Delírios tropicais

Para angariar certo apelo popular que o mantenha exatamente onde está, Mano Menezes retornou uns cinquenta anos na história do futebol e escalou um delirante 4-2-4 para enfrentar os argentinos sem passaporte na noite desta quarta-feira, no Mangueirão. E pensar que pelo menos a aparência calva de gringo levantador de GARAFÓN é muito parecida com a do técnico que em 2006 sagrou-se campeão gaúcho ao escalar o Grêmio com Jeovânio, Lucas, Marcelo Costa, Ramon, Wellington e Ricardinho.

Esse delírio tropical de Mano Menezes ao mandar a campo um quarteto final composto pelos ARQUITETOS Ronaldinho Gaúcho, Lucas, Neymar e Borges, com apenas Ralf e Rômulo vagando pelos bastidores com colher de pedreiro e picareta em mãos, fez com que o Brasil praticamente não tivesse trabalho de meia-cancha. Ou a bola estava no calabouço dos pés de Réver, ou estava no extremo oposto, ainda que a área, guardada com CASTIDADE por Desábato e Sebá, não fosse terreno tão hospitaleiro. A única faísca de perigo aconteceu quando Lucas engatilhou uma arrancada diabólica e tocou para Borges cruzar e Neymar furar em bola.

A sorte dos canários cantantes de Belém do Pará é que a Argentina, escalada num papel engordurado de embrulhar medias lunas, juntou uma bugrada inominável para vestir a camisa albiceleste, resultado de uma geração que está em transição para um destino desconhecido, talvez negro. Por precaução, Alejandro Sabella enfileirou Cellay ao lado dos supracitados carniceiros. Mas não era exatamente um 3-5-2, pois os laterais Papa e PILLUD raras vezes apresentavam-se no meio-campo. O cruzeirense Montillo concentrava todos os ímpetos criativos, enquanto na frente Viatri, mais um Palermo ALEIJÃO parido na Bombonera, trombava com a zaga, latia para a lua e enxergava na bola um tijolo flamejante arremessado das alturas por semideuses furiosos.

Na parte final do jogo, justamente quando os representantes da República do Chorizo Encantado promoviam um ARREMEDO de ação ofensiva, antes dos dez minutos, o Brasil marcou um gol simplesmente irretocável. O lateral esquerdo Bruno Cortês roubou a bola ainda dentro de sua área, rolou para Borges, e daí para Danilo, que realizou um lançamento SOBERBO para Lucas se embalar no estilingue ainda atrás da divisão do campo e parar só dentro do gol, contando com a conivência de Orión, que permaneceu debaixo das traves como um cachorro amarrado no portão.

A desvantagem no placar desnorteou ainda mais os Hijos de Cristina, que se entregaram docemente à marcação brasileira, agora mais adiantada. Mesmo assim, o arqueiro Jéferson ainda promoveu duas ou três defesas CATEDRÁTICAS. Enquanto isso, Bruno Cortês, já uma unanimidade nacional, flanava pela esquerda com aqueles seus loucos cabelos BALOUÇANTES, driblando e esmirilhando Deus e o Diabo. Aliás, melhor lateral brasileiro em atividade, incluindo os que estão desaprendendo na Europa, além de ter muito mais charme, que no final das contas é o que importa. Na frente, dos quatro ENTES circenses escalados inicialmente para oferecer o pão-de-ló do encantamento à massa, a atuação mais desbotada foi de Ronaldinho, que tem uma capacidade INSULTANTE de realizar passes afetados e promover ladainhas com a bola quando o resultado já está garantido.

Com a argentina sofrendo CORRALITO técnico e tático, faltando cerca de 15 minutos para o término, Diego Souza ainda brindou Neymar com um passe milimétrico o suficiente para que o santista se embolasse com os defensores e a bola corresse para se esfregar nas redes. No final, uma vitória que dispensa discussão, uma taça em que se beber não pode e ao menos certa recompensa para os mais de 40 mil que foram ao Mangueirão e que pareciam sinceramente comovidos com a visita da seleção brasileira.

