Recuerdos de Ypacaraí

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Foto-clichê para cartão postal.

Una noche tibia nos conocimos, junto al agua azul de Ypacaraí. Tú cantabas triste por el camino viejas melodías en guaraní.

Assim começa o clássico “Recuerdos de Ypacaraí”, referência ao grande lago paraguaio localizado na cidade de Areguá, distante mais ou menos uma hora de Asunción. Sempre interessante conhecer um lugar imortalizado por uma música, poesia ou filme. Assim como na vez que, em São Paulo, vi um ônibus que dizia “Jaçanã”, ainda que mais correto fosse um trem.

O nariz-de-cêra é para dizer que não dei pelota pro futebol neste final de semana. No sábado, visitei Areguá, passando por Luque, uma cidade pintada de azul y oro. Cidade simpática. Conheço gente em Porto Alegre que mantém a sogra em Luque, contrariando o mandamento do sociólogo Paulinho Mixaria: sogra não pode morar nem tão longe, que venha te visitar de mala e cuia; nem tão perto, que venha de chinelinho. Mas, tergiverso.

Areguá é uma pequena cidade com casas antigas, ruas de pedra, uma igreja e muito artesanato. Mas o que leva turistas e moradores da região para lá é mesmo o Lago de Ypacaraí, famoso por sua – agora poluída – água azul, ao qual tentamos contrapor vestindo a jaqueta colorada.

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Resolvendo o problema do lago azul.

No domingo, tinha Cerro x Olimpia no Defensores, mas eu preferi ficar em casa para lavar roupa e manter minha integridade física. Parece que não foram muito amistosas as coisas pros lados do bairro Sajonia.

O Ciclón tratou de esquentar o campeonato paraguaio ao perder pela segunda vez o clássico contra o Olimpia. Há uns quatro anos que o Decano não conseguia tal façanha, que o coloca novamente na briga pelo título do Apertura, pois posicionou-se a três pontos de distância do maior rival.

O protagonista da partida foi o venezuelano Oswaldo Vizcarrondo, zagueiro que marcou os dois gols do Olimpia, com a ajuda do uruguaio Martin Liguera, movediço meio-campista que acertou na moleira de Vizcarrondo dois centros de bola estática. O vídeo dos gols, só amanhã.

Do total de 262 clássicos, o Olimpia venceu 90 e o Cerro, 94. Mas as duas vitórias neste ano sobre o Cerro fazem a torcida olimpista lavar a alma e sonhar com a possibilidade de título.

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Matéria-prima eterna para piadas.

Faltam quatro rodadas para o final e até lá o Cerro ainda enfrenta o Libertad, que na rodada do final de semana empatou com o humilde 2 de Mayo, parando nos 34 pontos. Já o Olimpia, dos times mais fortes, pega o Sportivo Luqueño em casa. O campeonato paraguaio está definitivamente em aberto.

O destaque final da rodada fica para Pablo Velázquez, anotador de dois gols na vitória do Rubio Ñú sobre o Tacuary, fora de casa. O atacante ñuense é o artilheiro da competição com treze conjunções com o barbante.

A rodada do final de semana foi deste jeito:

Nacional Querido 3 x 0 Sp. Luqueño
Tacuary 0 x 3 Rubio Ñú
Libertad 1 x 1 2 de Mayo
12 de Octubre 2 x 1 Guaraní
3 de Febrero 1 x 1 Sol de América
Cerro 1 x 2 Olimpia

E o resultado foi que a classificação ficou desta maneira:

Cerro Porteño      37
Olimpia     34
Libertad     34
Nacional     29
Tacuary     25
Sp. Luqueño     25
Sol de America     22
Rubio Ñu     22
Guarani     21
12 de Octubre     21
2 de mayo   12
3 de Febrero     11

¿Donde estas, cuñataí?
Daniel Cassol

Publicado em Nacionais, Pela América. ligação permanente.

0 Respostas a Recuerdos de Ypacaraí

  1. Rudi diz:

    Livros, canções, filmes… sobre paisagens campestres pampeanas (chaquenses)…

    Recomendo um livro do Mário Arrégui – cavalos do amanhecer (12 pilas no pocket), muito profundo sobre isso…

  2. Daniel Cassol diz:

    tão aparecendo as fotos?

  3. Rudi diz:

    não

  4. Rudi diz:

    agora sim

  5. Maurício diz:

    ôoooooooooooooooooooooo dotor,

    sempre que eu vejo esse onibus Jaçana passar em Sampa – como tem onibus pra lá – fico tentado a entrar!

    abraço!

  6. dante diz:

    “tão aparecendo as fotos?”

    não só estão aparecendo como há um destaque: a sensacional habilidade do tiozinho ali na 3a. foto equilibrando um TABULEIRO DE PANCHOS [ns] na moleira.

