Así se baila
Viemos pelo Mar do Caribe, na barbatana balouçante del Tiburón – aportamos à beira do Guaíba. Na bagagem, o espírito de Valderrama e dois microfones. Que los hijos de Shakira não viriam de tão longe pra simplesmente jogar futebol. Está mais do que retratada na foto acima minha primeira participação na Copa: meias baixas, ergo a Copa que não conquistamos no campo, mas no copo. Godo, o Valderrama tibureño, carrega o MIJO DE SHAKIRA pra não me deixar mentir sozinho. Foram litros de emoção cuja escalada nos levaria ao cume da mendicância que todos sabem ser a sarjeta. E isso já na Primeira Fase! Boicotamos o resto do campeonato chutando penais com desdém. Primeiros eliminados, dois de nossos mais VOCIFEROZES jugadores acomodaram-se na tribuna para transmitir a narração mais mítico-etílica da História, embora de saída já levassem vantagem sobre seus concorrentes profissionais por conhecerem de nome 5% dos atletas. Fino e Paul, pra quem não conhece, nos vocais. Também abrilhantaram aquela inolvidável equipe Bielinski, Vigolo, Choco e Pachalski, o Lenhador de Luvas (onde andará?).
Respeito se leva embaixo do nariz
Aquele 5 de dezembro mudara minha carreira. Deixei a Colômbia e fui atrás de uma paraguaia que galopara sobre meu coração por aqueles dias. Consegui uma ponta no Silvio Pettirossi que, por uma dessas coincidências da vida, só estava aceitando em seus quadros jogadores de honra e fama ilibadas, o que todos sabem ser traduzido fenotipicamente pelo bigode. Assim pilchados, ostentamos e sustentamos a mais pura galhardia de que se tem notícia, na segunda Copa. Era vitória de um a zero ou placar em branco, sem conversa. Saímos, como manda minha sina particular, nos penais, depois de um empate injusto como soem ser os empates, do ponto de vista dos empatados (?). Os invictos convictos volaram com Neni e Beretta na zaga de aço, mais Allan Garcia e Volkart caindo pelas asas, Vini e Maurinho Catalunha fazendo a dianteira. Resguardou nossa CAIXA PRETA o arqueiro Kinho, para-sempre-Gabiru. Nunca mais esquecerei, TOP GUN guarani.
Hincha y relincha*
A terceira Copa também veio a galope. O visionário infante – gênio, que um dia há de reescrever toda esta história com muito mais propriedade – Iuri Mülller, em sua estreia como técnico interino no mundo del fútbol, foi buscar nas suas raízes mais charruas o esquema que ABALARIA as sólidas estruturas da última Copa. Começou a montar o Coraceros Polo Club dentro de casa: num rompante meu-pai-herói chamou Neco Müller, de Santa Maria, para a zaga. Ao lado dele pôs o ginete Nego Fernandes, que largava na frente por ter um cavalo. Adiante, gastou toda sua mesada, digo, economias na contratação de Antenor, que levara a Primeira Copa na bandana, e Bernardo, talvez o goleiro que menos sinta a SOMBRA DE VIZZOTTO, que sobrevoa toda Copa. Pouco sobrou pra contratar Vitor Triska, El Tanque Rudi (que fugira de Brasília com uma Winchester-22 suja de pólvora) e este que vos escreve. Leo “Pegador” Ponso, conhecido por excelente tiro em cancha reta, só veio fechar o time por um desses negócios de ocasião e risco – teria que se reapresentar ao Peñarol na data da final da Copa, mas era muito improvável que chegássemos lá.
Só que haveria azarão nesse turfe. A primeira fase foi toda nossa, a começar por uma estreia encardidíssima contra o Arsenal de Sarandí, favorito nas apostas. Um a zero, como faríamos muitas outras vezes para terminar a Correntina (1ª fase) em primeiro lugar, invictos e sem levarmos um gol sequer. Mais, Bernardo não apenas catou tudo como ainda marcou seu golito, desde sua meta. Não afrouxamos os arreios e assim seguimos até a finalíssima contra os Excursionistas, um amontoado de sotaques com grife (agressão gratuita). Ponso voltava ao Peñarol, chorando por viver na era que ainda é a do capital, e teríamos que arranjar um último fôlego pra GÜENTAR a reta final sem substituições.
O jogo se arrastou como se fosse o último, o dia se espichou como se fosse um sábado, tesoura por tesoura no tapete mágico, e recortatam o ar nossos respiros trôpegos… e um dos jogadores ficou cego – inédito! Aconteceu com Nego Fernandes, nosso zagueiro. Uma bola estourou na quina de sua visão e foi dar lá no zinco da cobertura. Momentos finais de jogo que se interromperam por 5 minutos até acharmos um oftalmo vagando pelas bandas. A volta se foi num piscar, com um arremate meu e defesa louca do Vizzotto. Fim. Zero a zero. Penais. Chuto um no travessão, Bernardo pega um pra gente, Vizzotto pega o consagrador pra eles, batido pelo Nego, ainda com a visão comprometida e a distensão na coxa que acometia todos nós, sobreviventes. Os Exursionistas eram os campeões e nós levávamos pro Uruguai a honra, que não consta em nenhum pacote da CVC.
Um poema de ocasião ganhou a estrada e nos serviu – talvez sempre nos sirva – de farol pelos caminhos que se perdem e que se ganham à vista do horizonte, na cadência da garupa.
CORAZÓN CORACERO
uno-zero y nada más
la hinchada pide el fin
el arquero cerra el Tiempo
uno-zero y nada más
mi corazón coracero relincha,
tropea por quince minutos,
pelea por cada segundo,
latindo como un campeón
pero, ironia del fútbol,
en segundo se queda
zero-zero en la final
ah, mi coracero
si no fuera un penal…
pero los segundos se quedan todos
[una vez más!]
