Onde a pinguina vai mal, um time no Nacional

Quando paramos de perguntar se um time grande realmente cairia? Acho que foi em 2003, quando Palmeiras e Botafogo, ao mesmo tempo, cumpriram a Série B com dignidade. Desde então caíram Grêmio, Corinthians, Vasco, Atlético-MG, e ninguém se atreveu a contestar tais descensos. O River Plate caiu na Argentina e não demorou um mês: a AFA anunciou, nesta noite, uma virada de mesa que une a Primeira Divisão com o Nacional B, a partir da temporada 2012/13. O River jogará a B este ano, mas para voltar à divisão principal só precisa não ser rebaixado nesta temporada.

A medida também beneficia outros times grandes ameaçados pelos promedios, como San Lorenzo, Boca, Racing. Os promedios acabaram. Na próxima temporada, 2011/12, ninguém cai da Primeira Divisão. No Peronão que virá, 38 equipes jogarão: as 20 da A e as 18 que não caírem da B. O objetivo, segundo o porta-voz da AFA Cherquis Bialo, é ‘federalizar’ o campeonato argentino, para que mais províncias sejam representadas. Um eufemismo grotesco para “não queremos incomodar os times grandes”. A virada de mesa foi aprovada por 22 dos clubes presentes – apenas Newell’s, Racing, Vélez e All Boys foram contrários à excrescência.

É verdade que a segunda divisão, na Argentina, está alguns níveis abaixo da segunda divisão brasileira. Não só o time que cai recebe cerca de 15% do valor de TV que receberia na primeira divisão, como grassa a violência, muitos dos estádios são impraticáveis, a torcida visitante é proibida, por aí vai. Se a Série B brasileira de hoje é uma Série A sem vagas à Libertadores, TV aberta e recheada de times empresa, a segunda divisão argentina tem o mesmo nível da Série C brasileira: nenhum apoio, abandono completo por parte da federação.

Porém, a queda do River Plate deveria servir como a grande oportunidade para que a B Nacional Argentina se profissionalizasse de uma vez. A AFA já aceitou a possibilidade de que 3 mil sócios componham a torcida visitante de cada equipe – a violência e as mortes em confrontos de torcida levaram aos jogos de torcida única – é considerada um avanço trazido pelo River, uma vez que seu torcedor no interior teria uma grande chance de apoiar a equipe na sua cidade. O River também levaria dinheiro, através das transmissões da TV, assim como os grandes clubes brasileiros fizeram com que as cotas de Série B aumentassem significativamente de 2003 para cá – em 2010 cada clube levou R$ 800 mil reais, valor que, embora muito inferior à Série A, é um valor bem superior do praticado há 10 anos. O River também levaria bilheteria, patrocínios – para o Desamparados, a vitrine do Monumental de Nuñez poderia ser abissal – e outros motores geradores de grana para a Série B. Profissionalismo em duas divisões é tudo que a Argentina precisa para ver o seu campeonato voltar a ser confiável, depois de tantas manchas por regulamentos confusos e escândalos com barra-bravas.

Ao invés disso, a Federação Argentina resolve levar adiante uma proposta doida, que acaba com a ameaça aos grandes, e fazer uma “federalização” na marra. Se é verdade que muitos clubes pequenos passarão a frequentar os grandes palcos, também é verdade que a desmoralização de um torneio acaba por torná-lo menos rentável. E acreditem, deve ser praticamente impossível um torneio com 38 clubes em menos de 6 meses.

Falta de credibilidade implica em estádios vazios, jogos menos interessantes – que emoção teria uma partida entre o 34º e o 27º colocado em um mês de novembro? – fórmulas complicadas – é possível que os pontos corridos sejam abandonados – e outras coisas que o futebol brasileiro conhece muito bem, pois já teve que rebaixar duas vezes o mesmo clube em dois anos seguidos.

Tudo isso com o aval de Cristina Kirchner, que deu o maior incentivo à proposta para ‘ampliar as bases’ do Fútbol para Todos – ou seja, a velha, caquética, ultrapassada estratégia de levar o futebol a rincões profundos para atrair votos. O monstrengo criado pela AFA é mais um passo rumo à derrocada do futebol argentino, que não ganha um grande título desde 1993 e deve ficar ainda mais distante dos tempos gloriosos.

Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos

Publicado em Nacionais. ligação permanente.

48 Respostas a Onde a pinguina vai mal, um time no Nacional

  1. ImpedCorp diz:

    Em tempo: o treinador da Seleção Argentina, Sergio Batista, foi demitido e não fará a menor falta.