    MAMACITA DAME UN PAN

  7. Yuri diz:

    Legal é que Adoniran Barbosa NUNCA morou no Jaçanã e JAMAIS houve um trem passando ali às 11 horas… hahaha… fica só no ônibus, então.

  8. Branco diz:

    Bah Dante, tá bem de olho. Nem que eu passasse a vida inteira olhando para esata foto, eu ia perceber que os panchos tavam na cabeça de alguém.

  9. Gustavo diz:

    Nunca me liguei que “Trem das Onze” era do Adoniran Barbosa. Perdi.

    Melhor frase essa da faixa da hinchada decana.

    Fui para Ciudad del Este na sexta-feira. Só se vê jaquetas e camisas do Grêmio e do Inter nos camelôs. Uma pior que a outra. Tinha jaqueta do Inter escrito “Tramoncina” e outra escrita “International”.

    Um dos camelôs estava sentado numa almofadinha do Olimpia, escrito “el Rey de Copas”

    mazá

  10. Junior diz:

    “Nunca me liguei que “Trem das Onze” era do Adoniran Barbosa.”

    Essa é uma das coisas que imaginava não existir, um brasileiro que não soubesse a autoria de “Trem das Onze”. Agora só falta descobrir um torcedor do Juventude.

  11. Rudi diz:

    Junior, eu conheço DOIS torcedores do juventude

  12. Limão diz:

    #10 eu conheço uns 12 torcedores do juventude… deve ser porque estou morando em caxias agora…aehaeaehaeha

  13. Gustavo diz:

    #10: assinei atestado de BURRO agora, né?
    em minha defesa (e não que vá adiantar muita coisa), eu sempre vinculei Adoniran Barbosa à “Saudosa Maloca”, “Samba do Arnesto” e “Tiro ao Álvaro”, não ao Trem das Onze, que eu sempre vinculei aos “Demônios da Garoa”

  14. Junior diz:

    #13, fica tranqüilo, tu apenas deste o mote para fazer uma brincadeira com os torcedores do Juventude.

    Rudi, eles torcem APENAS para o Juventude ou para o Juventude e outro time? Eu digo que nunca vi um torcedor que torça APENAS para o Juventude.

  15. Rudi diz:

    junior, um deles torce APENAS para o juventude, ele está na comunidade de cm 01/02 do orkut
    o outro é um tio meu de parentesco distante, ele é colorado, mas trabalhou uns 20 anos como preparador físico ou algo parecido do juventude, então aprendeu a torcer pra eles sim, e quando jogam os 2 ele prefere não ver o jogo

  16. Cassol diz:

    São CHIPAS, Dante, e não panchos. É uma rosca provavelmente de milho.

    E em São Paulo dá pra cantarolar vários sambas:

    Venha ver, venha ver Eugênia
    Como ficou bonito o viaduto Santa Efigênia

    ou então:

    Na Praça Clóvis minha carteira foi batida
    Tinha 25 cruzeiros e seu retrato
    25 eu francamente achei barato…

    e por aí vai.

  17. Prestes diz:

    “O Arnesto nos convidou, prum samba ele mora no BRÁS”

  18. Rudi diz:

    “alguma coisa acontece, no meu coração…”

  19. Junior diz:

    O “Arnesto” ainda está vivo, quer dizer, estava até uns dois, três anos atrás, hoje eu não sei, mas se ele morresse alguma coisa sairia na imprensa. Eu o vi em uma reportagem da inauguração de uma placa em homenagem ao Pelé na rua Javari (estádio do Juventus) por causa daquele gol do Pelé que todos os velhinhos dizem ser o mais bonito de todos e que foi refeito em computação gráfica no “Pelé Eterno”.

  20. kakarotto diz:

    só eu achei graça em ‘conjunções com o barbante’?

  21. Yuri diz:

    #19:

    Arnesto VIVE.

    Demônios da Garoa = MITO

  22. Cesarotti diz:

    “Praça Clóvis” é do Vanzolini, doutor em Zoologia e autor, entre outras, de “Volta por Cima”. E de “Ronda”, claro. Gênio.

  23. Daniel Cassol diz:

    Eu acho essa música genial.

    Praça Clóvis
    (Paulo Vanzolini)

    Na praça Clóvis
    Minha carteira foi batida
    Tinha vinte e cinco cruzeiros
    E o teu retrato
    vinte e cinco
    Eu, francamente, achei barato
    Pra me livrarem
    Do meu atraso de vida
    Eu já devia ter rasgado
    E não podia
    Esse retrato cujo olhar
    Me maltratava e perseguia
    Um dia veio o lanceiro
    Naquele aperto da praça
    Vinte e cinco
    Francamente foi de graça

  24. Arbo diz:

    mala, cuia
    E TERERÊ

    tenho um BANQUINHO em casa q comprei em areguá, cidadeZINHA aprazível.
    pero
    BASTANTE SUJO ESSE LAGO. manter distância.

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