“Por que trouxe para a minha casa a sede do Gaúcho? Por que assumi a equipe na situação mais complicada da história? Por que abri mão da minha vida familiar, do sono e da tranquilidade? Tudo por causa daquele chute do Bebeto. O Wolmar Salton estava lotado, a partida era contra o Grêmio, que até ali ganhava. Até que o Serginho escapou pela direita e cruzou para a meia-lua, onde estava o Bebeto. Ele pegou de canhota e empatou o jogo. O estádio inteiro fez um instante de silêncio. Nunca vou esquecer do som da bola batendo na rede. É por essa lembrança que eu faço de tudo pelo Gaúcho.”
O diabo não nos deixou nem o pão
Quando Gilmar Rosso entrou na sala do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, para recolocar o Sport Club Gaúcho de Passo Fundo na lista de participantes da Segundona de 2010, não imaginava que seria recebido com tamanha indiferença. Trazia consigo uma penca de questionamentos e uma pretensão. Mas o Novelletto das agendas lotadas não tinha tempo para as dúvidas do presidente do Gaúcho. Limitava-se a recusar a inscrição do clube passo-fundense: sem um campo próprio para atuar desde 2007, o time não apresentava qualquer garantia para a FGF de que se manteria até o final do certame.
“Estou tentando não deixar morrer noventa e um anos de história. Se você não quiser me ajudar, paciência, mas eu vou até pela via judicial para botar o Gaúcho em campo”. Novelletto respondeu prontamente, com um prazo curto: “o Gaúcho tem uma semana para arranjar um estádio”. Aproveitando o encontro, Rosso tentou discutir sobre o futuro do interior – mas compromissos mais importantes aguardavam o mandatário do futebol gaúcho. Sem dar conversa, o presidente da Federação se dirigiu à saída da sala e apenas frisou o que dissera anteriormente: “vocês têm uma semana para conseguir um estádio para jogar”.
Como se fugisse de um grande desastre em direção às montanhas, o Gaúcho montou a sua barraca de lona preta no Estádio Municipal de Marau, a quarenta quilômetros de Passo Fundo. Foi um recomeço integral: longe de uma casa que não era mais sua, o Gaúcho não cobrava ingresso, embora uma caixinha de doações passasse pelas mãos dos torcedores dispostos a colaborar com o clube. No mesmo molde de solidariedade, o médico e o preparador físico chegaram a se plantar atrás do gol e atuar como gandulas. “Por mais difícil que tenha sido, me emocionei com aquela cena. Era um médico renomado e um professor universitário de coletes, repondo a bola para o goleiro do Gaúcho”.
A ida para Marau tem uma causa antiga. Há quinze anos, um acidente nas piscinas do Wolmar Salton deixou um garoto tetraplégico e dependente de um caro tratamento. O clube deveria pagar uma pensão ao menino e, de acordo com o advogado da família, não teria cumprido com os valores determinados. Em 2007, poucos meses depois do rebaixamento do Gaúcho para a Segundona, o patrimônio físico do time foi à leilão e acabou arrematado pelo próprio advogado, em nome da família do garoto. Na época, pretendia-se negociar com uma rede de supermercados a venda de toda a área. A ação que impediu o provável fim do estádio foi o tombamento do Wolmar Salton, feito pela prefeitura de forma providencial.
Desde então, o caso tramita na justiça sem que haja acordo entre o clube e o advogado. O próprio Gilmar Rosso, que também é empresário e professor universitário, tentou negociar o aluguel do estádio para as partidas do Gaúcho na Segundona. Em contrapartida, zelaria pela conservação da área, proposta que foi negada pelos atuais detentores do terreno. Hoje o Wolmar Salton é uma floresta com duas goleiras fincadas. Não fossem as metas, nada indicaria que aquele pedaço foi, um dia, um campo de futebol profissional. Com exceção das cadeiras do pavilhão social, tudo foi roubado por vândalos – e o local passou a ser usado como abrigo por sem-tetos e visitado por dependentes químicos. Os estragos resultaram em um estádio com todas as aberturas lacradas e inteiramente entregue às intempéries do destino.
A desolação da velha cancha do bairro Boqueirão faz com que o espírito de um antigo ponteiro-direito se encha de tristeza quando recorda os dias vividos lá dentro. Meca, de 72 anos, preenche algumas das fotos mais famosas da história do Gaúcho. Numa do fim dos anos sessenta, quando o Gaúcho já se fazia presente na primeira divisão, Meca é o segundo agachado, embaixo dos irmãos João e Daison Pontes. O ex-ponteiro, hoje transformado em fixo no futebol de salão dos fins de semana, guarda em sua casa um material que conta uma parte valiosa do futebol da cidade. Desde seu início pelo extinto 14 de Julho, ao acesso com o Gaúcho e as temporadas na elite, há registros fotográficos e uma enorme lista com todas as partidas disputadas pelo jogador.
Américo de Oliveira é amigo pessoal de Daison Pontes, com quem fazia tradicional dupla no carteado. “‘Eu só jogo se for com o Meca’. O Daison brigava mesmo com todo mundo, menos comigo”, contou, imitando a voz rouca do histórico zagueiro. E para Américo, não havia nada de absurdo na virilidade que deu fama a Daison por todo o estado: “ele jogava atrás, queriam o quê?”. Naquele mesmo retrato, ao lado direito de Meca, aparece o já falecido Bebeto, o Canhão da Serra, lembrado por ele com saudade: “ele chutava tudo, até toco. Tanto que às vezes aparecia com o pé machucado para treinar”. Hoje viúvo e morando sozinho nos fundos da casa de uma das filhas, Meca não acompanha mais o futebol local. Das coisas do seu tempo, porém, tem inúmeras fontes para consultar o que a memória levou para sempre.
Se naqueles anos sessenta se dizia que sobreviver ao Wolmar Salton era necessário para formar o campeão gaúcho, na atualidade faltam um campo e uma equipe a temer. Com oficiais de justiça batendo à porta com cobranças, o presidente Gilmar Rosso fez de um escritório em sua casa a sede transitória do Gaúcho que, em 2011, vai atuar no Vermelhão da Serra, do seu rival-moderno Passo Fundo. Na apressada reunião da FGF que definiu o novo regulamento da Segundona em trinta minutos, a única voz a propor alguma alteração foi a de Rosso – que pediu na sua chave o Atlético de Carazinho, distante apenas quarenta quilômetros de Passo Fundo, no lugar que era do Riograndense de Santa Maria, situada a quase trezentos. A troca foi pedida não só pela diferença de nível técnico entre as equipes, mas para evitar os gastos de uma viagem longa, que em 2010 custou ao Gaúcho cerca de quatro mil reais.
