“… pero el futuro se podía cambiar de alguna manera”

O River Plate já conhece sua tabela de jogos na B Nacional. Num dia de agosto ainda a ser definido, a viagem millonaria às profundezas do futebol argentino começa em Buenos Aires mesmo, contra o tradicional Chacarita Juniors. No que dependesse da vontade de um grupo de torcedores, nesse dia a equipe vestiria não a tradicional camisa branca com a listra diagonal vermelha, mas uma versão em que a faixa se tornaria preta – simbolizando o luto pelo descenso e impedindo que existam imagens da remera de sempre na Segunda Divisão. O movimento se chama “La Camiseta No Desciende”, começou na Internet e nesta semana ganhou destaque no noticiário internacional. A ideia que dividiu os torcedores do River entre o apoio e o repúdio surgiu logo depois da partida da queda. O Impedimento foi atrás dos idealizadores do projeto: quatro portenhos, todos sócios do clube, dispostos a apagar o futuro das páginas dos jornais. Por e-mail, um deles, Lisandro Grandal, 35 anos, nos concedeu a entrevista a seguir. 

Impedimento: O movimento pela troca de cores ganhou repercussão mundial na última semana. Era esperado que a ideia se difundisse assim?

Lisandro Grandal: A verdade é que nos surpreendeu muitíssimo a repercussão na Argentina e no mundo que o movimento teve. Fizemos o vídeo, colocamos no YouTube, criamos uma fan page no Facebook, e daí em diante foi uma repercussão impressionante. Saiu nos principais meios televisivos, rádios, impressos e digitais da Argentina, mas a surpresa se deu quando também aparecemos no Marca e no As, da Espanha, n’O Globo, do Brasil, na CNN do Chile, em meios do México e até em sites de Inglaterra, Alemanha e França. Jamais pensamos que algo assim poderia acontecer. O que isso nos fez perceber é como o River Plate é grande e conhecido mundialmente. Que há milhares de torcedores e fanáticos ao redor de todo o mundo. Recebemos apoio de todos os lados, é incrível.

Impedimento: De onde nasceu o movimento?

Lisandro: A ideia surgiu no mesmo domingo que descendemos. Estávamos com Claudio [Migliardo, 42 anos] no estádio, e quando íamos caminhando entre a desolação, veio a ideia de que não ficasse registro da passagem do River pela B, porque jamais teríamos que ter estado aí. Foi como uma ideia chocante que apareceu de repente em um momento tão duro e triste, e a executamos sem nos perguntarmos quão conflituosa ou polêmica poderia ser. Compartilhamos ela com nossos amigos riverplatenses Fede [Federico Munichor, 27] e Joaco [Joaquín Garay, 29], e eles fizeram um roteiro de como contar a história. Montamos o vídeo, colocamos no YouTube e no Facebook, e nada mais.

Impedimento: A ideia de “apagar o futuro’ e não deixar que haja imagens da camiseta tradicional na B é forte e interessante. Ela veio da lembrança fotográfica da queda de outros grandes, ou tem outros motivos?

Lisandro: O conceito de apagar o futuro surgiu de algo tão simples como era não poder apagar o que aconteceu. O passado e o presente já estavam escritos, mas o futuro poderia ser modificado de alguma maneira. Poderíamos fazer algo forte para erguer a voz e demonstrar que não nos resignávamos com o que se passava. E creio que a maneira de dizer isso, usando o termo “apagar o futuro”, é a metáfora mais forte de todo o movimento. É contundente e mobilizante sem deixar de ser muito dura para todos os torcedores, como também é duro o que aconteceu.

Impedimento: Até onde pode chegar o movimento? Vocês acreditam que seria possível o clube realmente mudar as cores para jogar a B?

Lisandro: Acreditamos que chegou até onde poderia chegar. Na Argentina as regras não permitem que os times troquem suas cores. Só podem usar aquelas que os representaram historicamente e, mesmo que o negro sempre tenha sido parte do nosso escudo e de várias camisetas ao longo desses 110 anos, creio que o maior impedimento para que o clube tome a iniciativa seja a polêmica que surgiu ao redor do tema. Se muitíssima gente se somou a nós, para muitos outros o projeto não deixou de ferir o orgulho. Pensamos que é uma ideia que ou se ama ou se odeia, e não tem termos intermediários.