Saudações,
Douglas Ceconello.

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53 Respostas a Delírios tropicais

  1. juca diz:

    Sideshow Bob foi a única coisa que prestou nesse tal de Superclazzzzzzzz….

  2. Diogo diz:

    Ronaldinho tomou a vaga que era do Inominável. Erra 99% do que tenta. Mas erra com classe.

    Agradeço que aquela pagação de vale do Odone não deu certo.

    Mano, vai procurar os cojones. Devem ter ficado em alguma propaganda da Kaiser.

    Montillo se sentiu em casa na Argentina. O time tava igualzinho ao Cruzeiro. Só ele salvou. Que time ruim. #18anosnamierda

  3. Caue Fonseca diz:

    respeitei o Lucas por ignorar uns 19 apelos do Galvão para que passasse pro Neymar em vez de chutar a gol, uns 7 desses apelos DEPOIS do gol ter sido feito. éprafudê viu.

  4. oPaivas diz:

    Confesso que tava torcendo para a Argentina. Desisti da Sele$$â caganeira depois do Dunga ser execrado pela venus platinada, que por sinal, está no comando da bagaça. Aleasss, o luquinha nunca mais veste a camisa que tem um menos verde na frente. Guri desaforado! Pq não passou a bola para a foca amestrada do cabelo arrepiado para fazer o gol?????
    Mas o ataque da archentina tava moooito roimmmm, tá loco…

  5. Gregório diz:

    Se depois de hoje Bruno Cortês não for no mínimo reserva desse time, desisto de entender o que passa na cabeca do Mano…

  6. Guilherme diz:

    Vou sempre re-citar a frase do Mano Menezes “Vamos recuperar o protagonismo de jogar futebol” pra lembrar que o time dele é feito de balão pra frente e que as únicas boas jogadas são de contra-ataque.

  7. Guilherme diz:

    Ele também fala em “escola de futebol” que é um conceito que eu simpatizo. Mas ele precisa dar uma melhor pesquisada pra entender que o time dele não tem nada a ver com a “escola brasileira” de jogar futebol.

    Eu já me dei ao trabalho de assistir as finais de 58 e 70 na íntegra (dá pra achar no Youtube) e dá pra perceber que ambos os times jogam muito mais como o time do Parreira em 94 do que o do Mano Menezes de 2011.

    Claro que a marcação era bem mais flouxa, mas em 58 o Brasil jogava praticamente num 4-4-2 em linha (ou até um 4-5-1 se tu considerar Pelé um meio campista que nunca voltava pra marcar), que virava 4-2-4 no ataque.

    Garrincha na ponta direita, acreditem, voltava até mais ou menos o meio de campo enquanto Zagallo na ponta esquerda voltava até a intermediária DEFENSIVA ajudar o Nilton Santos, até porque a Suécia chegou a assustar por aquele lado no 1T.

    Sem a bola o Brasil fazia duas linhas com Djalma Santos (que nunca subia pro ataque), Bellinini (baita zagueiro), Orlando e Nilton Santos (que não sobe tanto quanto o Dani Alves mas é dele o cruzamento praquele gol que o Pelé dá um chapéu dentro da área). No meio Garrincha ficava dormindo na ponta direita esperando a bola pra sair driblando loucamente, Zito e Vavá fechavam no meio e voltavam até a frente da área e Zagallo que, como eu já disse, voltava até a intermediária. Na frente Vavá e Pelé ficavam lá na frente pescando.

    Enfim, tudo isso pra dizer que esse 4-3-3 bizarro que o Mano tá querendo dizer é a “escola brasileira” na verdade é e sempre foi mais utilizado por holandeses do que brasileiros. Inclusive a seleção espanhola hoje joga assim porque imita o Barcelona que, por sua vez, todos sabem que segue a filosofia de futebol do Johann Cruyff, um holandês.

    Desculpem a enrolação, mas o Mano Galvão Bueno Menezes tá me saindo o maior salafrário da história do futebol brasileiro e tudo que se lê no Globoesporte.com são elogios, mesmo que o time dele não jogue absolutamente nada.