  2. E de quebra anunciaram a demissão do Checho Batista na mesma noite para desviar a atenção. Olé vendido dando mais destaque a isso do que à mudança bizarra de todo a estrutura do futebol nacional.

  3. E de quebra anunciaram a demissão do Checho Batista na mesma noite para desviar a atenção. Olé vendido dando mais destaque a isso do que à mudança bizarra de toda a estrutura do futebol nacional.

  4. @educovalesky diz:

    A fórmula de disputa já está mais ou menos encaminhada, considerando que o martelo só deve ser batido em outubro. 5 grupos de 8 clubes. Os 5 grandes seriam os cabeças de chave. Em princípio, Boca, Racing, Independiente, San Lorenzo e River Plate. De cada grupo, os 4 primeiros vão para a disputa de turno que dará a vaga para a Libertadores e o Campeão Nacional. Os 4 últimos vão para a Repescagem por vagas na Sudamericana e fuga do rebaixamento. Definitivamente, a Sudamericana virará a B de America.

  5. MarcosVP diz:

    Olha, é uma notícia completamente ruim, por todos os lados. Só me alivia ver que os times pelos quais torço – Vélez e Racing – não compactuam abertamente. No mais, um desastre.

  6. #4 eu só acho que eles estão se precipitando com essa história de dividir em grupos desta forma, e correr o risco de ficar eventualmente sem clássicos. Não me surpreenderia que no fim das contas optassem por um campeonato de turno único com 37 rodadas e depois inventassem algumas liguillas posteriores para definir título e vagas (?), embora ache isso mais improvável.

    -

    Com todas as várzeas que ainda há no futebol brasileiro, esta moralização dos rebaixamentos é das poucas coisas bem feitas nos últimos tempos. Espero que a cultura esteja de fato firmada o bastante para que não se conteste mais a ordem natural das coisas (porque o estatuto do torcedor não protege ninguém; abaixo da Série A, vive sendo desrespeitado aqui e ali, quando convém, e sempre se daria um jeitinho de aplicar o golpe na elite se julgassem necessário).

  7. Ricardo diz:

    Isso eu já vi no Brasil. O Grêmio subiu para a primeira divisão quando aumentaram o nro de times da 1a divisão, subindo 12 times da A para a B. E o Fluminense que passou da C para a A. Virada de mesa não é uma coisa estranha aqui no Brasil. Nos últimos anos é que endireitamos esse comportamento, mas com os resquícios de desvio de caráter dos dirigentes brasileiros, tenho medo que caiam em um só momento Flamengo e Corinthians.

  8. GORDOna seu aborto de cadela vesga, fodendo (ainda mais) com o futebol argentino putaqueopariu. Que troço mais varzeano, me lembra meus tempos de futebol-descalço-nos-paralelepipedos quando só tinha jogo quando todo o mundo agradava o dono da bola…

    Em tempo:
    “apenas Newell’s, Racing, Vélez e All Boys foram contrários” nao te mixa Racing, carajo.

  9. As vezes eu acho que falo mal da argentina em excesso, e que pego pesado… mas ai vem essas notícias e me dou conta que não, eu estou certo!

    PARABÉNS, Argentina, os anos 90 são divertidos demais!

  10. Última vez que o Campeonato Argentino foi dividido em grupos foi no Torneo Nacional de 1985, e foi a maior bagunça de todos os tempos. A primeira fase teve 8 grupos de 4 times, e depois INFINITOS mata-matas e repescagens ao melhor estilo fórmula de ImpedCopa. Os times campeões dos grupos iam para o mata-mata dos vencedores, e os eliminados iam para as repescagens – mas os eliminados no mata-mata dos vencedores também acabavam jogando as repescagens, o que gerou uma situação bizarra: o Argentinos Juniors precisou jogar TRÊS FINAIS DIFERENTES contra o Vélez Sarsfield para ser campeão. Ganhou a final dos campeões de grupos, depois perdeu a final do campeonato (entre o vencedor dos campeões de grupos e o campeão da repescagem) e ganhou uma nova chance por ter sido o vencedor dos vencedores de grupos – e aí venceu, na GRANDE FINAL. Caos total. Para exemplificar, a campanha foi assim:

    Primeira Fase

    17/02- Argentinos 8-0 Central Norte (Salta)
    24/02- Argentinos 1-0 Chacarita Juniors
    03/03- Belgrano 2-4 Argentinos
    06/03- Chacarita Juniors 2-2 Argentinos
    10/03- Argentinos 1-1 Belgrano
    17/03- Central Norte 0-0 Argentinos

    Oitavas-de-Final do Playoff dos Vencedores
    20/03- San Lorenzo 2-2 Argentinos
    24/03- Argentinos 1-0 San Lorenzo

