo menos uns 20 na frente…
Pra quem gosta de futebol europeu, se o pessoal aqui do Impedimento exagerar de vez em quando na defesa do futebol sul-americano, por favor nos perdoem, nós exageramos num blog, enquanto que Globo, ESPN, etc. exageram na TV, nos jornais, no rádio, na internet…
devido ao trabalho, eu tenho acompanhado muito mais futebol europeu, e curiosamente minha opinião não mudou muito. Os times melhores tem arroubos de grande superioridade (Barcelona, Real, especialmente) mas passou daí, a diferença diminui drasticamente.
A questão toda é a grana. Eles tem grana para contratar os melhores atletas daqui e assim será até os tempos imemoriais. O clube que não tem grana para contratar lá está invariavelmente fudido, pois entra numa bola de neve. A Alemanha diminuiu um pouco isso, graças ao trabalho forte que eles fizeram a partir da eliminação na Eurocopa de 2000. Um trabalho forte de base, de formação, de crianças jogando bola na rua, aquela coisa. Hoje, um time alemão pode ser campeão só com revelações bastante jovens, como só o Barcelona poderia na Espanha. Mas é uma exceção, semelhante ao Brasil.
“Pior é ver que a imprensa esportiva se abraça nessa lenda da espanha “futebol joga bonito”, mas esconde, oculta, o fato de que em 8 jogos, fizeram apenas 8 gols na Copa do Mundo.”
Ernesto, tu esqueces de um fator importantíssimo. A Espanha era um time ofensivo, mas tinha um atacante em péssima fase, o Fernando Torres, aí não havia como marcar muitos gols. O Barcelona, que do meio para a frente é praticamente a seleção espanhola, com exceção do X. Alonso e do Messi, faz gols a rodo. E justamente porque no lugar do F. Torres há um certo Lionel Messi.
Sinceramente, acho totalmente dispensável essa disputa times europeus x times sul-americanos. Se colocarmos o Vasco no campeonato inglês, é bem provável que ele não se dê bem, da mesma forma, se colocarmos o Manchester Utd. para jogar aqui, é provável que ele vá mal. O futebol europeu e o sul-americano possuem características bem distintas. O Ronaldo e o Adriano acima do peso não conseguiam jogar mais no campeonato italiano porque é um campeonato que exige muito do físico dos atletas, mas desequilibraram para os seus times aqui em 2009. Porém, um jogador como o Beckham, que não era exatamente nem um meia nem um atacante, dificilmente jogaria aqui.
Não vem ao caso, mas Espanha da Euro 08 > Espanha da Copa ’10.
O que deu gosto de ver da La U contra o Flamengo, foi a troca de passes e a movimentação dos jogadores, um time solidário e bonito de ver jogar, não é um Barça, mas pelas circunstâncias do futebol sudaca tá de bom tamanho. Foda é saber que os técnicos brasileiros, de tão encagaçados que são, jamais fariam isso contra um qualificado time estrangeiro fora de casa.
Tô curioso pra saber qual vai ser a tática do Muricy contra o Barça… se é que vai rolar esse jogo.
O Impedimento parece alguns times, possui uma TURMA DO AMENDOIM que quase nunca posta, e quando faz é só pra xingar. Só o que me faltava…
tenho inveja desse pessoal que tem opinião formada sobre dezenas de times no mundo inteiro. eu só considero que conheço um time quando vejo pelo menos uns 4 jogos em um período curto de tempo, sei lá, um ou dois meses.
logo, exceto os clubes grandes brasileiros que eu vejo toda semana, eu só conheço uns 10 times, contando sulamericanos e europeus.
um jogo de um time pequeno contra barcelona ou manchester, não quer dizer absolutamente nada sobre esse time, é uma circunstância completamente diferente em termos de posicionamento.
a quem comentou sobre jogador fazendo função necessária:
volta pra década de 60.
#post
o sistema 4-2-3-1 do Inter na Libertadores nada mais foi do que o “4-4-2 Inter modelo 97″ de Celso Roth bem sucedido. Taison = Fabiano, D’Alessandro= Arilson… e aí por diante. Na finalissima, que Roth teve de mudar o esquema tático por força do destino ele quase perdeu, não fosse o time hoje esse esquema nem seria citado. Ah! Ia esquecendo, fosse CHICHARITO jogando na final, COM CERTEZA o Inter teria perdido. Imaginem ele contra aquela mesma dupla que deixou Ronaldo deitar e ROLAR em 2009 na final da Copa do Brasil. Obrigado Manchester.