Quando o inverno apertar no sul, é possível que o Gaúcho nem esteja mais vivo na Segundona. A lógica, a folha de pagamentos de doze mil reais e a inexistente estrutura do clube indicam que o limite pode ser a primeira fase. Com teto salarial em seiscentos reais, o clube explicita que não tem pretensão – e hoje não faz questão – de subir. Seguir na segunda divisão já valeria o ano. A questão é manter o Gaúcho vivo: “torcida você não faz da noite para o dia. Torcida se cria com os anos. Com o pai, com o avô, com o bisavô. Com filhos. E não com dinheiro”, crê Rosso. No portão do Wolmar Salton, os novos donos pintaram um agressivo “PROPRIEDADE PARTICULAR, NÃO ENTRE”, que deve massacrar o coração dos mais antigos. Ao lado, nas paredes externas, um torcedor respondeu, gritando com tinta: “O GAÚCHO JAMAIS MORRE”.
Iuri Müller e Maurício Brum







Báh.
BÁH.
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Bah, ninguém da minha família torce pro Gaúcho…
Grande série!
E o fdp do Noveletto sendo bajulado à exaustão pela equipe de “jornalistas” da RBS… Se bem que o empresariado do interior, vou te contar, não é capaz de dar uma forcinha que seja. Mas para campanhas de Yedas e Tarsos eles têm dinheiro…
BAH, esse final foi de apertar o coração
Pessoal, parabéns pela reportagem. Muito bem escrita, com sensibilidade e senso jornalístico. Há muito não lia nada parecido na mídia esportiva. Valeu.
Nem vou mais elogiar as matérias do Casal 20! É muita tecla, esses dois são dimooois.
Chorei.
Parabéns aos dois. É só o que dá para dizer.
que texto lindo, puta merda.
nem gosto do gaúcho, tenho várias RUSGAS, mas fiquei com uma dor no coração mesmo assim. o interior segue vivo.
Porque não jogar no Vermelhão da Serra temporariamente ao invés de passar a caixinha em Marau?
Rivalidade com o Passo Fundo? Acho que não, neste momento não.
Massa o texto. Escrever antes da memória morrer.
O brasão deles obviamente remete ao do Ju. Se alguém souber relação seria tri.
Bah.
JESUS.
Que obra.
Obrigado, Iuri e Maurício.
Os textos e fotos desta série são fodidos de tão bons! Continuem com o excelente trabalho…
Bah, sem nada a acrescentar. Demais gurizada.
Emocionante.
Encheu meu olho d’água.
Que texto absurdo de bom!
Chorei. Vou divulgar no meu blog
Bah, sem nada a acrescentar. Demais gurizada. (2)
peguem tudo isso aí e façam uma revista rápido
[fácil falar]
parabéns, novamente
Que texto, meus senhores. Que texto.
Fiquei com uma panela de CUSCUZ entalada na minha garganta.
Baita texto! parabens!! que historia!
—————————
Sobre BOLAÑOS
http://www.eluniverso.com/2011/02/08/1/1372/edgardo-bauza-esta-preocupado-transfer-luis-bolanos.html?p=1371&m=100
Bah, não tenho nem como agradecer direito por esses elogios. A verdade é que, provavelmente, foi o texto que eu mais gostei de escrever. A viagem valeu muito a pena, tivemos a sorte de encontrar todo mundo em um domingo. Tenho certeza que a série de reportagens segue.
Sobre o Gaúcho ter jogado em Marau e não no Vermelhão em 2010, isso se deu pela recusa do Passo Fundo em ceder o campo.
Saludos imensos e emocionados.
Depois do final perfeito, uma arrepiada salva de palmas:
CLAP, CLAP,. CLAP!!!
CHOREI. Demoramos pra pegar em armas e tomar a Conmebol, a CBF e as federações estaduais e fazer os campeonatos do nosso jeito, com os times de verdade, que tenham HISTÓRIA.
“Por mais difícil que tenha sido, me emocionei com aquela cena. Era um médico renomado e um professor universitário de coletes, repondo a bola para o goleiro do Gaúcho”.
lembrou o dia em que vi um professor da UFSC, diretor de um dos maiores centros da universidade, atuando como roupeiro de um time amador do meu bairro. Futebol correndo nas veias é isso.
Lembro de amistosos do Gaúcho contra o meu Inter de Lages, igualmente no limbo. E os torcedores mais antigos do Inter, dizem que o melhor jogo que já aconteceu em Lages foi esse aqui:
Internacional 5×4 Gaúcho (Passo Fundo)
25 de agosto de 1963 – Amistoso
Estádio Municipal Vidal Ramos Júnior – Lages
Infelizmente não tenho as escalações. Ainda nãio perdi a esperança de ter o Inter de volta, e aqui de longe torço pelo Gaúcho. Não morreremos!
existe prêmio Esso para blogs?
Bah.
Sensacional.
Só me dá mais raiva do Gauchão atual e da babação de novo no noveletto…
Pulei muito o muro do Wolmar Salton para torcer e empurrar o Periquito, tempo de piás, junto com a gurizada da vila Santa Maria. Estava lá naquele gol do Bebeto e também ainda esta na minha memoria, e até hoje o meu primeiro time é Gaucho de Passo Fundo embora viva em Sta Maria, onde torço para outro Periquito o Riograndese, que é quase um clone do Gaucho.
bah, é uma pena mesmo…
Mas a falta de apoio ocorre pq alguns tiraram muita vantagem (diz a lenda)….
O Rosso é uma grande figura!
Sou de Passo Fundo, embora nunca tenha me envolvido com o futebol da cidade, me emocionei com o texto e com a grandeza desse clube, não sabia disso tudo.
Parabéns gurizada, a reportagem foi bacana, é triste ver clubes de tradição morrendo assim. Na minha cidade natal, Taquara/RS, o Sport Clube Taquarense teve um problema com um ex funcionário, por causa de dívidas trabalhistas o estádio quase foi a leilão, mas graças à mobilização da população, e ao meu primo que era presidente na época, usando de muita criatividade conseguiu arrecadar a grana e pagar o tal funcionário. Torço muito para que o atual presidente tenha sucesso e consiga manter o Gaúcho vivo. Abraço
Bha, de encher o olho d’água no meio da tarde fudida de trampo.