Impedimento: Se a hipótese de trocar as cores se confirmasse, haveria algum arrependimento? Pergunto isso porque há várias interpretações do movimento: uns dizem que é uma piada, outros que por questão de honra deveria se jogar a B com a camiseta de sempre.

Lisandro: Não haveria nenhum arrependimento. Todos amamos a banda rojo sangre que nos cruza o peito, mas o negro é parte de nossas três cores representativas desde sempre, por isso nos agradava para a proposta. Era uma cor nossa e a mais correta para que não ficasse nenhuma imagem da banda roja jogando ao lado das camisetas de clubes da segunda divisão. Os que não estão de acordo, cremos que é porque lhes choca demais não jogar com o vermelho num momento de tanta paixão aflorando ainda mais pela dureza destes dias. É como se todos, cada um a sua maneira, nos sentíssemos mais riverplatenses que nunca. Mas se essa camiseta tivesse aparecido como uma alternativa para certas partidas na A, talvez não tivesse sido tão chocante.

O que nós queríamos era nos manifestarmos. Alçar a voz e propôr essas coisas de torcedores, que dão folclore ao futebol. Era uma forma de devolver um pouco as provocações de todos, dizendo a eles “temos um plano para que nunca tenham o gosto de nos ver na B”. Porque hoje em dia o que não se vê é como se jamais tenha existido. A imagem é muito forte para todos, o que significa que se não há imagem é como se, de alguma maneira, “não tivesse acontecido”. Podia parecer piada pelo momento tão difícil, mas a ideia tem todo um pensamento mais estratégico que emocional. Foi como se por um momento tivéssemos sido mais racionais que emocionais. Como usar um desses recursos que numa batalha todos sabem que está aí, mas ninguém, por orgulho, se anima a usar – até que alguém usa. Sacamos uma arma inesperada, polêmica, mas 100% racional, em prol de um objetivo.

Impedimento: Aqui no Brasil temos pelo menos doze equipes que são chamadas “grandes” e, num campeonato de vinte, é relativamente comum ver esses grandes indo parar na B. Na Argentina, porém, é um acontecimento quando algum dos tradicionais “cinco grandes” cai. O que significa a queda do River para o torcedor argentino?

Lisandro: É ver algo que ninguém pensou que poderia acontecer na vida. É como estar vendo um filme, como nunca deixar de pensar por um segundo que na realidade aquilo não aconteceu, que não pode ser verdade. É uma tristeza tão grande que não deixa de parecer que não está acontecendo. E o mais estranho é que para os torcedores de outras equipes é um pouco assim, também. O futebol inteiro não pode acreditar, não entende. Por sua vez, creio que em todo momento ruim, que nos toca fundo, aparece o sentimento mais do que nunca. Todos os riverplatenses somos hoje em dia um pouco mais riverplatenses. Temos o peito mais inflado e amamos ainda mais o River do que antes desse domingo fatídico.

Impedimento: Lembrando do descenso de outros grandes: o San Lorenzo de 1982 voltou à Primeira com canchas lotadas e partidas históricas, mas o Racing Club de 1984 e 1985 sofreu, jogou dois anos na B, e só subiu com playoffs. Hoje, a passagem do River pela segunda divisão parece mais provável de ser como qual dessas?

Lisandro: Definitivamente canchas lotadas, partidas históricas, mais torcedores, e voltando ao lugar que pertencemos.

Impedimento: Na B não há torcida visitante nos estádios. Um clube que tem a torcida do River pode fazer com que se mude a regra?

Lisandro: Acreditamos firmemente que a história da segunda divisão vai mudar para sempre com a chegada do River, e muitas coisas mudarão junto, entre elas essa questão do público visitante.