/Gostaria de fazer um livro só criticando Celso Roth e seus esquemas, mas não tenho tempo no momento pra isso… /
o post é muito bom. O volante comum esta morto. E o Brasil só aprendeu agora. Isso foi mais culpa da nossa cultura/ amargura criada a partir da Copa de 82/ 86. Telê Santana deve se revirar no caixão quando vê o time de Roth entrando em campo.
#3 #4
não podemos comparar a qualidade do futebol brasileiro com o futebol do exterior. O principal agente que atrapalha o andamento do campeonato em si é a arbitragem. Os resultados são sim modificados por culpa da incompetência deles e pela pressão que a “imprensa” põe sobre eles. É MUITO resultado alterado, é MUITO jogador que toma cartão de forma descenessária e é suspenso.
Infelizmente o brasileirão é nivelado POR BAIXO e por isso é EQUILIBRADO.
#5
Lucas é um baita dum primeiro volante no Liverpool. Na Inglaterra eles gostam de volante que sabe jogar. SANDRO GOIANO jogara no máximo no WOLVERHAMPTON ou WEST HAM da vida por lá, de tão tosco.
O 4-4-2 ANTIGO TÁ MORTO. O São Paulo tá aí pra provar agora na tv. Time engessado tá morto. A Inglaterra ganhou QUANTAS Copas? O Brasil só ganhou 94 por causa do Romário. Me digam outro 4-4-2 BEM SUCEDIDO e que exista HOJE.
Sei lá, eu to mutcho loco e to cego de raiva do ROTH e outros técnicos anos 90, inclusive os europeus. Não gosto de volante que não sabe chutar e considero Dunga um século superior ao Guiñazu/ Sandro Goiano.
O Barcelona conseguiu melhorar o modelo de futebol que existia a décadas, mas não era competitivo.
Vou deixar meu comentário pela metade.
#70
Daí eu concordo contigo. O time é ótimo, mas longe de ser uma seleção histórica. Como disse o #74, na Euro o time era bem melhor. Talvez por ter o Fernando Torres em grande fase. Ou talvez por ninguém esperar tanto futebol dos espanhois e eles acabarem tendo mais espaço pra jogar.
#72
Não é nem a questão dos times de lá serem tão fantásticos quanto no Fifa Soccer ou no PES (cada um escolhe o jogo que prefere). Mas de os times daqui serem realmente muito fracos. Um campeonato onde um time como o Flamengo fica dez jogos sem vencer e continua na disputa do título, não pode ser qualificado de alto nível. E pra usar uma comparação do Catarina: sinceramente ninguém aqui acredita que o Fluminense tem um ataque que se compare a Cavani e Lavezzi, ou um meio de campo que se compare a Sandro, Modric e Bale, não é?
#73
É mais ou menos isso que eu penso sobre os campeonatos. Cada um tem sua particularidade. Ninguém é necessáriamente pior ou melhor que ninguém. Só acho que o campeonato aqui tem um nível menor pq, afinal, qualquer QÜERA que se destaque no Brasil já vai pra Europa. Tirando um ou outro craque (Neymar), só ficam aqui os guris (Oscar), os pernas-de-pau (Rafael Marques), os refugos que foram pra lá e não deram certo (André Lima), os vagabundos (Ronaldinho e Adriano) e os pré-aposentados (Deco).
#76
Rodrigo, sou fanático. Acordo de manhã todo o fim de semana e sempre tem um joguinho europeu pra assistir nese horário. Dependendo dos jogos do dia, fico desde de manhã até a tardinha só vendo futebol, nos findis. Só quebro essa rotina quando tem alguma ocasião especial. Acabo assistindo um bom número de jogos de vários times durante o ano. Então pode ter inveja de mim… Hehehehe.
Perdi essa discussão. Vários posts massa. Mas aí vão meus 2 centavos de contribuição.
Cícero, qualquer esquema tático engessado hoje em dia está morto. O Topolski matou ali no #31. O time do Felipão era foda porque tinha um esquema que mudava de acordo com o adversário ao mesmo tempo em que paradoxalmente mantinha as mesmas peças e o mesmo padrão de jogadas. Pra mim esse é o segredo de um time vencedor.