Ducaralho.
PQP. Coisa linda esse texto. Saudacoes.
Os clubes do interior tinham que se reunir pra tirar o Noveletto. Empalar ele. Sei lá. Mas não vou falar mais sobre isso em respeito ao texto. Que cousa bonita, rapaz!
O Gaúcho, que nada tem e insiste em apenas existir, é um remanescente de uma filosofia de preservar a tradição e evitar que o interior do RS se torne algo triste como São Paulo e seus infinitos clubes de empresário sem história. O problema é saber até quando eles e os demais serão capazes de resistir.
Clubes históricos assim não poderiam ser abandonados à sorte. Como nos disse o Gilmar Rosso, “muito do que Grêmio e Inter falam hoje para o resto do Brasil sobre jogar com raça, eles aprenderam aqui contra o Gaúcho”. Infelizmente, o que vale para o Gaúcho também vale para a enorme maioria dos interioranos – de uma forma ou de outra, foram usados por dirigentes no passado, se quebraram e, agora que tentam se reerguer de forma séria, não têm condições de questionar nada feito pela FGF, aceitando migalhas como se fossem grandes coisas.
No mais, deixo agradecimentos exaltados por todos os elogios. Seguiremos com a PEREGRINAÇÃO da série.
I brabo do futevol hj em dia é que esta sendo consumido pelos time-empresa,isso tah degradando o futebol eo deixando muito artificial..parabens pela materia!
O futebol do interior está fadado ao caixão! O que adianta manter times que não ganham nada? O que adianta manter estruturas que só servem para dar prejuízo? Só não vê isso quem não quer… futebol se mantém com dinheiro, título e torcida e os times do interior não possuem nenhum dos três atributos
Fodástico o texto, como diria o RB.
Parabéns mais uma vez à dupla.
Nessa série até os comentários são diferentes.
Que belezura!!
Sem maiores comentários senhores. Um texto excepcional. Para um bom leitor, é literário. Para um jornalista, é informativo. Para um desportista, é emocionante. Antigamente se falava que um bom escritor era aquele capaz de misturar uma lágrima no tinteiro de sua pena. Talvez a analogia não seja a melhor, mas vale resgatar. Parabéns.
Parabéns, ótima reportagem.
Espero que a FGF olhe mais para interior, reclamam que impresa nacional só olha para Rio-SP, mas a gaucha por sua vez, só para POA-Cxs.
o SCG é um clube de grande história, e clube do coração de outro grande gaúcho do futebol, nosso Felipão.
clicrbs linkando o impedimento…
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2011/02/08/gaucho-de-passo-fundo-o-retrato-de-um-lutador-agonizante/?topo=2,1,1,,,2
. A questão é manter o Gaúcho vivo: “torcida você não faz da noite para o dia. Torcida se cria com os anos. Com o pai, com o avô, com o bisavô. Com filhos. E não com dinheiro”, crê Rosso. No portão do Wolmar Salton, os novos donos pintaram um agressivo “PROPRIEDADE PARTICULAR, NÃO ENTRE”, que deve massacrar o coração dos mais antigos. Ao lado, nas paredes externas, um torcedor respondeu, gritando com tinta: “O GAÚCHO JAMAIS MORRE”.
QUE conclusao do texto. Um golaço poético
AUHAUHAUHAUHA
bolha, vê por outro lado, tu não sabe o q é futebol
“A questão é manter o Gaúcho vivo: “torcida você não faz da noite para o dia. Torcida se cria com os anos. Com o pai, com o avô, com o bisavô. Com filhos. E não com dinheiro”, crê Rosso. No portão do Wolmar Salton, os novos donos pintaram um agressivo “PROPRIEDADE PARTICULAR, NÃO ENTRE”, que deve massacrar o coração dos mais antigos. Ao lado, nas paredes externas, um torcedor respondeu, gritando com tinta: “O GAÚCHO JAMAIS MORRE”.
QUE TEXTO!
QUE CONCLUSÃO!
Parabéns aos autores!
É uma pena ver o futebol do interior delfinhando aos poucos.
Acompanhei tempo atrás o pessoal tentando erguer o Guarany de Garibaldi…
Não é mole, mas eu tenho fé.
O FUTEBOL É DO POVO!
Excelente! De novo.
Mil perdões ao Gaúcho, mas esse tombamento foi ABSURDO. Melhor destombar, deixar o advogado vender o terreno (para que deixe de ser abrigo de drogados), e recomeçar noutro lugar mesmo…
O atual estado do Salton é apenas triste. Melhor desligar os aparelhos do estádio…
Lembro o ano 1966, eu com 10 anos vibrando com o Gaucho subindo pela 1ª vez para a primeira divisão. O resultado foi 5X0 no tempo normal e 1×0 na prorrogação, uma chuva torrencial na cidade. Lembro de alguns jogadores da decisão: Nadir, Machado, Amancio, Daison Pontes e Maneca, Raul e Gitinha, o grande Meca, o restante do ataque não consigo lembrar. É de emocionar o texto, meus parabéns.
Parabéns aos autores e aqueles que tentam manter viva a alma do futebol de Passo Fundo.
“Noveletto = O REINVENTOR do Gauchão”
Piada, enquanto (não me canso de repetir) Porto Alegre x São Luiz levou 7 PAGANTES ao A$$I$$ÃO.
Desculpem-me, agora fui conferir e vi que não foram 7 pagantes, foram 61… renda sensacional de R$ 550,00
http://www.fgf.com.br/admin_phps-htmls/imagens/borderos/1342.jpg
Gauchão 2011 = SUUUUUUCEEEEEESSOOOOOOO
Grande, caras. Bom ler gente alfabetizada vagando pelo mundo.
Aliás, lembrei que estive no mesmo estádio anos atrás. Sem a intenção, a emoção e o brilhantismo de vocês.
http://impedimento.wordpress.com/2008/05/29/billy-idol/
Concedo a medalha Strogonoff Hoch ao Iuri e Maurício.