Impedimento: Qual ex-jogador do River ainda em atividade vocês gostariam de ver de volta ao clube no momento mais difícil da sua história?

Lisandro: O River foi e é uma cantera de futebolistas inesgotável. Muitos estão esparramados pelos melhores clubes do mundo. Creio que todos os que amam o River em algum lugar do seu coração têm que desejar voltar ao clube, voltar a defender o River e ajudar neste momento. São vários os que gostaríamos de ver de volta: Aimar, Saviola, D’Alessandro, Demichelis… também seria bom ver novamente o time supercampeão de 1996/97, com Enzo [Francescoli] encabeçando.

Impedimento: O Olé publicou uma capa em que dizia que os culpados pela situação atual do clube eram o ex-presidente José María Aguilar e o atual mandatário, Daniel Passarella, com a responsabilidade dividida em 50% a 50%. Essa divisão parece justa?

Lisandro: Nós não pensamos nisso, na verdade. Evidentemente, muitas coisas foram mal feitas, muitos treinadores foram contratados erroneamente, mas ya está, já aconteceu, e buscar culpas agora já não ajuda mais.

Impedimento: O que se diz a um torcedor do Boca hoje?

Lisandro: Nada.

Impedimento: Para finalizarmos com um pouco de poesia: que música argentina parece capaz de explicar o momento que o River vive?

Lisandro: Un tango que en un momento se mezcla com los Redondos de Ricota y explota el aliento de la gente.

Maurício Brum

Publicado em Entrevistas, Nacionais, Pela América. ligação permanente.

56 Respostas a “… pero el futuro se podía cambiar de alguna manera”

  1. Baaaita entrevista.
    Pra mim essa idéia (chupa, nova gramatica) de mudar a cor da faixa é genial. Uma idéia de “meio-termo” seria utilizar a preta com a listra vermelha que o River já vestiu várias vezes (e que eu, particularmente, acho linda)

  2. FERN diz:

    realmente não ha mote pra comparar o que é ser rebaixado no torneio local argentino e perder a categoria no torneio brasileiro…

    então ñ comecem a 5ª classe!!!

    usuahsuashuahsu

  3. Vitor VEC diz:

    Já dizia a mulher do padeiro n’O AUTO DA COMPADECIDA:
    “Bando de frouxo!”
    Barbaridade isso; uma verdadeira afronta.

    Em 1912(ou 1900-e-guaraná-de-rolha) ninguém do River achou ruim jogar a segunda com a sua camisa. Acharam simplesmente ruim JOGAR A B, MAS NUNCA DEFRAUDARAM A CAMISA.

    Esta ideia só diminui aquele que é simplesmente o maior símbolo de qualquer clube, lamentável.

    Que joguem com a do VASCO, oiuytrew

  4. Dan diz:

    Acho fantástico o River Plate se fantasiar de Vasco para disputar a série B. Afinal, o time de lá da Colina nem se ofende mais…

  5. MarcosVP diz:

    Pois eu, como vascaíno, me ofenderia se meu clube, rebaixado, viesse com uma falseta dessa de mudar camisa. Foi rebaixado, amizade, então assuma as consequências e volte dignamente, de cabeça erguida, como homem e não como criança remelenta – tipo essas crianças mimadas tricolores que estouraram champanhe na virada de mesa e caem no ano seguinte, para voltar como convidados. Meu time foi rebaixado, mas voltou campeão e essa vergonha ele não traz em sua camisa.

  6. Leonardo Fleck diz:

    Ridicula esse idéia…

    Estão negando a própria história… Vão ser homens de verdade e encarar a segundona com a camisa normal… Será mais honroso…

  7. Leonardo Fleck diz:

    E se dá uma merda ae e o River fica por lá uns 5 anos sem conseguir subir??

    A camisa de “luto” vira oficial??

    Lamentável essa idéia

  8. LF diz:

    endosso o que disse VEC.
    porra, é muito drama. A camisa do Grêmio foi maculada por cair duas vezes, por acaso?