    Quartas-de-Final do Playoff dos Vencedores
    31/03- San Martín (Tucumán) 0-2 Argentinos

    Semifinais do Playoff dos Vencedores
    07/04- Ferro Carril Oeste 0-3 Argentinos

    Final do Playoff dos Vencedores
    09/07- Argentinos 2-0 Vélez Sarsfield
    17/07- Vélez Sarsfield 2-0 Argentinos (pênaltis: 2-4)

    Final do Campeonato (Vencedor dos Vencedores X Vencedor da Repescagem)
    28/08- Argentinos 1-1 Vélez Sarsfield (pênaltis: 3-4)

    GRANDE FINAL (segunda chance do Argentinos, por ter sido vencedor dos vencedores)
    04/09- Vélez Sarsfield 1-2 Argentinos

    * Os grandes espaços entre algumas datas é porque, ao mesmo tempo, estava sendo disputado o campeonato da temporada 1985/86 (o primeiro que seguiu o calendário europeu). Mais detalhes sobre esse absurdo aqui: http://es.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Nacional_1985_(Argentina)

  11. Vinícius Catarina diz:

    Vi num tweet: “Neste domingo em Núñez aconteceu uma demonstração do melhor do futebol, e em seguida, não muito longe dali, do pior também.”

    Resume bem a situação.

  12. Godo diz:

    E, no meio da zorra, apareceu a tal da AFA TV.

    Chama o ladrão.

    Ah, também vale a leitura: http://bit.ly/qbUwyB

  13. Topolski diz:

    É, a AFA contribuindo para aumentar o jejum argentino. Com todo o apoio da Dona Cristina.

    Bom, acho vão ser necessários mais uns 20 anos pra Argentina arrumar essa confusão que tão criando.

  14. @educovalesky diz:

    #6 Eu não me surpreenderia também. Mas nesse projeto todo, a principal intenção disso tudo é levar os grandes da Terra do Fogo a Jujuy, televisionar os pequenos pra todo país, enfim, baita projeto populista. Que até agora só deu respingos de popularidade, porque a Cristina tá penando pra eleição desse ano. Até agora, a K só deu uma opinião a favor da unificação, mas até outubro as campanhas eleitorais já estarão em funcionamento. Quem sabe isso possa virar bandeira escancarada de campanha.

    Sobre a decisão dos pequenos, não vejo outra razão que não seja financeira para votarem a favor. Estar na A representa hoje uma diferença financeira abissal em relação à B. A distribuição do dinheiro da TV (do Governo) provavelmente equipare os da B em relação aos pequenos da A, e dá estabilidade aos da A.

    Ou seja, financeiramente ninguém perde. E o negócio parecia se encaminhar pra algo parecido, quando a TV Publica comprou o último reduto Clarinista do futebol, a Primera B.

  15. Iuri Müller diz:

    Luis, corrigindo: Racing, Vélez, All Boys y NoB não votaram contrariamente; foram abstenções. Nem o Olé, que pertence ao Clarín, que por sua vez é um dos grandes obstáculos do governo Kirchner, mostrou-se contrário. Como comentarem acima, até minimizou o fato nas primeiras manchetes. Todos estão cegos.

    Nem escrevo sobre o fator político, que parece evidente mais uma vez, mas sim sobre a explícita virada de mesa quando até no Brasil isso não existe mais. Agora, as cenas da torcida do River aparecem como situações patéticas: raiva, desconcerto e indignação para, semanas depois, meia-dúzia de cartolas desprovidos de sentido mudarem as coisas com um canetaço torpe.

    O Promedio era um sistema confuso e que surgiu como evidente benefício aos grandes, mas o novo formato parece ainda mais fácil para quem se mantém na elite com um desempenho frouxo – basta ficar entre o 29° e 31° lugares por anos a fio. E essa divisão em grupos resgataria, no meio do caminho, a estrutura atual – com a diferença de EMBARALHAR as equipes da A e da B (agora uma repescagem para quem não se classificar) e de usar a Sul-Americana como migalha.

    Em um ano de grandes acontecimentos futebolísticos, tenho para mim que a melhor imagem que vi foi uma cena qualquer do 14 de Julho nos Eucaliptos de Santa Maria, segurando o empate com balões para todos os lados e um <> emocionante. O problema é que, e isso já é um clichê gigantesco, esses momentos são cada vez mais raros. Foda-se o River Plate, o Grondona e a AFA inteira.

  16. Iuri Müller diz:

    Entre os “” estava a palavra AMADORISMO e o WordPress censurou.