A FGF (Federação GRENAL de Futebol) só se importa com os times da Capital e o resto que se exploda, não é praticamente nada… Triste ler essa história mas fico feliz que ainda existam pessoas que lutam pelo nosso futebol gaúcho. Me emocionei com o texto e digo que não desistam, lutem e apoiem o Gaúcho. O Bebeto jogou no meu Caxias e foi um grande jogador, até hoje lembrado por toda a torcida! Força Gaúcho, Força Futebol do Interior! Abaixo dupla grenal e imprensa de Poa! Saudaçoes Grenás!
Blogo do Ledio: http://sportv.globo.com/platb/lediocarmona/2011/02/08/o-gaucho-jamais-morre/
PARABÉNS GURIZADA !!!!!
“ENQUANTO EXISTIR FUTEBOL, EXISTIRÁ O SPORT CLUB GAÚCHO”
Que resenha.
Parabens pela materia pessoal. O Gauho é eterno sendo um orgulho para o estado do RS, Chiquinho Noveleto mais uma vez mostra sua arrogancia, prepotencia, incopetencia, vai terminar com o futebol do interior.
Ala pucha tchê, baita texto, parabéns gurizada pela reportagem é de arrepiar, morei 11 anos em Passo Fundo e nem sonhava com uma história como esta.
E o “nobre” advogado que arrematou a alma do povo passo fundense que pelo menos conserve o local que já foi um templo do futebol gaúcho.
Parabéns de novo, é por homens como vocês que ainda tenho esperança de os meus filhos um dia viverem num país mais humano e justo.
Abraço.
bah tchê, ja olhei jogo até em abu dhabi, mas lembro de qunado sai de ijui para ver gaúcho e inter no wolmar salton, chovia mt e a peleia foi bonita, estádio cheio e futebol de verdade, gauchão de verdade, se o campo era ruim, era para os dois e a história ganhava mais um capitulo, volta gaúcho!
em tempo, sou de ijui, porém ja não moro mais na querência, mas há um tempo atrás tentaram arrematar o 19 de outubro(estádio do são luiz de ijui) tbm por ações trabalhistas, não conseguiram e hoje ele é o único da região na série A, pensem vcs que uma igreja universal queira comprar o lugar para fazer um megatemplo, lembro da promessa que fiz naquela época, se transformasse em igreja para pedir dinheiro todo dia eu ia passar com um bodoque e quebraria as vidraças, e continua valendo, viu pastor!
kleber sócio colorado, muito bonito o que vc escreveste. espero que além de ser sócio do Inter tmb sejas do São Luiz, assim ajuda o time da sua cidade e consequentemente o nosso futebol do interior que agoniza, como exemplo no Gaúcho de Passo Fundo.
É triste um público desses num jogo de Gauchão, mas não se pode negar que o Porto Alegre está ali por méritos. Bem ou mal, sem tradição, mas com gestão, do criticado Assis e família.
Sem contar que movimenta aquela região da capital, mais afastada, às vezes esquecida. Eu sei que não foi uma crítica ao Porto Alegre, mas acho que se martela muito nessa tecla do time de empresário, o que, bem ou mal, também movimenta o futebol. O justo seria o empresariado, ou empresários de futebol, não destruírem a tradição, mas ajudarem a reconstruí-la.
#60
Cresci em Ijuí, dentro do 19 de Outubro, e lembro dessa época em que o estádio quase foi perdido. Em Passo Fundo ao menos restou o Vermelhão da Serra, mas, se em Ijuí o São Luiz perdesse o seu estádio, ficaria praticamente banido da cidade – já que o estádio da Montanha está completamente sem condições de receber um jogo profissional há pelo menos 30 anos. Só a possibilidade de perder a cancha que me fez amar o futebol já me deixava desesperado. Imagino o ódio que deve se apoderar de cada torcedor do Gaúcho diante daquela mensagem no portão do Wolmar Salton, hoje.
A propósito, sobre o São Luiz: neste Gauchão cada vez mais metropolitano, Ijuí é atualmente a cidade mais distante de Porto Alegre com time na primeira divisão (e perigando cair). E não chega a quatrocentos quilômetros de distância da capital. Isso diz muito sobre o sumiço do interior (e o propósito desta série).
Melhor texto já publicado no Impedimento.
Parabéns, parabéns, parabéns!
Parabéns aos dois, são monstros.
bah, mto joguei no campo do gaucho por campeonatos municipais na época do colégio. A tempo me mudei da cidade e ao ver essa foto fiquei chocado com o q aconteceu com o estádio.
Antes do ocorrido na piscina do clube, cabe levantar os danos causados ao clube nas ultimas adminstrações do gaucho nos anos 2000.
A relação Semeato/Gaúcho, diretores da empresa agenciando jogadores, desvio de dinheiro e outras coisas mais. O que parece é q teve mta sujeira nessa história e quem se ferrou foi o clube
Texto ja esta circulando pelo passinho…
Tomara que gere alguma coisa…
O sancho falou uma verdade… Estadio ja era, enquanto se continuar este debate o gaucho nao vai sair do chao…
A um tempo atras tentaram resolver a situacao… Area mais afastada do centro, etc… Dirigentes foram contra!
Estes mesmo dirigentes nao comparecem aos jogos em marau…
OLHA SENSACIONAL o texto.
INDESCRITÍVEL, quase chorei lembrando do meu time. Ganhou tanta repercussão que foi parar no blog do Lédio Carmona (o melhor comentarista do Brasil para mim hoje), no Globo.com.
Sou um dos muitos torcedores do glorios PERIQUITO (apelido do nosso time). Além de torcedor sou um dos moderadores da comunidade do clube no orkut que segue viva apesar dos pesares, com sua torcida sempre fiel atrás de novidades sobre o time.
Como bem disse o abnegado do nosso presidente, Gilmar Rosso, aprendi a torcer pelo Gaúcho com meu pai, fervoroso torcedor que me levou pela 1ª vez a um campo de futebol quando eu devia ter não mais que 6 anos de idade, no velho, acanhado, mas aconchegando Wolmar Salton, o mesmo que pena com o descaso do poder público e dos atuais “proprietários”, conforme a foto relata. Lembro que nessa época nosso estádio ainda tinha arquibancadas de madeira, que mais tarde foram trocadas por concreto com estrutura dos antigos trilhos do trem da cidade a sustentar.
Hoje cada vez que passo pela frente do estádio sinto uma dor no peito. Será que um dia meu Gaúcho voltará a sua casa e voltarei a ver as velhas (nem tão velhas pois tenho apenas 29 anos) tardes de domingo no Wolmar Salton, popular Montanha.