O Barcelona é muito bom porque o esquema não é tão engessado como parece, por isso vai ter gente discutindo se é 442, 451 ou 433. É porque dependendo do jogo e das circunstâncias, ele pode ser qualquer um dos três com os mesmos jogadores. Basta recuar o Messi e empurrar Villa e Pedro pra fazer um 442 se o outro time fixou 4 zagueiros e 2 volantes por exemplo. Na real o esquema ideal fica tão dinâmico que fica foda de saber exatamente qual o número do esquema.
Claro que isso não é fácil de implementar, mas por isso que o Felipão é foda. Se alguém leu o livro que ele escreveu depois da copa de 2002 vai ver que o time dele muda de 433, 343, pra 352, 442 de uma partida pra outra, e de um comando dele no meio do jogo pro outro. Ele fala em esquemas bizarros como 3-3-3-1. (Eu li uma crítica na Época em que o imbecil do jornalista classifica o papo de 442 e 343 como “matemática chata”. MATEMATICA!! Tem que ser muito ignorante e ter um chefe mais igonrante ainda pra escrever uma barbaridade dessas e continuar empregado….).
Aliás, esse é o verdadeiro motivo do fracasso do Roth em qualquer time depois de alguns meses. Ele não tem a visão necessária pra analisar o adversário e mudar o posicionamento dos jogadores pra combater a estratégia ou explorar uma deficiência do outro time. Resultado: times engessados em um esquema que começa ganhando, mas depois que todos os técnicos descobrem como parar, ele começa a perder e não consegue imaginar o motivo.
Parei de ler quando disseram que o Guiñazu é um volante que sabe sair jogando e que acerta dribles e lançamentos com frequência…
#77
Chicharito Hernández jogou na semifinal da Sul-Americana de 2008 contra o Inter. Não foi bem. No Chivas, Marco Fabián de la Mora jogava mais que ele. É sério. Ele se tornou bom jogador no Manchester.
#73
Bah, mas se tu vem com essa desculpa do centroavante ser ruim, ou em péssima fase, serve também para a seleção brasileira. Kaká em boa forma física seria possível ganhar. Até porque o dito retranquismo é estranho e incoerente de uma seleção que mete 4 no Uruguai e 3 na Argentina
Ótemo texto.
#13
Xará, uma das análises mais LÚCIDAS que já li nos últimos tempos. A gente que gosta e acompanha futebol, e que às vezes até acha que entende, já faz nas rodas de conversa, após a ABERTURA DA PERCEPÇÃO SENSORIAL by aditivos alcoólicos, esta análise. Só porque são europeus e estão cheios de SUPOSTAS PROMESSAS do futebol sulamericano, africano e ASIÁTICO, são assim tão melhores que nossos QUARENTA da A e B?
Gregório, discordar faz parte. Aceitar ideias diferentes também.
Abração
#66
meu querido, vendo esses jogadores que citaste (Modric, Bale, Lavezzi…) chego à conclusão que realmente não concordaremos nessa discussão durante as próximas três encarnações. Portanto, paro por aqui. Só o que faltava eu arrumar inimizade virtual por causa do TOTTENHAM e outras nabas do tipo.
E desculpa tirar sarro (ok, me passei), mas é que o único lugar do mundo em que a Udinese pode ser mais forte que o Corinthians é no Fifa Soccer (o que não quer dizer que não ganharia do Corinthians. Até o Avaí ganhou, é do jogo).
Os times brasileiros estão melhores que há 4 ou 5 anos (economia forte, conseguem segurar mais jogadores etc. etc. etc.). Tirando 6 ou 7 times da Inglaterra, Espanha e Itália – a maioria recheados de gringos – os melhores times brasileiros estão no mesmo nível de lá. O Barcelona tem tudo pra amassar o Santos em dezembro, mas num confronto contra Valência, Atlético de Madri etc., os Villa Boys jogariam, no mínimo, de igual pra igual.
Quanto à parte do “Mas claro que o recalque pegou forte e tu já achou que eu tô defendendo os “super” europeus contra os coitadinhos “sulamericanos”.”, não é recalque. Sou burro pra várias coisas, mas não pra interpretar texto.
abraço e desculpa qualquer coisa. Peace and love.
