
Na Floresta de Tacuarembó, um arqueiro livre, generoso e com muchos huevos luta para dar aos pobres o que é de seu direito, tirar dos ricos o que é do seu desprezo. Não tem objetivos políticos nem sindicais – luta apenas pela justiça e pela igualdade entre os homens de bem. É assim que Carlos Fernando Navarro Montoya iniciou uma greve pela dignidade.
Tudo começou quando os pobres homens que vestiam a camisa alvirrubra do time local passavam horas, dias, meses a fio treinando de forma incessante, sem receber seu ganha-pão. Com o forte minuano batendo no Pampa ou com o calor ardido da estiagem, lá estavam os jogadores da terra de Gardel, lutando para fazer da bola um pouco de alegria ao castigado povo que pagava para ir ao Raúl Goyenola.
Vestia a camisa 1 do time de Tacuarembó um homem, que hoje alça a condição de verdadeira lenda do ludopédio internacional. Carlos Fernando Navarro Montoya, e digo esse nome de pé, passou com sua careca lustrosa e sua cabeleira vasta, às vezes ambos ao mesmo tempo, pelas mais brilhantes canchas mundiais. Um homem (ou seria lenda?) que negou as amarras das fronteiras entre países desde cedo, construindo uma carreira na Argentina mesmo sendo colombiano, e que injustamente nunca foi convocado para quaisquer dessas seleções.
Um homem (ou seria mito?) que desafiou as lógicas estéticas ao usar uniformes com todos os desenhos possíveis. Um homem (ou seria gênio?) que jamais sucumbiu, mesmo tendo sido rebaixado com três clubes espanhóis, o Chacarita e o Olimpo. Também foi o maior goleiro da história do Atlético Paranaense.
Pois esse homem (ou seria titã?), inconformado com a situação calamitosa do seu clube e com a indigna e malévola administração, que deixava atletas jogando sem pão nem água de sol a sol, fez o que qualquer pessoa de bem faria: deu umas bifas no presidente, Daniel Albernaz. O pusilânime presidente ainda ameaçou com uma rescisão de contrato, mas Carlos Fernando Navarro Montoya, e agora digo esse nome de joelhos, mostrou que é um homem (ou seria avatar?) de misericórdia. Disse ele, ao ressoar dos sinos das igrejas e ao cantarolar dos bem-te-vis:
“Me vou sim, pobre homem. Mas vou se também fores embora.”
Assim, Albernaz apertou as mãos da lenda, fazendo o gesto mais digno de sua vida. Aceitou ir embora e deixar aos corvos o seu legado. Porém, como é de praxe dos homens de pouca fé e muita lábia, Albernaz não cumpriu a sua palavra espúria. Carlos Fernando Navarro Montoya se foi, mas o infame ficou, com um sorriso nos lábios e a nuvem negra do mal às suas costas.
Os escravos de Tacuarembó não tiveram dúvidas. Aqueles homens suados, maltratados, dilacerados pelo sol e pelo vento, livraram-se das amarras e resolveram parar. qq, com a torcida ao seu lado. Albernaz decidiu então se licenciar, e os heróis de Tacuarembó entraram em campo para jogar contra o Wanderers. Jorge Alonso, um dos seus lacaios, disse que Navarro Montoya não pode ser considerado um herói, pois agrediu um dirigente.
A história, porém, o absolverá.
Luís Felipe dos Santos

mito
puts….torço para que comece a Libertadores e a Copa do Brasil e Libertadores entrem na fase quente para que posts bons voltem a aparecer. Bons tempos em que tinhamos Antenor e Douglas (inspirado pela campanha do Inter na Libertadores 06).
LF ganhou um namorado, sdjfkjdfs
hiosdfsdafjhiojiosdfajiojioasdff
pior é que o Prestes ou o próprio LF são capazes de achar que sou eu me passando por esse Charkes….
to bem quieto aqui, broderis
“Realmente, a ceva tá afetando meus neuronios…
uhaaaaaaa”
Vai dizer que não havia fortes indícios pra eu pensar que era tu, fino?
bah, mestre supremo do universo! jkdjksdafjksdfa
queria ver o kleber franguinho insultar a torcida do Tacuarembó
arruma o link ali, LF… ta caindo na home do blog… esse aí é o link direto pro post citado
http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt§ion=Blogs&post=174307&blog=158&coldir=1&topo=3994.dwt
pode ser, prestes… mas quando eu QUERO mentir, tento não deixar pistas tão evidentes… jhsdfakljsdfajkl
Segundo o Édson, uma autoridade em arqueiros, Montoya foi o melhor que ele viu jogar.
Eu sempre vi ele como uma espécie de Higuita, mas não o vi jogar mais que duas, três vezes. Agora essa foi genial.
Tá certo, fino. Eu quando uso pseudônimos tento escrever de um jeito mais desleixado pra disfarçar, ghdsaygudfaafdgysdafgyusdafgydsafgyufs
“Também foi o maior goleiro da história do Atlético Paranaense.”
Concordo plenamente.
massa o texto, LF.
eu achei mto afudê essa história. no Brasil dificilmente aconteceria, me parece.
salve montoya, salve VEC!
Eu fico imaginando a repercussão dessas cenas na dupla grenal.
Clemer dando uns sopapos no Piffero (ns)
Jones: lembrei de ti quando escrevi a frase, mas não lembrava do link.
#2: obrigado pelo amor de sempre
Fino: corrigi
Arbo ja largou, mas … El Mono = VEC
“Navarro Montoya nos vino a hacer un mal terrible”
Jorge Alonso, presidente interino durante la licencia de Albernaz, declaró que Tacuarembó no “puede permitir” que un jugador “que agrede a un presidente venga a ponerse de salvador”. “No podemos dejar que venga, haga lo que quiera y saque a un presidente”, agregó.
http://www.ovaciondigital.com.uy/090427/futnac-413577/futbolnacional/-navarro-montoya-nos-vino-a-hacer-un-mal-terrible-
ALBERNAZ Y ALONSO AMARGOS ADELANTE MONTOYA DALE TACUAREMBO CARLOS MIRANDO LOS CULOS EN LA PLAYA DONA DENISE NO PUEDE SABER BAMOS A SER GOLES CHENGUE = PUTO DALE NACIONAL QUERIDO e aquelas coisas todas que o joão carlos [onde anda?] escreve tão bem.
Agora sim.
Belo texto.
El mono idolo mayor carajo gran arquero river amargo tacuarembo no es la tierra de gardel gardel es argentino brasileno canalla ronaldo gordito montoya y mondragon por todo siempre aguante boca strawbery field
melhor goleiro da história do Atlético-PR?
e o MAROLA???
1- MONTOYA
2- VIAFARA
3- MAROLA
http://diariogauche.blogspot.com/2009/04/o-oligopolio-ilegal-da-informacao-no.html