Hoje vejo muitos cronistas defendendo os fins dos estaduais, mas os clubes, as comunidades e cidades do interior, vivem futebolisticamente graças a eles. Espera-se 1 ano inteiro para ver os times grandes desfilarem seus craques no campo velho e esburacado de seus estádios. Se os estaduais morrerem, o futebol do interior morrerá. Se meu Gaúcho morrer, morrerá uma parte do meu gosto pelo futebol.
Espero que esse post teu sensibilize os mandatários do futebol aqui no RS, e porque não o poder público da minha cidade, para o bem do futebol, um clube quase centenário, de tanta tradição e glórias não pode morrer.
Saudações PERIQUITAS
AVANTE MEU CLUBE ALVIVERDE O MAIS QUERIDO DA CIDADE
Sancho e #67
a insistência na briga é porque o Gaúcho tem esperança em recuperar a área do estádio, já que considera irregulares os artifícios usados no leilão. E mesmo que no fim das contas o Wolmar Salton estivesse mesmo condenado e fosse demolido – e o clube acabasse indo para outro lugar -, recuperar o terreno significaria poder vendê-lo pelo valor real dele (talvez até oito vezes mais do que o cerca de 1 milhão que foi pago no leilão), uma quantia suficiente para saldar essas dívidas com o guri e tentar recomeçar num novo estádio. Hoje o Gaúcho tem contas por pagar na ordem de 3 a 4 milhões de reais e nenhum patrimônio material.
‘Não deixar a coisa morrer’ é uma daquelas frases que, se paramos para pensar até onde o significado alcança, desatamos a chorar. Tenho as minhas lembranças da Baixada de Santa Maria que, volta e meia, quando me distraio de tudo, me pego relembrando e transformando em fantasia. Pensar que a parte mais sincera e PURA do futebol pode, com os anos, decair até deixar de existir acabaria com o sentido de toda a coisa. Eu gosto e seguirei assistindo às grandes partidas, a primeira divisão, a Copa do Mundo – mas, ao menos pra mim, é no interior que as situações chegam a emocionar de verdade.
o mais interessante nessa série é que não se lê nada parecido na mídia em geral, talvez pelas pautas, pressão de notícia, enfim. não sou do ramo para saber o que acontece nas redações, mas desde já lanço o manifesto “vida longa ao Impedimento, independente”.
nao me vem com frescurinha, ô gagarin… voces não vão derrubar o poder por aqui
to de olho hein
#69
Pelo que me consta, vao conseguir reverter alguns valores judicialmente, todavia a divida com o rapaz se manteria… Aliaa, este mesmo local ja foi leiloado anteriormente.
O problema eh que a situacao vai continuar da mesma forma! Nao a apoio. Fato!
Vocês viram que esse texto está no blog do Lédio Carmona?
http://sportv.globo.com/platb/lediocarmona/2011/02/08/o-gaucho-jamais-morre/
Abraço,
Sanchotene
Sobre a Federação, claro, é impressionante como ela AGE contrária aos interesses do futebol gaúcho. Num estado com mais de 500 municípios e mais de 10.000.000 de habitantes, deveria haver, no mínimo, 100 clubes profissionais. Portugal, com população semelhante, tem 127 (distribuidos em 4 divisões)!
Sanchotene
Engraçado, Sanchotene. Por um lado, que bom que o texto está sendo divulgado num blog importante; por outro, não podemos nos esquecer que a Sportv é parte da Globo, ou seja, defende com unhas e dentes esse sistema feudal que reina no fodebol tupiniquim. Se tu me achares uma criticazinha que seja ao Ricardo Teixeira vinda dessa turma, poste aqui. Todos ficaremos surpresos.
re 76
Os colunistas são independentes. Mas o próprio Lédio daqui um pouco mais defenderá o modelo centralizador atual. Eu acredito piamente que esse tipo de gente não tem noção da contradição desse posicionamento…
Sanchotene
Vem cá, o Passo Fundo não cedeu o Vermelhão ao Gaúcho por quê?
Abraço.
Retiro o que eu disse. Foi cedido. Está perdido no meio do texto. Nada como o sistema de busca…
Sanchotene
A situação do glorioso S.C Gaúcho chegou a tal ponto que hoje à tarde o time fará amistoso utiizando o campo da Universidade de Passo Fundo. AVANTE GAÚCHO!!!!
6. Prestes | 08/02/2011 às 13:24
Nem vou mais elogiar as matérias do Casal 20! É muita tecla, esses dois são dimooois.
huhuhuhuhu
no mais, pensoquando vejo estasfotos de estadios com arquibandcadas de um só lado masque aindaparecenter arquitetura moderna e algumas até futurista, as pessoas que fizera estas pensaram na maioriaisto a30, 40 ou 50 anos atras que hoje os aneis estaria fechadose os clubes com grandes estruturas,mas nomeio docaminho da maioria apareceu um dirigente/presidente que não pensava no futuro do clubee sim no de sua conta bancaria, e depis passava a dica para o sucessor acabando com timesque poderiam ser muitobons hoje, o RS poderiaser uma potencia futebolistica se metade destes tipos de estadios tivessem tido um linha sucessoriade pessoas que pensassem no futuro dofutebole não em botar sosios para piscina somente no verão.
PODE SERUMA GRnde bobagem oque falei, ou mesmo apenas sem pertinencia, maseu falo oque minha mente pensa quandoestimulada por uma visão externa, no caso estasseries.
TD
frança 2×0 brazil
roth na seleção djá
ROTH NA SELEÇÃO DJÁ [2]
apoio fortemente essa idéia
Lembro, na minha adolecencia, quando os jogos do meu Grêmio só eram transmitidos via rádio, dos estádios que eram referencia no interior, Vermelhão da Serra, Aldo da Puzzo, Estrela Dalva, Cristo Rei do Aimoré, Wolmar Salton, entre outros, muito massa, lembro de um jogaço importante do Grêmio em Vacaria em 1987, invernão nos pampas, a gente debaixo das cobertas escutando desde 10 da manhã os comentários dos jogos, saudades desta época.
Sensacional, quase chorei. Sério.
que baita troço, puta merda.
Grande texto.
Morei 4 anos em erechim quando criança e tinha uma certa rivalidade com os times de Passo fundo.
Agora, só a falta de apoio não justifica. Falta também planejamento e investimento das pessoas da cidade. Olhem o exemplo do Ypiranga que esteve bem mal das pernas e ao que parece se reestruturou.