  17. Gregório diz:

    “O monstrengo criado pela AFA é mais um passo rumo à derrocada do futebol argentino, que não ganha um grande título desde 1993 e deve ficar ainda mais distante dos tempos gloriosos.”

    E o Brasil logo, logo, vai pro mesmo rumo com Ricardo Teixeira, Andrés Sanchez, Globo, Itaquerão, Neymarketing…….

  18. Eduardo diz:

    te confesso que sonho com isso Gregório!!! hehehe.

    uruguay CARAJO!!!!

  19. Eduardo diz:

    aliás, essa primeira foto : parece o “Neruda” do Carteiro e o Poeta imitando a Larissa Riquelme!
    triste… muito triste essa decisão da AFA…

  20. Diogo Terra diz:

    Newell’s, Racing, Vélez e All Boys que abram o olho, Don Corleone não perdoa…

  21. Cassol diz:

    Não tem chance de uma revirada de mesa?

  22. Carlos Lima diz:

    ridiculo. ridiculo. ridiculo.

    onde estão as mães de maio para protestarem???

  23. Pingback: Sul 21 » Onde a Pinguina vai mal, um time no Nacional

  24. Amigos, fui recomendar a leitura do post e descobri que é pingüina. Eles não eliminaram o trema. Fazer o quê?

  25. Especulações dão conta que o torneio irá se chamar “Copa Juan Habelanje” e terá, como convidada, a equipe brasileira do Fluminense.

  26. gilson diz:

    25# hsuhauhausaushausahusahsu

  27. Leandro Cardoso diz:

    O que aconteceu aqui aconteceu em 1993, quando o Grêmio, rebaixado em 1991, foi 9º em 1992 e subiu por que o Brasileirão de 1993 inchou.
    Só uma pergunta: sem a ajuda ao Grêmio em 1993, ele teria vencido a Coap BR 1994, Libertadores 95 e Brasileiro 1996 se tivesse que jogar mais uma série B em 1994 e com apenas 25% das cotas de TV?

  28. Leandro Cardoso diz:

    Afinal, é sempre bom falar dos times do Rio de Janeiro em São Paulo ( que não são santos, mas não são os únicos diabos), mas o maior beneficiado até hoje com isso foi um clube do Rio Grande do Sul. Ou 1993 é passado e 1996 não? A virada de mesa do Fluminense foi em 1996, apenas 3 anos após.
    Nenhum time que caiu teve a reação que o Grêmio após 1992. Talvez o Corinthians empate em 4 anos, como o Grêmio, em Brasileiros. Mas em Libertadores, provavelmente ninguém conseguirá em 3 anos!

  29. col diz:

    Isso eh pra voces verem como o Ricardo Texeira eh um homem honesto, diria ateh cabriocarico e batraquio. Nao fez essa marmelada quando o Curintia caiu.

  30. Tulio diz:

    O que aconteceu LÁ em 2012, quando o RIVER, rebaixado em 2011, foi Xº em 2012 e subiu por que o ARGENTINÃO de 2012 inchou.

  31. arbo diz:

    bá, que malditos.

  32. #7

    Ricardo, o Fluminense já tinha sido campeão da Série C quando a bagunça formada no final de 1999 deu como resultado a Copa João Havelange de 2000. Portanto, dizer que o time subiu da série C para a A é de uma bobagem sem tamanho. O Fluminense subiu da B para a A, como alguns muitos outros já fizeram também.

  33. FERN diz:

    EU sempre digo aqui neste blog que penso que no territorio que chamamos de Argentina deveriam existir por lo menos duas associações, METRO-INTERIOR mínimo… pero como isto hoy en dia eh impossivel a melhor formar de tentar respeitar sua extrutura no FOOTBALL era o sistema CASIBRASILERO!!! provincias no 1º semestre sendo que por seu protagonismo histórico BA valeria TROFEU e todos classificações ao 2º semestre NACIONAL como ja se usou em outros tempos por lá de una rueda y 20 equipos.

    acá todos sabem que deveria ser TORNEO LOCAI toda a temporada com una COPA CONTINENTAL para todos!!!…

  34. Coronel Nascimento diz:

    É LF, o sistema é foda, parceiro! Acharam que o River ia cair pra baixo. Mas ele caiu pra cima!

  35. Carlos diz:

    A argentina é um imenso sindicato, com gente chorando pela Evita até hoje e ouvindo Gardel.
    Uma bagunça sem fim.

  36. Anônimo diz:

    Re 7

    Vamos acabar com esse Gre-Nal maluco. O Brasil teve NOVE campeonatos com mais mais de SETENTA clubes disputando o título nacional:

    1. 2000, 114 clubes;
    2. 1980, 104;
    3. 1979, 94;
    4. 1981, 88;
    5. 1986, 80;
    6. 1982/1983, 76;
    8. 1978, 74;
    9. 1984, 72.