  8. Renato Abreu diz:

    “Claro que a marcação era bem mais flouxa”

    eu juro que não é perseguição, mas tu tá muito errado, Guilherme. A marcação não era mais fRouxa: o futebol era mais lento, mas o pau comia mesmo.

    mas sobre o Mano, não dá para acreditar que é o mesmo treinador que não escalou atacantes contra o UNIÃO AGRÍCOLA BARBARENSE na segunda divisão, em 2005, jogo fora de casa, no qual ele se retrancou para arranjar um empate. eu até hoje acho que ele teve muita sorte: não fosse o náutico se cagar nas calças, ele seria tão famoso quanto o péricles chamusca.

  9. Renato Abreu diz:

    e mesmo assim, eu gosto do Mano, acho ele um bom treinador e acho que ele é muito melhor do que montador desses times para o galvão bueno vibrar. só que quem escala a seleção é o rico terra e a globo, não ele.

  10. beretta diz:

    #8 PQP, genial cara. Muito massa a análise do time.

    Sobre o jogo: Brasil bateu em bêbado. Mesmo assim, Bruno Cortês e Jéferson tem que continuar, são os dois melhores de suas posições no momento, contando com aqueles farsantes europeus. Queria ter visto o Elkeson jogando – tenho certa SIMPATIA pela equipe do Fogão, entendam.

    ERNESTO e demais: Dedé realmente foi muito mal, pelamor. Nos dois jogos com a camisa da seleção não jogou nada, mesmo fazendo um bom campeonato pelo Vasco. Prometo que não elogio mais essa DRAGA. Réver, de novo, foi bem, é bom zagueiro, muito melhor que o David “Eu queria ser Bruno Cortês” Luiz, aquele enganador do TIÉUSSIE da Inglaterra.

    No lado do hermanos, Guiñazu ficou sozinho e Bolatti, cruzes, tem futebol mas certamente puxa um CIGARRINHO DE ARTISTA antes de entrar em campo, conseguindo chegar atrasado em 101% dos lances.

  11. TMarcon diz:

    nunca mais compro nada da nike, só isso..

  12. MarcosVP diz:

    Então, custa SONHAR com uma seleção de HOMENS HONRADOS, feito Jéfferson, Bruno Cortês, Rômulo e Dedé, e APEADA de focas de circo como o gaúcho dentuço? porque, sei lá, talvez uma ou duas surras de FIVELA DE CINTA em Neymar ainda façam algum efeito. O gaúcho já está definitivamente perdido para a MÃO DO PALHAÇO, esse não tem jeito. E eu como vascaíno, folgo em ver Diego Souza tão soltinho, mas eu não me engano. Dinamite e Romário só se vê uma vez. Diego Souza é no máximo um DONIZETE PANTERA com um quê a mais de elegância e sono, em dias alternados de um e outro.

  13. arbo diz:

    O Cortês fez um primeiro tempo ruim, na minha opinião, ao que só posso creditar um nervosismo, ou lenta adaptação ao gramado, q tava horrible. No segundo tempo, realmente, ele sobrou, jogou muito.
    Dos quatro, Douglas, achei o Neymar o menos efetivo, não o Ronaldinho. Achei que o jogo ficou muito prejudicado pelo gramado e o Borges me irritou profundamente, me lembrando de uns tempos no Grêmio, caindo a todo momento.
    É uma boa seleção, mas tem muito a melhorar como conjunto. Por que o Casemiro não foi? Ou foi?

  14. Renato Abreu diz:

    Eu acho que esse jogo não serve de parâmetro pra absolutamente nada. O Cortês foi bem, mas a Argentina tava com dois laterais grudados e ninguém mais joga assim no mundo. Quero ver como vai ser quando ele tiver um ponta direita grudado nele o tempo todo.

    Colorados, por favor: como podem gostar tanto daquele Bolatti? É um volante lento, molengão, fraco.