Força ao gaucho.
Pô.. não tem nem o que dizer após uma matéria exclente como essa..
está aí a essência do futebol gaudério, sobrevivendo através da verdadeira paixão, hoje tão distante dos ditos “grandes” desse Estado
Ao Iuri e Maurício, parabéns pela matéria. Foi tudo muito bem colocado. Me emocionei muito com ela, pelo problema em si e, principalmente, porque freqüentei aquele clube quando era criança e morava lá. É muito triste ver aqueles destroços que um dia teve vida, daqual eu participei.
Ao Gilmar Rosso, minha total admiração pelo exemplo de paixão e dedicação ao futebol, sem esquecer, é claro, de todos seus guerreiros jogadores e demais colaboradores.
Ao Bolha (comentário 37 – por sinal, muito bem escolhido o user), meus sentimentos por tuas palavras. O futebol está da forma em que está justamente porque tem muito mais pessoas que pensam como você, Bolha, do que pessoas que pensam com o Rosso. Pior que esse problema, o do teu pensar, é uma bola de neve, indo parar no time de todos nós, as seleção (brasileira?).
Gaúcho fez ontem seu primeiro amistoso, na UPF, contra o Panambi. O ataque animou os torcedores, mas a defesa fez o oposto e o time acabou derrotado por 4 a 2.
Sensacional o texto para qem torce para o Gaucho ler isso é ver q realmente esse club tem uma historia fantastica, e isso nos da mais força para lutar por esse time !
ALMA GAUCHA _x_ sempre apoiando o mais querido da cidade !
bah, essa série tá demais. já houve algo parecido na mídia esportiva gaúcha? não lembro. agradeço a vcs por isso.
Antonio (91), imagina: se cada mensagem dessa série levasse R$ 10 para o time do Gaúcho, daí seria melhor ainda.
Não sou torcedor do Gaúcho. Só estive em Passo Fundo de passagem.
Mas sou fanático por futebol, e torço pelo crescimento do futebol gaúcho bem como pela preservação da sua história.
É muito triste ver um time com a tradição do Gaúcho chegar a esta situação. Torço e muito para que o clube consiga se reestruturar e que volte a figurar com força no futebol do interior do nosso estado.
É lamentável que o empresariado do interior não seja mais participativo em relação aos clubes de suas regiões. E é mais lamentável ainda ver a falta de vontade da FGF na organização de campeonatos, de ambas divisões.
porisso não temos nenhum clube gaúcho na série B e apenas 2 na C nacional.
Força ao futebol gaúcho e, principalmente, ao do Interior.
em primeiro lugar queria elogiar o texto. de fato excelente.
é quase impossível para quem tem alguma ligação com o gauchinho não se emocionar com esse texto.
conheci o gaucho quando tinha 4 anos e passava as temporadas de verão nas piscinas do clube. Naquele período o campo era somente o lugar onde se realizavam os campeonatos de futebol 7 entre os socios, pois o clube não havia time em atuação.
na metade dos anos noventa o gaúcho retomou os trabalhos futebolisticos a partir da iniciativa de Adair BIcca e o Sargento do Exército Moacir, com times de categorias de base o gaucho voltou a encantar a cidade.
a partir dai tive o prazer, a alegria e a honra de jogar no gauchinho. Fomos campeoes estaduais, projetamos jogadores que hoje jogam na europa, no santos, fluminense, etc. enfrentavamos os grandes times de igual p igual. Nesse periodo tive a honra de ser treinado por Adair Bica, Luiz Carlos, Bebeto, Tchezerin, entre tantas outras figuras da história do nosso gauchinho…
bom parei de jogar, hoje moro em porto alegre e a tristeza de ver o patrimonio do gaucho ser demolido foi gigante. E hoje após ler este texto o olho enche de lagrimas ao ver o nosso gauchinho resistindo bravamente. grande texto
O GAÚCHO NUNCA MORRE
#68
Isso é o que eu penso também… os estaduais não podem acabar, pelo contrário, acho que eles deveriam ser muito mais fortalecidos para durarem mais, com os ditos grandes clubes entrando apenas nas fases finais… ou ainda, que volte a regionalização de antes da década de 60…
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Em tempo: muito bom o texto… a essência do verdadeiro futebol sempre permanecerá enquanto houver apenas um clube que seja com uma história como essa…
Depois de ler esse texto, me animei para ver ÁGUIA X CAMETÁ pelo Parazão 2010… ahauasudihasdfui
Parabens…… foi demais
Todos lembram do jogo contra o Grêmio, dos 3×2, mas há um mais importante, na semifinal da copa Governador do estado, no estádio Wolmar Salton, Gaucho x Juventude, onde fomos roubados pelo árbitro, que não lembro o nome, perdemos por 2×1, o juiz teve que sair escoltado pela Brigada, fomos jogar a segunda partida em Caxias e ganhamos, tam´bem por 2×1 e acabamos perdendo nos penaltes
Essa reportagem faz lembrar os velhos e bons tempos, O GAUCHO JAMAIS MORRERÁ
Parabéns a todos que sentimentalistas que torcem pela recuperação do Gaúcho.
Estou sentindo falta do pronunciamento do Gilmar Rosso aqui.
O GAÚCHO JAMAIS MORRERÁ.
O Eduardo Galeano poderia pegar o texto, ipsis litteris, e jogá-lo para dentro do estupendo “Futebol ao sol e a sombra”.
Qualquer comentário é uma mácula à sensibilidade do texto, principalmente para aqueles que, como eu, nasceram e cresceram em décadas anteriores, levados pelas mãos dos nossos antepassados, troteando nos campinhos dos interiores, dos bairros, driblando buracos e charcos e botinadas.
O futebol era uma forma de vida, onde ricos e pobres das comunidades se encontravam em alegres correrias em torno de uma bola.
Hoje falamos em contratações, dinheiro, fabulosas arenas.. sei lá, não quero parecer um quixote querendo derrubar moinhos de vento com lançadas, mas acho que esse texto deve servir para analisarmos o que fizemos do não mais “nosso” futebol.
# 98
Nossa Juan, não trotei os campinhos do interior, Passo Fundo no caso, porque sou mulher. Nem mesmo sou fanática por futebol, mas concordo plenamente com o que você escreveu.
# Gilmar Rosso, viu só como tem gente que gosta do teu time?
O GAÚCHO JAMAIS MORRERÁ.
