Quando a Universidad de Chile veio jogar em Porto Alegre, chamou atenção minha um homem, vestido com uniforme do clube. Parecia jovem e estava com mulher e filhos comendo alguma coisa na Petiskeira, ali do Moinhos Shopping, do lado do Sheraton, que foi o hotel do Universidad. Semblante grave, sério, que contrastava com a alegria das crianças e o bom humor da esposa. Até hoje me arrependo de não interromper o almoço daquela pessoa, pois só duas semanas depois descobri de quem se tratava.
Era Pablo “El Profesor” Bengoechea, o último grande camisa 10 do Peñarol.
Rápida biografia para quem não conheceu: nasceu em 1965 em Rivera, onde deu seus primeiros chutes profissionais no Club Oriental. Embora fosse provavelmente um doble-chapa, seu time sempre foi o Peñarol e seu ídolo, El Potro Morena. Com 20 anos, foi ao Wanderers, contratado pelo treinador Oscar Tabárez – hoje treinador da seleção celeste. Lá impressionou o treinador da seleção uruguaia Omar Borrás, que o convocou logo no segundo ano no clube, em 1986. Participou do pré-olímpico de 1987, e embora a Celeste não tenha conseguido a vaga, Bengoechea foi chamado para a Copa América daquele ano. O Uruguai foi campeão com um gol dele no Monumental de Nuñez.
A partir daí, sua carreira na seleção decolou e ele foi vendido ao Sevilla. Ficou no clube espanhol até 1992 – substituído por Diego Maradona – completando 135 jogos e 26 gols. Encerrada sua passagem, sem grandes títulos, foi ao Gimnasia de La Plata na Argentina, ao lado de José Perdomo. Ambos não deram muito certo. Ao retomar a carreira, em 1993, Bengoechea escolheu o seu time do coração, o Peñarol de Gregorio Pérez, onde ficaria pelos dez anos seguintes.
Nos cinco primeiros anos, foi campeão uruguaio e completou o segundo “qüinqüênio”, como os uruguaios chamam o pentacampeonato.
Enquanto tornava-se um dos maiores jogadores da história do Peñarol, Bengoechea ainda teve tempo para carimbar a faixa de campeão do mundo de uma tal de Seleção Brasileira. Taffarel que o diga.
Com o tempo, o futebol de Bengoechea foi caindo, em proporção inversa à sua idade. El Profesor é um dos últimos expoentes de uma geração de meias armadores que não marcavam, mas que tinham tempo para dominar a bola, pensar o jogo, fazer lançamentos, inversões e passes verticais precisos. Foi campeão uruguaio também em 1999 e 2003, seu último ano como profissional, no qual não disputou todas as partidas como titular e criou uma polêmica com o treinador Diego Aguirre – que queria um jogo de “mais velocidade”, proposta que não combinava muito com o estilo d’El Profesor. 2003, o seu último ano de carreira, também foi o último ano em que o Peñarol foi campeão.
Também foi o último título de ninguém menos que José Luís Chilavert, como vocês podem ver no vídeo abaixo:
Bengoechea hoje é auxiliar técnico de Sérgio Markarian na Universidad de Chile, atribuição que lhe obriga a comer batatas fritas com filé em shoppings ao lado de hotéis de vez em quando. Fosse eu um melhor fisionomista, talvez ele não completasse o seu almoço com tranqüilidade. Com a competência que demonstra, porém, dificilmente ele não voltará.
Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos


Pelo jeito que as coisas vão tanto o peñarol como o futebol uruguaio como um todo sentem muito sua falta…
Golpe de vista medonho do Taffarel, talvez não pegasse de qualquer jeito.
Chila, comenta aí este último título!
(o cara faz um chamamento para seu próprio doble comentar… huahuahua)
bá, quase tivemos posts sobre técnico (milton, sobre o irmão markarian) e auxiliar na mesma semana então? impedimento está em todos os lugares. até nessa VIDA BURGUESA de LF kgjkajgg no hay sentido
o link “1993″ é muito sensacional.
bá, os porco tomaram um pau. hfjkadhfajkl
por essa época ocorria o mesmo na oswaldo. *suspiro*
***
y que golazo de falta, heinhô?
mais massa que isso só o tradicional narrador em chamas.
Eu tava nesse jogo de 1993 e nunca mais vi nada nem parecido. Absolutamente sensacional.
E bengoechea jogava pra caralho.