  15. Vinícius Catarina diz:

    Çelebf ganhando da Argentina no pega-ratão foi hilário demais.

    E o carrinho do Guiñazú no Neymar pra mim valia GOL.

  16. Cesar Cardoso diz:

    O bom de ler o Impedimento é que, não satisfeito com os textos GENIAIS do Ceconello, ainda tem comentários que são autênticas aulas de futebol, como a que o Guilherme ministrou no #7 e #8.

    Aliás, o Guilherme definiu bem o estilo de jogo da seleção sob Mano Menezes: balão pra frente e contra-ataque. Não, não tenho simpatias com Mano Menezes, acho um treinador limitado, e se alguém tem dúvida disso, por favor vá rever a campanha do Corinthians na Libertadores 2010, em que ele jogou fora a grande chance (não vai ter outra tão cedo, hein) do Timão ganhar sua taça sulamericana na sua tentativa fracassada de jogar à la Antônio Lopes.

    Essa coisa de Dedékenbauer começou a subir à cabeça do Dedé, a torcida vascaína tinha que parar com isso agora. E até quero ter simpatia com Diego Souza, vamos ver se nessa fase paz-e-amor que ele está vivendo em São Januário ele FINALMENTE consegue apresentar SÓ futebol.

    Posso falar uma heresia? Posso? Então: Neymar tinha nada que ir praquela coisa que é o campeonato espanhol. Tinha, sim, que ir pra Itália, onde as zagas não têm cerimônia de abrir a caixa de ferramentas. Quem sabe, FINALMENTE, a calopsita começa a usar seu talento pra algo mais útil que aparecer em compilação de dribles bonitos no Youtube?
    (Ah sim, adoraria ver o Neymar jogando na Argentina)

    Bruno Côrtes deveria digievoluir no corte de cabelo e assumir logo seu lado Valderrama. Aí teria que ser titular da seleção, mesmo que estivesse MANCO.

    #4: Lucas ganhou pontos eternos comigo por causa disso.

    Pra terminar: seria esse time que jogou ontem a pior seleção argentina já escalada?

  17. Ernesto diz:

    O problema do Dedé, pra mim, na verdade era mera implicância com o nome. Cada vez que ouço o locutar falar “Dedé”, me vem à cabeça a música dos Trapalhões.

    #3
    Quem é o inominável ? “Ronaldinho tomou a vaga que era do inominável”.

  18. Ernesto diz:

    “Colorados, por favor: como podem gostar tanto daquele Bolatti? É um volante lento, molengão, fraco.”

    Altético-Mg, domingo, que o diga, em relação à alegada lentidão. Mas admito que não morro de amores por esse castelhano. Não tem imposição física.

  19. beretta diz:

    #18 Little Robson.

  20. Guilherme diz:

    .9

    Renato, eu ainda acho que a marcação era mais frouxa, mas mais violenta. Faz sentido?

    Quanto ao Mano, eu também acho um bom treinador, mas ele se perdeu completamente imagino porque viu o que aconteceu com o Dunga, que foi destroçado pela globo, só que se vendeu completamente. Abandonou todas as próprias convicções de futebol.

    Alguém já viu antes na carreira dele, ele escalar 3 volantes e 3 atacantes?

  21. Guilherme diz:

    Valeu beretta. Valeu Cesar! Aliás aconselho muito perder 2 horas da vida assistindo e analisando as finais das copas das antigas que o Brasil tá. O cara começa a entender a nostalgia chata que o meu vô tinha quando assistia o futebol atual. Não que eu concorde também, porque é meio lento demais o jogo, mas Garrincha, Pelé e Didi são uns monstros da bola.

  22. Carlos diz:

    Porcaria de jogo, fez com q eu tivesse q esperar o capitulo inédito de O ASTRO até mais tarde.

  23. Balão pra frente e contra-ataque = era tambem a tática do time treinado pelo sétimo anão, campeão da Copa América, Copa das Confederazzzz… e que empatava em 0×0 com todas as Bolívias que vinham jogar no Brasil com dezenove zagueiros na área e os tanques do Evo Morales em frente à meia lua.