*assim dizia o trapo confeccionado por Rudi
Rômulo Arbo Menna



PORRA, EU TO CHORANDO DE LER ISSO
CHEGA LOGO, 5 DE JUNHO
PROPONHO UMA SEMANA DE SILÊNCIO NO IMPEDIMENTO. Arbo, inteiramente genial. Fez-me lembrar os esforços telefônicos para convencer Juan Pedro Damiani, presidente do Peñarol, a liberar Leo Ponso para aquela final. Como vimos, sobrou apenas a sua ausência – mas o telefonema serviu para garantir MARTINUCCIO e CARLOS VALDEZ [não era para cartão vermelho, Damião. Vai jogar quieto.] para a próxima ImpedCopa.
O gordinho da esquerda agachado parece o RIvarola..
Tinha lido o texto antes de tomar uma ceva. Não havia compreendido nada.
Agora, sim, tudo se entende.
Dia 5 vou lá só pelos BASTIDORES, impossível jogar atualmente. Mas já mandei meus SUBALTERNOS (hshs) trabalharem naquele domingo.
Que momento belo é aquele chamego do Antenor no Iuri. Quase invejei (queria mesmo era o Léo Ponso).
PORRA JUNHO! CHEGA LOGO, CARALHO! Também quero e3xibir toda a minha (falta de) habilidade pelas canchas copeiras da gloriosa Impedcopa.
Eu tenho que contar que participei de ao menos uma edição aos meus netos… rs
Só pra constar que aquele @dberetta ali é um FAKE qualquer.
Deve ser o Prestes.
Sempre é o Prestes.
(ns)
Não era sempre o Dante? hahaha
Agora, sendo eu mesmo, só posso dizer que não me resta fazer nada além de ficar CHORANDO BAIXINHO ao ler todas as linhas sobre o Silvio Pettirossi.
Se fizerem mais posts como esse, não sei se todos resistiremos.
:~~~~~~~~~~
Já escrevi meu nome na Copa. Agora posso viver em JESUS (de trigo).
E aquela final em zero foi fueda. Excursionistas MUERTO em campo, levamos para os penales.
Que texto sensacional “seu” Arbo.
Sorte na copa. Acompanharei pelas transmissoes online.
Ainda acordo no meio da madrugada, depois de ter pesadelos com aquele golaço do Arbo que eliminou o Huachipato nas semis.
Impedcopa forma caráter.
S E N S A C I O N A L ARBO.
MINHA JAQUETA CORACERA ESTÁ EMOLDURADA É UM TROFÉU.
Foda!
chorei
mendicancia loca
vou descer a nonoai dentro de um carrinho de supermercado, puxado pelo pitoco, manolo y banzai, my dogs
Que lindeza, Arbo. ImpedCopa é um UNIVERSO à parte. Desde que definimos a data já SONHEI umas cinco vezes a respeito.
E o diabo é que muito provavelmente eu nem vá poder jogar. Se acontecer, terei encerrado minha carreira por cima (ns).
Joguei a primeira. Juan Aurich ficou no quase. Minha unica alegria é poder dizer que o penalti que bati, no qual Vizzotto era o goleiro, guardei. Mas no fim, perdemos. Honrado de ter jogado na companhia do Cassol. Damião é um Rocker com grife.
Deixo claro que o orgulho pelo penalti acertado se deve ao triunfo frente a um MITO.
A derrota da qual não se pode não se orgulhar.
HINCHA Y RELINCHA, CORACEROS!
MARAVILHOSO NADA COMO SER CORACERO, MINHA CAMISA ESTÁ ETERNIZADA. PARABÉNS ARBO.
VEJAM O douglasceconello
http://wp.kzuka.com.br/blogtricolor/2011/04/30/respirando-gre-nal/?topo=52,1,1,,179,2
Os Impedimentista já conhecem, mais vale a pena ler e se emocionar novamente.
Arbo, GENIAL e genioso!!!
Lendo o texto, senti nos dedos as duas defesas MAGISTRALMENTES narradas!!
Choro e aguardo ansiosamente mais uma edição desse evento que deveria ser obrigatório a todos que pretendem alcançar o patamar de HOMEM!!
Carlos Alberto pode ter a Chamions League (Demonhão) o Mundial tatuado nas costas, mas ele foi expulso dessas banda por se achar grande demais, nãoter ganho e nem tatuado la IMPEDCOPA.
QUE ZAGA DE MERDA NÃO SE FAZ MAIS ZAGUEIROS COMO ANTIGAMENTE
NINGUEM DEU UMA CHEGADINHA PRA TIRAR O 9 DELES QUE JÁ TAVA A MEIO PAU E VIRAM AINDA ELE ZOAR NOS PENALTIS
A pequenez dos dirigentes da Dupla me assusta. Não vem de hoje, mas não me acostumo…
#24
Neco falou tudo. E ainda joga muito mais que o Rodolfo na zaga (muito sério).
O pós jogo foi inacreditavel mesmo.
O milagre libertadores cresceu hj. Gremio varzeano, achei q Renato iria começar sua sobrevida hj, mas me enganei.
Borges é uma ótima moeda de troca, ta na hora de usar. Kbo para ele.
Carlos Alberto foi expulso de uma noite ontem. Da Wish. Hashashsahhas. Ele sendo levado por dois armários. Na hora pensei: “vai negão, agora imita o Kidiabá, imita”. hashsahashash.
Ps: Filho do bolívar levantou mais taças que o Gremio, em seu período de comparecimento no pódio. hashsahsahsahash
“os Excursionistas, um amontoado de sotaques com grife”
(uma semana rindo sozinho)
Choro todos os dias.
Ceará campeão cearense e campeão carioca 2011.