#83
“Só porque são europeus e estão cheios de SUPOSTAS PROMESSAS do futebol sulamericano, africano e ASIÁTICO, são assim tão melhores que nossos QUARENTA da A e B?”
Exato, xará. Infelizmente muita gente ainda pensa assim. Deve ser a musiquinha antes dos jogos, o show de câmeras na transmissão, os jogos de videogame, o gel do Cristiano Ronaldo, os narradores berrando que “é um jogão!” a cada 15 segundos*, enfim…
*Barcelona x Chelsea, faz uns 2 anos. Éder Luiz, aquele mala, ficava repetindo isso a cada exatos 30 segundos (contei), mesmo quando os dois times ficaram 14 minutos (contei também) sem dar um chute a gol.
#85
jogar uma partida com fechadinho contra um Europeu os Sul-Americanos ganham. Dando arrodião só o Boca dos bons tempos conseguia.
Se o Mundial fosse duas partidas de finais era muito certo que um dos jogos o Sul-americano tomaria uma tunda.
“Os times brasileiros estão melhores que há 4 ou 5 anos (economia forte, conseguem segurar mais jogadores etc. etc. etc.).”
Apesar da economia estar mais forte e dos salários mais altos, eu acho que os times brasileiros de 4, 5 anos atrás melhores que os atuais. Na minha opinião, é uma questão de “safra”. Aquele SPFC de 2007, que tinha o Hernanes jogando o que nunca mais jogou na vida e que ganhou o Brasileiro com várias rodadas de antecedência, foi o último campeão brasileiro que eu achei muito bom. De lá para cá, qualifico os times campeões brasileiros como bons, não mais do que isso. O Libertad, que é um time acertadinho, mas longe de ser um grande time, eliminou sem sofrer muito o São Paulo e o Fluminense em 2011. Por dois anos seguidos, o Universidad do Chile elimina o Flamengo.
Usando um exemplo, considero tanto o SPFC quanto o Inter de 2006, os finalistas daquele ano da Libertadores, como melhores que o Santos de 2011.
#82
Ernesto, claro que o Kaká em boa fase e inteiro seria possível ganhar. Eu acho que não ganharia mesmo assim, mas as chances seriam realmente maiores. E acho que a desculpa do centroavante vale sim pra justificar pq o time fez tão poucos gols. Só que, ao contrário do Brasil, a Espanha não dependia só dele para jogar. Por isso que foi campeã com uma merreca de gols.
#84
Ok, Felipe, admito que a discussão ficou meio pesada do meu lado. Sofro desse mal as vezes. Mas realmente acho que a Udinese é atualmente mais time que o Corinthians. E até uns meses atrás, quando o Alexis Sanchez ainda estava lá, o time era MUITO melhor que o Corinthians.
Quanto aos times brasileiros estarem melhores, pode até ser. Mas campeonato onde o Corinthians faz uns 25 pontos nos últimos 25 jogos, o Flamengo fica 10 jogos sem vencer, o Fluminense só começa a jogar na metade final do segundo turno e o São Paulo é a bagunça que estamos vendo, e, mesmo assim, todos se mantém na briga pelo título, não me parece um campeonato de alto nível. Sei lá, se alguém realmente fosse bom, já tinha arrancado na frente e não ficado nessa TROPEÇAÇÃO (inventei agora) que temos visto. O Brasileirão é um campeonato tão ruim tecnicamente, que o time vencedor não vai ser o melhor, mas o que tiver menos azar. Do jeito que está pode ser emocionante, mas com baixa qualidade.
Poutz, meu caro! Lendo sua lógica loucamente verdadeira, lembro de alguns casos que os seres humanos brasileiros esquecem. E vejo grande coisa colocada na lata de lixo chamado do esquecimento do campeonato francês. O exemplo que eu digo em especial é Fernando Menegazzo. Um cara que nasceu como segundo volante animadinho, entretanto tem porte para ser zagueiro. Não fez muito sucesso no Grêmio e girou em timequinhos italianos até o Raymundo Gomes montar ele no Bordeaux que calou a boca de muita gente. Fernando Menegazzo foi chamado uma, ou talvez duas vezes para a seleção. Ele sabia (ou ainda sabe) fazer exatamente as faculdades futebolísticas que tu citaste. Mas vai saber…lá pelas tantas ele é só um jogador de clube. Assim como dizem sobre Anderson do United. Gasta a bola na Inglaterra e se esconde na seleção…fazendo uma função que ele aprendeu com o Tio Alex. Ou talvez esse papo de “jogador de clube” não exista, e sim bom jogador escalado no lugar errado para a função errada. O Messi pela Argentina jogou bem uma vez em sua vida. Que foi em um amistoso contra o Brasil. E não jogou bem todo o jogo, foram os 10 minutos finais. Quando o jogo se encaminhava para o empate e ele por conta própria ficou centralizado na frente, sendo um falso centroavante como ele faz no Barça. Daí o Douglas perdeu uma bola e CRAU! Mas isso ninguém deu bola, muito menos os argentinos. Só viram o gol e fim.