  24. Guilherme diz:

    .24

    A seleção do Dunga jogava no contra-ataque sim, mas não no balão. E pra te consertar, empatou com a Bolívia lá, e carcou todo mundo que passou pela frente (menos a Holanda na copa, claro) inclusive o time A da Argentina na Argentina. Duas vezes.

    Mas tu que escolhe. Jogar todos os atacantes do mundo e se cagar pra ganhar da Argentina C e perder de todo mundo, ser o sétimo do ranking, ou jogar com um time bem montado, no contra-ataque e ser campeão da maioria e 1o do ranking.

    Sempre lembrando que o Brasil tava dando um baile na Holanda e perdeu por 20 minutos de terror que um treinador não tem como evitar. Embora eu considere que a maior virtude do Dunga também era o maior defeito, que era explodir e xingar todo mundo na pressão. Acho que aquilo afetou os jogadores quando as coisas passaram a não dar certo.

    Mas eu prefiro um xingador que pensa por si mesmo e pode perder às vezes por isso a uma ovelha que segue o que os outros dizem e QUASE SEMPRE perde por isso.

  25. Guilherme diz:

    Também lembrando que o OBJETIVO do Mano Menezes não é fazer gol no contra-ataque, é jogar como o Barcelona. O que é pior ainda.

  26. beretta diz:

    #25 Eu assino onde, Guilherme?

  27. Anônimo diz:

    a seleção de dunga deu um baile na itália na final, muito por causa do dunga, acertando uns passes de 40 metros e tirando todas…

  28. bangu > américa diz:

    “Alguém já viu antes na carreira dele, ele escalar 3 volantes e 3 atacantes?”

    No Corinthians, 2 volantes (ralf/paulinho, cristian/elias), 1 meia de ligação (Douglas, depois, B Cézar), 1 centroavante (Ronaldo), 2 pontas que voltam pra marcar (Jorge Henrique e Dentinho).

    Discordo de quem diz que ele abandonou as convicções. Ele tá usando no Brasil exatamente o mesmo esquema que usava no Corinthians: 4-2-3-1, com dois meias abertos (pontas) que atacam e voltam pra marcar.

  29. bangu > américa diz:

    —————–Borges———————–
    —Neymar—Ronaldinho——Lucas—-
    ———-Ralf————Ramon———–

    —————-Ronaldo————————
    —Jorge H———B Cézar—–Dentinho—-
    ———–Ralf————-Elias—————–

  30. Sganzerla diz:

    Eu até gostava do Dunga. Mas treinador que vê o time como uma maquininha certinha, com uma visão meio militar do futebol, em que os reservas são meras peças de reposição dos titulares (ou seja, melhor que o time que começou o jogo é IMPOSSÍVEL ficar, nesse estilo) nunca me agradou muito.

    E foi no dia que um treinador que, em jogo decisivo, mata-mata, perdendo a partida, não arrisca, não faz uma substituição ousada, tira o único homem de área e – PIOR – termina o jogo (perdido e eliminado!) com uma substituição pra fazer e um centroavante no banco perdeu MUITOS pontos comigo!

    P.S.: não, não sou nenhum fã do GRAFITE, mas era o que tinha (e ele tinha levado)!

  31. Guilherme diz:

    .29

    Pode até colocar os jogadores no mesmo desenho, mas ele tá escalando jogadores que não estão fazendo as mesmas funções. Pode ser porque ele não pediu pros caras fazer ou porque eles simplesmente se recusam.

    O Ronaldinho, por exemplo, fica parado lá na ponta esquerda enquanto o Neymar fica parado na ponta direita. Outra que o meia que usa varia totalmente. Primeiro é um cadenciador como o Ganso, depois o Fernandinho, e teve um jogo que ele escalou o Elias na meia. Ontem foi o Lucas…

    Se os esquemas do Mano no Grêmio e no Corinthians eram 4-5-1 que moviam pra 4-3-3, esse da seleção é simplesmente um 4-3-3 engessado.