Lendo esse tipo de post MASSA, fico com vontade SÉRIO, de gravar os jogos do camp. arg. e uruguaio que passam na TV e disponibilizar aqui pra galera…melhores transmissões sempre.
NASCE a impedtube
Eu sou muito a favor desta jovem aqui: http://2.bp.blogspot.com/_apIvx3Qlr2k/SevjYtGemmI/AAAAAAAABOA/312abeX1eGI/s1600-h/rbsn_14.04+01.jpg
Solo un recuerdo para vos, Rudi.
Prestes no soy yo. En verdad.
Mas alla, ustedes ni creian en quien soy yo.
mejor dejar por la obscuridad.
Peñarol siempre fue un club de grandes. Y el mas grande arquero de la sudamerica habria de jugar alla, no ?
Lo lindo es que siempre salí campeón donde jugué.
Loco, vestir la aurinegra, la de carbonero, por dios, te parece que sos un wolverine, un super hero, alguien mas fuerte, compreendés ?
A Reebok cagando a camiseta do Peñarol na foto…
“Enquanto tornava-se um dos maiores jogadores da história do Peñarol, Bengoechea ainda teve tempo para carimbar a faixa de campeão do mundo de uma tal de Seleção Brasileira. Taffarel que o diga.”
Eu estava lá no Centenário.
Para mim foi uma aula de como os uruguaios formam uma nação e de como o Brasil é um amontoado de pessoas.
Um país que tem a população da Grande Porto Alegre, e outro que tem o tamanho de quase toda a América do sul, é óbvio que vão ser características diferentes.
A comparação assim é totalmente sem sentido.
Legal a história e a biografia.
RAMON FERIDA é reserva do Coritiba.
A torcida do Nacional tem uma bela música pro “professor”
Taffarel, não pegava nunca essa falta d’El Profesor.
Massa a camisa do Inter que remeta a conquista da Joan Gamper.
Barcelona fregues do inter desde 1982! E sempre será!
Publique-se. Registre-se. Cumpra-se.
#13
“é óbvio que vão ser características diferentes.”
Sim. Então você concorda comigo.
Eu destaquei a DIFERENÇA.
Cada mongo.
pqp. Isso aqui é pra ser o D’Alessandro:
http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/182714post_foto.jpg
Os caras que fazem isso fumam muito hash, só pode ser.
O modo como escrevestes # 18, deu a entender que era uma crítica ao Brasil, como quem diz “lá eles tem, e aqui não. esses brasileiros não fazem nada certo, mesmo”.
Já eu, quis dizer apenas que é praticamente impossível esse sentimento de nação em face justamente desse imenso território. As características de cada estado equivalem a um Uruguai.
mas mongo é teu pai.
abraço
Y para vos, Andre K, para tu culito rompido por los bolsoneros gallinas, no hay una cancion ?
para todos los putitos que se van de “geral do gremio”, y llegan aca en Montevideo a hacer boludeces con los de Nacional, para vos, no hay una cancion ?
culeros del bolso. payasos
fçlsdfkj
O filho do Profesor ficou puto.
Nem Taffarel, nem nenhum goleiro chegaria a tempo naquela bola. Mas poderia ter dado uma PONTE, pra pelo menos sair bem na foto.
Os EUA tem um território vasto e grande sentido de nação. O bananão é um amontoado mesmo, sempre foi.
Em meados da década de 1990 Pablo Javier Bengoechea estava saindo do Sevilla.
Na mesma época o Inter, que estava vendendo Marquinho, meia habilidoso que viera do Atlético-MG, cogitou substituí-lo com a contratação de Bengoechea.
Debatido esse tema no programa Sala de Redação da Rádio Gaúcha, Lauro Quadros afirmou que o uruguaio não deveria ser contratado pelo Inter, pois seria um jogador mais de raça do que de técnica. O silêncio dos demais participantes do programa demonstrou que concordaram com a afirmação.
Alguns dias depois, Vianei Carlet (não sei se é assim que se escreve) reiterou em sua coluna no Correio do Povo exatamente o que Lauro Quadros falara na Rádio Gaúcha.
Esse episódio demonstra bem o absoluto desconhecimento da grande imprensa do RS sobre o futebol de nossos vizinhos.
Com boa vontade dá pra dizer que confundiram Bengoechea com Ostolaza, o “Vasco”.
não sei como uma vitoria nos penaltis pode demonstrar q o uruguai é um país de verdade e o brasil não.só pra constar dois anos antes o uruguai perdeu a classificação na copa para a bolivia de etcheverry com bengoechea,francescoli,etc..