Enquanto isso, Ulbra (ou Univercisade, ou Canoas, sei lá o nome) e Porto Alegre / Assis Moreira / Ronaldinho Gaucho, 2 times sem tradição, torcida ou coisa que valha, tão lá na primeira divisão.
AGRADEÇO a todas a manifestações de apoio. Infelizmente essa é a nossa realidade, mas NADA que não possa ser revertido com muito trabalho e dedicação , não somente da nossa parte ,dos torcedores e simpatizantes que não aceitam essa situação.
O texto é fiel , somente um puxão de orelhas no Iuri e Maurício: solicitei que Não fizesse apologia a nosso nome ,não foi essa a solicitação srs.? ME DEVEM ESSA .
Mais informações sobre a nossa luta , acessem os links abaixo:
ORKUT:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=17320325338007435789
BLOG
http://www.blogger.com/http:/sportclubgauchopassofundo.blogspot.com/
LUTAREMOS!
“Povo que não tem virtude ( E HISTÓRIA ) acaba por ser escravo…”
Eu Sou GAÚCHO !!!!!!!
Bah… Texto sensacional! E triste também.
É isso ai Rosso: “Povo que não tem virtude ( E HISTÓRIA ) acaba por ser escravo…”
Parabéns e sucesso.
pra começo de conversa se o presidente do gaucho luta pelo clube lembrando o gol do gaucho contra o gremio em 1976 certamnete ele não assistiu ao jogo pois o gol do canhão da serra nao nasceu de um cruzamento do serginho pois ele nem jogou essa partida,no resto muiya mistificação tipica do cara que não tem jeito, alias ele é meu colega no pasuqalini e não é professor universitario, blá blá blá bla
# 104
Mas bá tche, e tu não deve ser professor coisa nenhuma, pois não acredito que exista algum professor escreva tão mal quanto tu. Tem mais erros de português neste teu texto do que todos os gols da carreira do Bebeto.
Inicialmente quero dizer aos autores do texto que eles foram de uma incrível sensibilidade. Iuri e Maurício, vocês são bons demais. Sou torcedor do Gaúcho e até escrevi um livro sobre sua história. Nele afirmei com muita convicção: “Enquanto houver futebol, existirá o Gaúcho”. Porém, depois de tudo o que aconteceu com o patrimônio do clube, passei a acreditar que estava enganado. Mas creio que não. Ainda existem os Gilmar Rosso, os Fernando Bernardon, os Rudimar Pedro, que não deixam o alviverde morrer de jeito nenhum.
Parabéns pela reportagem, realmente muito boa. Gostaria de acrescentar mais uma história:
Sou de Passo Fundo e lembro da vez que o Gaúcho decidiu instalar refletores no Wolmar Salton, mesmo estando atolado em dívidas. Dias após o jogo inaugural um juiz determinou que os aparelhos fossem retirados e leiloados para o pagamento dos credores.
Infelizmente, por essas e outras histórias, não dá para ter muita pena do Gaúcho, em especial dos seus dirigentes. Em 1986, quando o Gaúcho e o 14 de Julho estavam em grande crise, ambos na Séria B, a comunidade passofundense uniu-se e decidiu por unificar os clubes e criar o Passo Fundo. Pouco tempo depois a ala “periquita” desembarcou do projeto.
Parabens gurizada.
Sou de Passo fundo com orgulho, mas so morei la 1 ano.
hj moro na China ha 8 anos, uma vez por ano vou a Passo Fundo ver meu tio, ha 2 anos atras me deu uma manto verde do gaucho, linda!!! uso direto na China, e todos meus amigos, independente da nacionalidae que sejam elogiam minha camisa.
obridago tio Bide pelo presente, vou guardar pra sempre este manto do Gaucho.
abraco e forca interior gaucho, e momento de todos se unir por melhorias, a federacao tem o DEVER de ajudar mais os times do interior, tem o Dever!!!! a obrigacao!!!
Everton
sou de passo fundo e morro em floripa sou torcedor do gaucho ja assisti muitos jogos do gaucho nao queria que terminace
Sou narrador da rádio Caxias e um defensor incondicional do interior. Já narrei várias partidas no Wolmar Salton e é de arrepiar acompanhar esse relato feito por vocês. Lamento por tudo que aconteceu com o Gaúcho e rogo que um dia possamos retomar a força e a riqueza que o interior tem na história do futebol do Rio Grande do Sul. Estamos vivendo um momento muito perigoso, onde essa riqueza cultural de clubes tradicionais está sendo soterrada pelo gigantismo da dupla Gre-nal. Basta! Precisamos retomar a vida própria do futebol do interior e evitar que novos “gaúchos” venham a viver apenas da boa vontade e da mendicância de poucos!!!
Bah, primeiro queria dizer que escuto bastante o futebol na Caxias e que seguido subo a Serra pra ver jogos, especialmente os de camp. nacionais. Este ano fui a CA-Chapec., JU-Brusque, CA-Santo André e JU-Cianorte.
Mas nesse teu comentário lá no Impedimento eu vejo uma coisa com preocupação, que é exagerar uma possível culpa que Grenal tem na decadência dos clubes do interior. Veja bem, tirando o Juventude no período Parmalat e um pouco após, não temos nenhum clube daqui que tenha ganho sequer acessos a divisões superiores, falta qualidade em times formados dentro de campo para, fora de campo atrair público, investidores, publicidade e tudo mais.
Há 26 anos, o Xavante de Pelotas chegou ao terceiro posto do Camp.nacional e foi só, depois sempre foi lembrado para participar de divisões inferiores reestruturadas, como em 2000, por exemplo, na Copa João Havelange. Mas seus resultados dentro de campo sempre são insuficientes, passou perto por umas três vezes de subir para a Série B nacional nos últimos cinco anos e agora afunda para a Série D, assim como o Juventude.
O Caxias voltou a participar regularmente da Série B também em 2000, quando foi convidado a integrar o chamado Módulo Amarelo, e aí esteve até cair em 2005 e também bateu na trave o acesso quando teve aquela eliminatória frente ao Guaratinguetá e perdeu. Este ano, apenas participou na Série C sem jamais disputar as vagas do Grupo para a próxima fase. Antes disso, num tempo que já parece remoto (e é, se pensarmos que mais da metade da população do país tem menos de 35 anos) ganhou a vaga no nacional pelo tamanho do seu estádio, construído às pressas pelos Stédile & cia. O critério da época era o tamanho do estádio, mas o Centenário poucas vezes esteve perto de encher e não me recordo de vê-lo cheio nem na final de 2000 contra o Grêmio naquela que é, até hoje, a maoir conquista do clube, o Gauchão daquele ano.