    O que aconteceu em 1992/1993 (em que nada mais se fez do que reviver a fórmula de 1987, feita para salvar o Botafogo!) é um nada perto disso…

  37. Sancho diz:

    Re 4

    Pelo que li, o torneio seria disputado em duas fases. Na primeira, as equipes seriam divididas em dois grupos HIERARQUICAMENTE IGUAIS de 19. Cada time jogaria em turno único dentro do grupo, mais duas rodadas de clássico contra um adversário de outro grupo.

    Na segunda fase, se manteria a divisão em 2 grupos de 19, mas agora com os grupos separados em importância. Basicamente, com outros nomes, se teria a “Primera A” e o “Nacional B”. Assim, os cinco primeiros de cada chave, mais os melhores nove da classificação geral, disputariam o título e a vaga nas copas. Os demais disputam a permanência. Jogariam em turno único dentro dos grupos, e os pontos da Primeira Fase seriam mantidos.

    Total: 38 jogos (39 rodadas).

  38. Sancho diz:

    O Anônimo de cima (36) sou eu…

  39. el loco diz:

    o Fluminense subiu da B pra A sim,só faltou jogar a segundona

  40. Felipe (o catarina) diz:

    Julio Grondona, 79 anos, há 32 como presidente da AFA. Esperar o quê?

  41. Cícero diz:

    o futebol argentino tá que nem porco no chiqueiro.

    Se lambuzando na própria bosta e se achando muito feliz.

  42. Sancho diz:

    Caso se confirme o que eu disse no 37, vai mudar não mudando. Quem morre são o promédio e os torneios curtos. Há um semi-rebaixamento no meio da temporada, e as duas divisões são bem identificáveis na segunda fase.

  43. Felipe (o catarina) diz:

    Tem um comentário de um torcedor no Olé que é definitivo: “Estamos todos en la B”.

    Aliás, curtam: http://www.facebook.com/pages/Grondona-no-mat%C3%A9s-al-futbol-con-la-payasada-de-40-equipos/146333885447288?sk=wall

  44. Diogo Terra diz:

    No Brasil já tentaram mais de uma vez acabar com os pontos corridos (Plim-Plim). Mas duvido que fariam algo tão grotesco como se viu ontem. Aliás, será que essa fórmula vai durar muito tempo? O fracasso de público vai ser estrepitoso. E ainda tentam dar uma aura de seriedade ao novo formato ao declarar que clube que tenha dívidas com a AFA será rebaixado. Dá pra levar a sério um campeonato no qual um porta-voz diz que, se não fosse pelo rebaixamento do River, esse arreganho não teria sido inventado?

    Menos mal que o Grondona não tem lá muito tempo de vida. Se bem que esses filhos da puta vivem bastante (Havelange, Blatter, Leoz…)

  45. Sancho diz:

    Diogo, não fosse o River, a fusão não teria sido posto em pauta. Já havia indícios de mudança para um calendário anual e fim dos promédios (ao menos) e essa proposta -que atende esses critérios- já tinha sido feita. Grondona se aproveitou de algo que estava à disposição.

  46. Diogo Terra diz:

    Sancho, de qualquer maneira o porta-voz da AFA (Cherquis Bialo, ex-colunista da El Gráfico) passou essa impressão. Ficou evidente pra muita gente – inclusive torcedores do River – que foi tudo pra livrar a cara do time de Núñez. E a revista Veintitrés publicou, neste fim de semana, uma matéria na qual a AFA supostamente teria elaborado por si só o novo formato – para passar a impressão de que o governo não tem nada a ver com isso…

    Eu odeio o Macri, odeio o Duhalde, mas a Pingüina extrapolou dessa vez. A grosso modo, ela nem precisava criar esse monstrengo, pois sua reeleição está encaminhada. Porque se os K são paranoicos, ultrapopulistas e ultrademagógicos, o que dizer de um cara que bloqueou e pesificou poupanças dolarizadas, afundando a economia do país? E de outro cuja família se beneficiou porcamente da pilhagem que foi a privatização de várias estatais na Era Menem, para não falar de seus negócios nebulosos feitos com o Boca?

  47. Sancho diz:

    Não me meto em política argentina, porque não conheço. Acho que todo mundo tem responsabilidade pelo buraco onde o país se encontra, mas que o “matrimônio presidencial” vem se puxando em demonstrar que sua competência limita-se a garantir reeleições, isso é inegável.

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