A contratação de Fernandão foi tratada como piada desde o começo. “Reforços de segunda”, “Série B vira show room para o Palmeiras” e outras TIRADAS DE EFEITO povoaram os sites e fóruns por aí reclamando do fato de Felipão ir buscar um sujeito desconhecido no Guarani. Não obstante, o cara chegou, treinou, nem apresentado foi nos moldes da modernidade (vestir camisa, fazer V da vitória, beijar escudo, dar coletiva, agradecer à oportunidade, dizer que o time tem uma torcida maravilhosa e blablabla) e já foi levado até Presidente Prudente para fazer sua estreia só contra o maior rival.
Não só isso, claro. Para o Palmeiras, era um jogo de vida ou morte, já que só a vitória permitiria aos comandados de Scolari ter um pouco de paz nos próximos dias, logo depois da eliminação na Sul-Americana, e continuar sonhando com o título ou pelo menos a bendita vaga na Libertadores. Do outro lado, em decadência técnica, os comandados de ADENOR jogavam com a chance de conquistar o simbólico título do primeiro turno, bastando um simples empate, mas sabendo que a jiripoca poderia piar alto em caso de derrota.
O jogo começou, para este torcedor, com a desconfortável sensação de torcer para o time de branco – dérbi é coisa séria e variações como essa deveriam ser proibidas, mas Felipão decidiu que três graus a menos de sensação térmica seriam importantes no clima SENEGALÊS das beiradas do Mato Grosso e resolveu repetir a experiência que já havia fracassado em 2009.
As torcidas ainda tentavam acostumar o olhar quando o Corinthians abriu o placar, aos 18min, num cruzamento MAROTO de Emerson Sheik que atravessou toda a área e foi morrer na lateral da rede, depois de ninguém cortar. Então Felipão resolveu apostar no IMPONDERÁVEL e sacou do banco Fernandão.
Imagino como devem ter ficado as arquibancadas quando o desengonçado grandalhão, número 19 às costas, começou a se aquecer. “Louco” deve ter sido a ofensa mais leve dirigida pelos amendoinzeiros a Felipão, mas o fato é que ele entrou no lugar do sumido Patrik e o time melhorou, ficou mais envolvente e se aproximou do empate, que chegaria ainda na primeira etapa: escanteio cobrado, Fernandão armou o famoso CU-DE-BOI com Julio Cesar e Luan aproveitou o rebote.
Mas o destino reservava ainda mais para a segunda etapa. As forças ainda se ajeitavam no gramado quando o mesmo Fernandão recebeu um passe de Marcos Assunção pelo alto, matou no peito, deixou cair e chutou sem defesa para Julio Cesar. O gol definiu a vitória verde por 2 a 1 e carimbou o passaporte para a galeria dos monstros do dérbi, aquela reservada a GÊNIOS do naipe de Obina, Magrão (o centroavante), Mirandinha e outros quetais que tiveram na vida a oportunidade de ser decisivos num clássico.
Ainda não sabemos o que será de Fernandão nos próximos jogos – é muito provável que ele se revele um enorme BONDE, um Alecsandro piorado, um genérico mal ajambrado de Damião, um poste que mal consiga parar em pé. Que seja: a história já registrou que, um dia, ele decidiu um dérbi e foi o herói que todo pequeno palmeirense gostaria de ser. Pra mim, seria o suficiente para encerrar a carreira.
Fernando Cesarotti



Palmeiras dominou o jogo, teve ainda a arbitragem conivente com a violencia do small club.
Poderia ter sido mais. Após a entrada de Fernandão ainda no primeiro tempo, o time passou a jogar de outra maneira, anulando o adversario, e sendo perigoso no ataque.
Fernandão em uma hora, fez o que o WPiada não fez em dois meses.
“…Que seja: a história já registrou que, um dia, ele decidiu um dérbi e foi o herói que todo pequeno palmeirense gostaria de ser. Pra mim, seria o suficiente para encerrar a carreira…”
encerrar no auge!!!
aqui tem de corrigir “… Fernandão recebeu um passe de Marcos Assunção pelo alto, matou no peito, NÃO deixou cair e chutou sem defesa para Julio Cesar….”
Tchê, que maravilha o Impedimento. Tá cada vez melhor!
Torcedores de verdade, e não os falsos isentos da grande mídia feia, má e bobona(ns), escrevendo sobre seus times em SC, RJ, MG, SP, e todos os textos sempre com o padrão Impedimento de qualidade! Parabéns!!!
Bonito o goldo Luan, viu…
E pensar que eu tinha escalado ele no ataque pra rodada do cartola e resolvi tirá-lo em cima da hora…
No primeiro semestre, o futebol do Fernandão residia no Mamudão, onde ele jogava pelo Democrata de Governador Valadares…
Vou te contar: esse cara era pedreiro em Coelho da Rocha; um belo dia foi ao América, ali perto e, na falta de alguém para completar o coletivo, pegaram ele e jogaram no ataque. Acabou ficando, foi contratado, jogou um campeonato carrioca assim-assim, e mesmo desse jeito foi parar no Flamengo, curta passagem de ida para Campinas, donde o Palmeiras, sabe-se lá porque, resolveu contratá-lo. É tudo menos um talento. Mas é esforçado pra burro.
Cesarotti, e um GOLAÇO!
Bah, não fala do Obina
Obina lembra mar
Que lembra aquele dia
Que lembra uma canção
Que faz lembrar Obina
E aí não lembro não
A coisa fica séria
É como um turbilhão
Fazendo uma miséria
No meu coração
ns, mas pura verdade
Ótimo texto Cesarotti… um derby é sempre difícil ser descrito em palavras, principalmente após nosso aniversário.
Se arrancarmos uma vitória na quarta podemos embalar, mesmo sendo o time mais limitado dos 8 primeiros do campeonato.
Que o Fernandão tenha mais sucesso pós-derby do que Obina e Magrão.
!! “In Felipão we trust” !!
Jardel e Oseas não eram primor técnico, mas Felipão os tornou muito importantes para o time. Uma coisa o Fernandão tem em comum com estes 2, além do técnico: estrela.
Grande abraço,
FC
E hoje o Palmeiras tem mais um genérico em seu elenco. Fernandão soma-se aos já genéricos Tinga, Rivaldo, Cicinho, Dinei, o jovem Patrick Viera… e já tivemos Michael Jackson !!!
Abrax,
FC
duas palavrinhas: ZÉ AFONSO