    4-5-1 de verdade era o do Dunga, que tinha o Robinho que se movimentava e voltava mesmo pra marcar, Elano mais defensivo e o Kaká que fazia o meio pro ataque (que aliás até acho que o Lucas esse do SP pode fazer).

  32. Sganzerla diz:

    E o mais bonito de ontem foi a torcida paraense. Fosse em qualquer outro estádio do Brasil, aquele 0×0 teria representado VAIAS ESTRONDOSAS na ida para o vestiário. Ontem, ouviu-se aplausos. Merecidos ou não, uma torcida que empolga um time é sempre mais bonito de ver do que uma que espera o time lhe empolgar. Isso, para mim, é a essência do futebol sulamericano.

  33. arbo diz:

    PUTZ nominaram o inominável. foda.

    concordo com o sganzerla no 31

  34. Fábio Conceição diz:

    Que nojo essa seleção de fantoches, Brother Menezes vendeu a alma ao diabo (Ricardo Teixeira), jogou no lixo tudo que ele sempre prezou no futebol.

  35. douglasceconello diz:

    Gurizada só na cátedra ANALÍTICA do futebol. Creio que, para exercer a função de treinador, deveria ser exigido duas horas de leitura diária dos comments do Impedimento.

    # 8

    Baita análise, Guilherme. Nem sei se está certo, mas tem muito embasamento. sduhs

  36. franke diz:

    grande frase inicial. nem li o resto pq não precisa.

  37. Guilherme diz:

    .36

    O mais massa é que eu posso escrever o que quiser ali que tenho certeza que ninguém vai se dar ao trabalho de conferir se eu tô falando a verdade.

    Aliás deve ser essa artimanha que mantém o Ruy Carlos Ostermann em atividade até hoje.

  38. Cesar Cardoso diz:

    #33 O povo paraense é absolutamente fanático por futebol (e se não fosse por isso teria acontecido lá o que aconteceu em outros estados, onde o futebol local virou um morto insepulto). E certamente boa parte da melhora da atuação no segundo tempo TEM que ser creditada a esta torcida fantástica e apaixonada, não há equipe NO MUNDO que não se empolgue.

    #32 Guilherme, a sua observação sobre os meias define com precisão um dos problemas de Mano Menezes na seleção: não há esquema que resista a um armador diferente, de estilo totalmente diferente de todos os outros anteriores, por jogo. O resultado? O meio-campo brasileiro é um deserto criativo, como aliás aconteceu ontem durante quase todo o tempo. E aí dá-lhe balão pro ataque, porque é a maneira da bola chegar, não tem outra.

  39. beretta diz:

    #38 Não mesmo, GUI. kalçskaçlas
    Eu sou um dos CHATOS que analisa essas paradas tacticas e talecoisa.

    Olharei.

  40. #38 e #40

    Eu também…

  41. #25
    Empatou com a Bolívia lá, mas cá no Brasil empatou com Bolívia, Argentina, Colômbia e Venezuela, sempre em jogos modorrentos. Não é questão de preferir Dunga a Mano, é achar que o time brasileiro tem que ser capaz de fazer mais que gols de contra-ataque (o que a seleção do Dunga com maestria, principalmente com o Kaká em forma). Nessas de jogar sempre da mesma forma, passamos apertado da África do Sul lá na Confed, e não fosse um gol espírita do Maicon estaríamos até agora batendo cabeça com zagueiros norte-coreanos no Ellis Park.

    Acho ótimo que o Mano queira fazer uma seleção que consiga vencer retrancas. Tem ainda três anos para conseguir isso – o primeiro ano já passou, e essa obra avançou menos que o ITAQUERÃO.

  42. E com o Dunga realmente não era balão pra frente, sempre tinha um a carregar a bola lá da intermediária – normalmente Kaká ou Maicon. Só aquela vitória sobre a Argentina em Rosario, com o Luís Fabiano possuído, que teve uns gols nascidos em balão pra frente.