O pior de tudo, é que o Brasil está se tornando uma Itália da vida. O que quero dizer com isso: cria jogadores, mas sem identidade. Assim como alemães são extremamente disciplinados e inteligentes jogando, espanhóis passam rápido e movimentam o jogo com a bola correndo e não eles, os argentinos com seus volantes de saída e meias que jogam em linhas…veio ao mundo um Neymar, ok, que eu nem sei no que irá dar, mas fim, over, finito! O Kaká se assemelha mais com o Rebrov no início da carreira do que com qualquer jogador brasileiro. E para dar um exemplo italiano, qual é o novo “Baresi” da terra da bota? A terra de zagueiros produz laterais pouco hábeis que viram “Chiellinis” da zaga.
Talvez ficou evidente que correr e pensar ao mesmo tempo é sim uma coisa difícil. Então pensa em correr, pensar e aparecer pra todo mundo como o grande gatão…daí f…. de vez.
#85
E no outro jogo o europeu tomaria o arrodião
Corrigindo a mensagem anterior, é pro #86
E só sobrou o Vasco…
http://futeboldecampo.net
o fato do campeonato ser equilibrado não quer dizer que ele é bom ou ruim tecnicamente.
pode haver 20 times ótimos e o campeonato ser equilibrado, 20 times médios e o campeonato ser equilibrado, 20 times horríveis e o campeonato ser equilibrado. o equilíbrio não garante nada em termos de qualidade.
o fato de um campeonato não ser equilibrado não quer dizer que ele é bom ou ruim tecnicamente.
pode haver 1 time ótimo e 19 bons, 1 time ótimo e 19 médios, 1 time ótimo e 19 horríveis.
levei pro caso extremo pra ser didático, mas isso vale pra qualquer combinação.
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não há como comparar com segurança escolas tão diferentes pelo simples fato de haver um oceano separando os continentes. os times não se enfrentam com regularidade, em circunstâncias comparáveis, logo é tudo chute, por mais enfeito que se dê no chute. futebol é empírico e fora disso há muito pouco a afirmar. é melhor? me mostra em campo.
os jogos europeus, que eu vejo pouco e com pouco interesse, são bem mais civilizados, educados taticamente, tecnicamente e culturalmente. os jogadores fazem as coisas certas, com ou sem talento.
os jogos sulamericanos, especialmente brasileiros são uma selvageria, campo ruim, jogador tentando enganar o juiz de 30 em 30 segundos, jogador que faz falta porque não sabe contar até 3, etc.
são quase esportes diferentes.
exagerando, comparar essas duas escolas pra saber a mais forte é como comparar dois bailarinos, um clássico e um de jazz, ou dois guitarristas, um de rock e um de blues.
de onde concluo, com muito pouco brilhantismo e já agradecendo pela paciência de algum gaiato que tenha lido, que os sulamericanos são melhores que os europeus no futebol sulamericano, e os europeus são melhores que os sulamericanos no futebol europeu.
aquela coisa clássica: o que aconteceria se colocasse o corinthians no italiano? não faço a menor ideia. o que aconteceria se colocasse a juventus no brasileiro? não faço a menor ideia.
o que há de diferente no mundo é o barcelona, e mesmo assim não sei como eles fariam aquele toque de bola milimétrico no gramado do engenhão, ou jogando no presidente vargas, com 40 graus.
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obs. analisar os jogadores individualmente também não traz muita luz pro debate. nosso amigo jô defendeu o endinheirado manchester city e é o único jogador profissional que eu conheço que não sabe dominar a bola. até o centroavante do guarany de bagé sabe.