  9. arbo diz:

    tudo o q mostra essa campanha é q [oi, ironia]
    SI, LA CAMISETA DESCIENDE

  10. dante diz:

    ridículo.

    lamentavelmente ridículo.

  11. FC diz:

    Idéia criativa… mas a tradição pesa.

    Essa coisa de apagar/negar as coisas ruins, me soa coisa beeeeem oportunista. Coisa de quem só quer torcer pelos “títulos” e não pela história ou pela superação.

    Me soa como discurso bambi… “nunca fomos rebaixados” ou “nunca jogamos a série C”

  12. Caio Brandão Costa diz:

    Não seria uma novidade no mundo… pedindo licença para falar de clube europeu aqui: o Besiktas, a terceira força da Turquia, surgiu alvirrubro. Justamente por luto, mas no caso deles, pelas baixas otomanas na Primeira Guerra Mundial, resolveu-se trocar o vermelho pelo negro, prevendo-se que a camisa original seria “reativada” quando os turcos vencessem a guerra…. o que não aconteceu (eram aliados da Alemanha). Com isso, o Besiktas seguiu alvinegro.

    O que foi até bom… nasceu como Bangu, e virou um Botafogo. Não é o mais vitorioso nem o mais popular de lá, mas é um grande. Hehehehehehe

  13. Ailton diz:

    Parece que o curintia tá de luto até hoje.rsrsrs.
    Esta noche tenemos que ganar. vamos colorado!

  14. fino diz:

    tambem acho ridiculo….

    cheguei a passar o link do video como sugestão pro ruque raque e ainda coloquei no email “tipico de argentino orgulhosinho”..

    ora pelotas “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima” gallinada!!!

  15. Junior diz:

    Não achei ridícula a idéia deles. Há argumentos consistentes para os dois lados (PSDB mode: on). O que achei mais interessante nessa história toda é o valor dado à camisa, ao contrário do que fazem os clubes brasileiros, que transformaram suas camisas em mini outdoors. Também peço permissão para falar de um clube europeu: algum tempo atrás quando a Adidas começou a fazer os uniformes do Real Madrid, ela colocou as suas tradicionais três listras (e pretas) no ombro e na manga da camiseta do Real. Isso gerou uma polêmica gigantesca lá, porque seria uma “conspurcação” ao tradicional uniforme 100% branco do Real. Naquele tempo três listras em uma camisa eram uma ofensa! Atualmente os clubes e as seleções só se importam com o dinheiro recebido dos fabricantes. O designer que fez a atual camisa da seleção brasileira deveria ser preso. Como eu não sou torcedor do River, gostaria que eles jogassem com essa camisa com a faixa preta. Seria uma camisa histórica, eu compraria sem dúvida nenhuma, em 10, 20 anos todo colecionador gostaria de ter tal camisa.
    O LF não entende o porquê dos argentinos fazerem todo esse drama com o rebaixamento do River, mas há dois fatores únicos aí:
    1º) os argentinos são dramáticos por natureza, parece que tudo lá precisa ser dramático. Basta observar a vida dos grandes ídolos argentinos e comparar com a dos brasileiros. O cinema argentino é outro bom exemplo. Nenhum país faz “comédias dramáticas” como eles, é o gênero de cinema argentino por excelência.
    2º) nem o mais pessimista dos torcedores do River acreditaria em um rebaixamento do River até bem pouco tempo, era absolutamente inimaginável. É como alguém imaginar Grêmio ou Inter na segundona gaúcha ou Atlético ou Cruzeiro na segundona mineira.

  16. arbo diz:

    e q história é essa de o corinthians pagar bilhões pelo tevez?

  17. fino diz:

    Essa foto que ilustra a campanha… vocês que trataram de borrar as caras dos jogadores ou a imagem original já tava assim?

    eu sei que a pergunta não faz NENHUM SENTIDO, mas achei estranho….

  18. Cícero diz:

    Só falta não quererem usar o escudo também.
    Muito radical a idéia e no notion também. Acho que Galvão Bueno iria achar bonito.