  43. Cícero diz:

    muito horrível o jogo. Tava mais feio que jogar contra os reservas da Seleção, dar outra farda e falar que era amistoso internacional.

  44. Paolo C. Brehm diz:

    Sideshow Bob tem de jogar. Se não pelo futebol, pelo charme!!!

  45. Diogo Terra diz:

    Que bom que existe alguém que fala do futebol de antigamente com embasamento. O Guilherme no comentário 8 demonstrou entender mais de futebol de antigamente que TODA a imprensa esportiva carioca.

    Tudo bem, já parece babação de ovo, mas a caixa de comentários do Impedimento deveria ser transformada numa coletânea literária… Sério, procurem uma editora e rachem os valores. Melhor do que ler David Coimbra, certo?

  46. Gregório diz:

    #8
    Todo mundo já falou mas vou dar minha contribuição aos elogios: Guilherme fez grande análise do futebol de antigamente.

    #9
    A marcação era mais frouxa sim. Normalmente a marcação mais pesada acontecia só na entrada na área. O jogo era muito mais aberto no meio de campo. Em compensação, quando a marcação chegava, o bicho pegava muito mais do que hoje em dia…

    Só uma observação aleatória: nunca gostei do Dunga. Achava um técnico limitadíssimo. Mas ao menos ele tinha uma ideia de time que, se não era maravilhosa, ao menos conseguiu fazer o time jogar relativamente bem. Agora o Mano tá se revelando um treinador não só pior, mas infinitamente mais perdido.

  47. Vine diz:

    “Viatri, mais um Palermo ALEIJÃO parido na Bombonera, trombava com a zaga, latia para a lua e enxergava na bola um tijolo flamejante arremessado das alturas por semideuses furiosos”

    Agora entendo significado do “Morri” que o pessoal fala. Eu e a namorada gargalhamos…

  48. Gustavo diz:

    Por mais que todos vocês sejam contra, eu torço para que RBS (Royal Bank of Scotland) DESCUBRA que o Cecco escreve muito melhor que o David Coimbra e o contrate, pagando fortunas em CERVEJAS ALEMÃS e que ele passe a ser o pegador oficial de estagiárias do estabelecimento.

    ME COBREM!

  49. Sganzerla diz:

    #49
    O Impedimento não vai se vender pra CBF! O Impedimento vai DOMINAR aquela bodega se entrar lá! hehehe!
    Dá-lhe Cecco!

  50. Anônimo diz:

    Obrigado a todos pela bela leitura.

    Sobre o futebol de antigamente, sem preparo físico, o campo ficava enorme e o jogo, lento. A impressão de frouxidão se dá pelo espaçamento das linhas. Em compensação, como bem observou o pessoal, quando embolava, covardes não tinham vez.

    A discussão sobre Corinthians/Brasil mostra bem que tática não são números num papel. Depende DEMAIS das peças que se tem. É por isso que não existe esquema ruim em si (os tais ‘chama-derrota’ que se lê por aí), mas sim sistema incompatível com os jogadores que se tem. Não se faz 4-5-1 com Ronaldo e Neymar; simples assim.

    Mano decepciona. Mas se o DONO gosta, fazer o quê?

    Sancho

  51. Ceoc Uzim Émeo diz:

    #47
    Não sei se era estilo Dunga ou do Jorginho, que aplica os mesmos princípios no Brocolense (só ganha fora de casa, jogando no contra-ataque).

  52. Frank diz:

    #33, #39

    Eu estava lá no jogo, já que estou trabalhando aqui por Belém… realmente, de arrepiar, o povo daqui é muito fanático, não estavam se importando se o jogo era contra a Argentina C ou se o jogo no segundo tempo pareceu mais um conjunto de palhacinhos brasileiros com vontade de aparecer e mostrar o cabelinho… mas o jogo valeu pelo Cortês (ex-TUNA LUSO e Nova Iguaçu, e em menos de um ano candidato a lateral na copa de 2014), e pelo Jéferson (uma puta defesa no final)….

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