Além destes, recordo de memória outros tantos participantes de segundas e terceiras divisões nacionais que, embora tenham seu lugar aqui no estado, jamais conseguiram se consolidar na memória do público esportivo brasileiro. No fim dos anos 80, era comum ver o RS na 2ª divisão nacional e mais comum ainda era ver os times daqui eliminar os de SC nas fases iniciais do inigualável formulismo da época. Avaí, Figueirense, Criciúma, Joinville, Blumenau costumavam ser eliminados por Juventude, Caxias, Brasil, Esportivo, Santa Cruz. Hoje, SC tem 4 clubes nas Séries A e B e pelo RS é o grenal que ‘salva a pátria’. O Esportivo de Bento até que fez uma campanha decente em 2007 na Série C. O Pelotas só entra pra fazer feio, nunca vi nada parecido; desde os anos 90 não recordo de uma só campanha boa deles. O Novo Hamburgo quase subiu à Série B em 2005; para azar deles, foi o último ano em que subiam apenas dois e eles chegaram ao quadrangular final da competição. O São José, que é da capital mas não é grenal, enfrentou o São Caetano em 1998 na mesma Série C, quatro anos mais tarde, o clube paulista era vice-campeão do Brasil e da América e o São José… Apesar de que provavelmente o São Caetano jamais repetirá os feitos do início da década passada, pelo menos esteve durante algum tempo convivendo com a elite do futebol nacional e continental, algo que sequer passa pela cabeça de torcedor algum do interior do RS. Veranópolis, Santa Cruz entre outros, funcionam apenas durante o Gauchão e fecham as portas no resto do ano, sendo impossível estabelecer alguma comparação já que estes simplesmente se negam a encarar a disputa de âmbito nacional.
Eu me lembro de uma iniciativa do Juventude que apoiei e fiz campanha a favor no próprio Impedimento, inclusive, em 2006 ou 2007. Era o ‘fundo de participação do torcedor’, com uma cota a partir de 5mil reais, qualquer um podia colocar um dinheiro no Juventude e depois, com a venda de jogadores, ter algum benefício com isso. Pois bem, lembro que a diretoria da época esperava obter o apoio de 120 pessoas a 5mil reais cada, no total de 600mil reais para o caixa imediatamente. Mas não foi possível juntar nem 50, muitas delas pegando mais de uma cota. E aí pergunto, qual a influência do clubes da capital nisso tudo? Como Grenal afeta em Caxias para que não seja possível juntar 120 torcedores que se disponham a contribuir com 5mil reais cada um e com a expectativa de poder vender algum bom jogador por um preço maior e, assim, também ganhar dinheiro com o clube?
É por isso que me preocupa este tipo de situação que vem se agravando com o passar do tempo, o ’100% antigrenal’. Ora, lembro de ir a jogos entre 1996 e 2003 contra o Juventude e não passar por nenhum problema nas poucas quadras que separam o Jaconi do Hotel Ópera, onde costumo ficar na cidade, ou indo direto da rodoviária para o estádio, mais perto ainda. Mas ao voltar em 2007, depois de quatro anos sem ir a jogos em Caxias, quanta diferença. Vi meninas serem hostilizadas e homens claramente bêbados incitarem a violência. Aparentemente, a Brigada fazia vista grossa; ou ainda não estava preparada para enfrentar a sério o problema. Outro ponto foi que o próprio Juventude cria um problema ao reduzir de maneira vil a parte correspondente a torcida visitante, fazendo com que muitos dos torcedores grenal da cidade entrem nas dependências correspondentes aos torcedores do Ju, criando mais tensão e pontos de alerta para as equipes de segurança.
Colocando em números, tomando a Serra como exemplo, temos na região cerca de 1milhão de habitantes. Considerando que apenas um terço esteja inserido no universo do futebol, seja da forma que for, temos perto de 300mil. Se pensarmos que apenas 30% destes torce para os times de suas cidade, chegamos a 90mil. Como Caxias e Juventude são as maiores forças da região, é natural pensarmos que tem, juntos, as maiores torcidas. Assim, de forma simplória e rasteira, pode-se dizer que o universo de interessados em levantar a ambos seja de 50mil pessoas.
Mas estas 50mil se multiplicam, se levarmos em conta que são também são ‘pessoas jurídicas’ como os Stédile, por exemplo, que tem empresas fortes e realmente puseram a mão na massa, alguns virando presidente do Caxias. Ou como presidente Voges. Sendo assim, pode-se dizer que, mesmo sem saber, muitas outras pessoas trabalham em benefício do Caxias pois são empregadas do Grupo Stédile ou Voges e uma parte do lucro de suas empesas vai para o futebol do clube.
E é aí que volto a questionar a qualidade do público local e cito Caxias novamente como exemplo neste ano. O valor inicial do ingresso de ambos era de R$20 e à medida que os campeonatos avançavam e via-se que a cidade não demonstrava apoio às campanhas, começaram as promoções ‘mulher não paga’, ‘paga 1, entram 2′… Até chegar ao jogo contra o Santo André e o Centenário finalmente receber um público razoável, embora a renda certamente tenha sido muito baixa, mas isso não importa agora. O que importa é que, na hora em que finalmente o Caxias consegue apoio falha e perde 1-3 de virada ainda no 1º tempo. E mais uma vez pergunto, o que o grenal tem a ver com isso? Ora, no influencia o grenal sobre o centroavante Lima, que chegou com fama e encerrou a Série C sem marcar pro Caxias.
Concluindo e resumindo, o pessoal que faz o futebol do interior deve, antes de tudo, observar os erros que vem cometendo nos últimos 35 anos, isto é, desde que é possível comparar com outros ‘interiores’ do país. Muito do que se vê hoje e se chama de decadência já foi visto antes. Mas em outras cidades, especialmente da fronteira como Uruguaiana, que são as mais emblemática pra mim, onde não se vê futebol profissional há um bom tempo, especialmente em São Borja. Olho pra trás e vejo que, comparando com SC, que está aqui ao lado e historicamente tem menos tradição futebolístíca, sofremos de um grave retrocesso.
E era isso.
Saúdos, Vitor VEC