  19. Cícero diz:

    #17
    eles trataram de borrar a imagem. Aquela coisa de “instituição acima de tudo…blablabla”

  20. Caio Brandão Costa diz:

    Li em algum lugar sobre aquele dia em que os peruanos levaram meia dúzia de gols em 1978. Os jogadores teriam aceitado permitir que a Argentina avançasse à final… mas, para não deixar a banda roja peruana ser atingida por aquela vergonha, exigiram usar a segunda camisa, toda vermelha. Se procede, no sé.

    Comentei isso apenas como um outro dado, nada para reforçar (ou não) essa ideia aí do River – da qual, por sinal, achei interessante. Se os diretores aceitarem, implantarem e fizerem um preço camarada, para justamente não parecer oportunismo visando colecionadores, gostarei ainda mais…

  21. Vitor VEC diz:

    junior força a amizade com sua contribuição ESTEREOTIPADA.
    SUDAMERICA EH KITSCH!
    PENSE NISSO

  22. Vitor VEC diz:

    e as primeiras listras do REAL eram PÚRPURAS, tradicional segunda cor do club. O problema foi a INSISTENCIA adidistica em querer faze-las pretas. ai, sim, ficou feio pra adidas e pro real.

  23. Luís diz:

    Fato é que eles arrazoaram bem a iniciativa. Mas acho lamentável.
    A “suspensão” de um dos maiores símbolos de um clube durante o descenso é tipo o Paulo Santana, em 2004, dizendo que o Grêmio tinha que “fechar por 5 anos” e reabrir quando estivesse organizado ou algo assim.
    Mas nada se compara com a prática odiosa de lotear o manto entre patrocinadores. Tenho náusea até hoje de lembrar o “Avanço” no sovaco do Gordo Ronaldo.

  24. douglasceconello diz:

    Se o Inter cair, vou sugerir que joguem com uma camisa tricolor, em azul, preto e branco.

    suadhasuda

    Desculpa, aí. Não resisti.

  25. dante diz:

    usar outra camisa me parece até uma versão ROMANTIZADA de uma “virada de mesa”.

    ridículo sob qualquer aspecto.

    curioso é que não tiveram essa brilhante ideia quando estavam apresentando o futebol que os rebaixou.

  26. douglasceconello diz:

    Outra ideia para o River: jogar com a camisa da seleção peruana. Não seria a camisa do River, mas ninguém notaria.

  27. Vitor VEC diz:

    ‘arrazoaram bem’ é?
    ta brincando? o cara usa das mais malévolas teorias do tipo ‘se ninguem viu entao nao aconteceu’ e simplesmente nao quer ver sua camiseta ser ‘misturada’ junto a ‘chusma’ da B?!!!?
    este plano tem muito mais de totalitario q d qq outra ideia surgida no futebol da ultima decada.

  28. Roger diz:

    Isso é desespero.
    Sei bem o que é isso.
    Qualquer idéia ridícula neguinho já começa a pensar que é uma maravilha e se ilude, como se fosse resolver a situação e apagar o vexame que e para um grande ser rebaixado.

    Esses caras nem pensaram no que estavam fazendo, depois, repercutindo como aconteceu, começaram a justificar o fato com esses discursos furados aí…

  29. Gabriel R. diz:

    hehehe, boa douglas, certo que se um dia o inter cair vão criar essa campanha.

  30. #26 Ceconello: em 2007, depois de Peru 3-0 Uruguai na Copa América, o Olé usou essa comparação de uniformes. O momento do River já não era dos melhores. http://1.bp.blogspot.com/_LHQkYQKTYkE/RoMNMdlyGbI/AAAAAAAAAv4/qFn-rhYSX60/s1600-h/1olecopamerica.jpg

  31. gustavo scherbaty diz:

    “A ideia surgiu no mesmo domingo que descendemos. Estávamos com Claudio [Migliardo, 42 anos] no estádio, e quando íamos caminhando entre a desolação, veio a ideia de que não ficasse registro da passagem do River pela B…”.

    Óbvio que tavam bebaços.

  32. André diz:

    Joguem com essa camisa e assumam o nome Riber.

  33. col diz:

    “Outra ideia para o River: jogar com a camisa da seleção peruana. Não seria a camisa do River, mas ninguém notaria.”

    uahuahauhauhauah

  34. Vitor VEC diz:

    óbvio QUE NAO, 31.
    mesmo q os caras tivessem entrado CALIBRADOS, depois de 3h o efeito já se abranda.

  35. arbo diz:

    huahuahuha sensacionais as ideias do ceco

  36. Junior diz:

    Vocês estão levando a coisa muito a sério. Releiam o que o cara disse:
    “Alçar a voz e propôr essas coisas de torcedores, que dão folclore ao futebol.”
    “Era uma forma de devolver um pouco as provocações de todos, dizendo a eles “temos um plano para que nunca tenham o gosto de nos ver na B”.

  37. arbo diz:

    pois é, o roger resumiu tudo ali no #28

  38. rafael botafoguense diz:

    a camiseta com a banda roja descendeu. e a que vai ascender será essa do vasco. idéia torta.

  39. arbo diz:

    rá, perfeito, rafabota

  40. arbo diz:

    rá, perfeito, rafabota

    39. já passou no ruque-raque, gralha

  41. Luiz Eduardo Kochhann diz:

    Só dar essa ideia já me parece uma grande covardia. A história de um grande clube se constrói na boa e na ruim.

  42. Cícero diz:

    se eles utilizarem essa do Vasco o segundo lugar é …. tá… esquece a piada.

  43. matheus diz:

    que ideia de merda

  44. Parabéns pelo trabalho investigativo.

    Depois de conseguir cair com um regulamento destes, o River deveria jogar com o uniforme coberto de merda.

  45. Trabalho investigativo = entrevista. Impedimento sempre buscando a informação de verdade.

  46. El flaco diz:

    Coisa de cagão.

  47. catarina cristo diz:

    ‘Cês me dão licença? FRESCURA. Frescura muita, não é pouca não.

    Meu time caiu para a quarta divisão, continua lá, vai sair e enquanto isso, os tricolores usam a camisa com um orgulho que dá gosto de ver.

    Entendo que a ideia é valorizar o clube, a história yada yada yada. Mas a história inclui a queda e pelo jeito eles não esperam um retorno glorioso. Futebol inclui derrotas, inclui inclui cair. Se não aguenta perder, não vem jogar. Se qualquer revés lhe faz baixar a cabeça, vc não foi feito pra esse jogo.

    Sinceramente. Mil vezes mais orgulhosa do Santa Cruz e da torcida agora.

  48. Francisco Machado diz:

    #27
    Além de totalitária, acho que é o primeiro caso de REVISIONISMO HISTÓRICO PREVENTIVO,

  49. dante diz:

    “Se não aguenta perder, não vem jogar.”

    meu, CATARINA CRISTO TEM BOLAS, só pode.

    que frase magnífica.

  50. Mateus Campos diz:

    Me limito a ignorar os que, jocosamente, invocam a comparação com o Vasco. O Vasco caiu, fatalidade. Mas nunca se envergonhou de seu fardamento. E enfrentou chuvas e trovoadas na série B sem ter medo de “manchar” a Cruz de Malta. Um Almirante não se envergonha de suas rotas: voltamos consagrados pela massa, jogando com nosso equipamento original imaculado.

    Agora, se o River quiser emprestada a mística da faixa diagonal que conduz a Caravela, é outra história.

  51. Na argentina, sou hincha do River e gostei sim da ideia, mas creio que não vai passar de um movimento de torcida.

  52. Felipe (o catarina) diz:

    Impedimento sempre dando banho, muito massa a entrevista. Mas a ideia dos caras é um lixo. Então joguem com a camisa do Boca, oras.

  53. Marcos SL diz:

    #39

    Sem palavras…

  54. Júnior diz:

    Legal a entrevista. Mas a ideia é ridícula. É negar o orgulho do clube. Tem que encarar a B com a camisa tradicional. Que bobagem!

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