Mais uma estrela no mural da Academia

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De agora em diante, parte significativa da história do Racing estará presente apenas na memória dos torcedores e nas páginas de jornais e fotografias esmaecidas. Na segunda-feira, morreu Miguel Angel Mori, peça-chave da formação da Academia que em 1967 varreu o mundo com a desenvoltura de uma VASSOURA DE PIAÇAVA.

Para entrar na história albiceleste, Mori saiu do lugar menos provável. Em 1966, deixou o INDEPENDIENTE, trocado por José Omar Pastoriza. Segundo o meio-campista, “No quería pasar de Independiente a Racing, pero después me enamoré de la Academia”. Como a coleção de títulos viria a comprovar,  foi um namoro cheio de  TICO-TICO NO FUBÁ.

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Segundo em pé, da esquerda para a direita e aguante

Com apenas 22 anos, Miguel Angel Mori já era bicampeão da América (64 e 65) pelos Diablos. Mas a adaptação no lado azul de Avellaneda não foi fácil e ele chegou a ficar fora do time titular. No entanto, depois de acostumado com as novas cores, formou uma PAREDE no meio campo, ao lado de Juan Carlos Rulli, e ajudou a colocar também o Racing no grande MURAL dos maiores clubes do mundo. Naquele fundamental ano de 1967, até hoje considerado a PRIMAVERA DE LA ACADEMIA, era titular do time que conquistou o torneio nacional, a Libertadores (sobre o Nacional) e o Mundial (surrando o CELTIC).


Sensacional gol de Chango Cárdenas, que valeu o título mundial

A formação da máquina acadêmica que levantou a Libertadores foi esta: Cejas, Perfumo, Díaz, Martín, Mori, Basile, Cardozo (Parenti), Rulli, Cárdenas, Raffo, Maschio. Até hoje, o time é lembrado como “EL EQUIPO DE JOSÉ”, referência ao treinador Juan José Pizzuti.

A permanência de Miguel Angel Mori na Academia foi relativamente curta. Ele saiu em 1968, com 74 partidas disputadas e 4 gols marcados. Dali foi para o Newell’s e depois ainda jogou no Audax Italiano, mas uma grave lesão nos ligamentos o obrigou a interromper a carreira aos 29 anos.

Miguel Angel Mori morreu de complicações cardíacas dias após uma cirurgia realizada com sucesso. Mais um que parafraseia um certo presidente e sai da vida para entrar na história. De agora em diante, passa a viver na memória dos antigos que o viram flanando e despejando categoria na cancha. Passa a viver nas conversas de bar e na curiosidade dos mais novos. Nas páginas de jornal e na escalação do primeiro clube argentino campeão do mundo, um time que transformou o ano de 1967 na maior jonada da história do Racing.

Vale lembrar, ainda, que outro herói racinguista da época já foi lembrado no Impedimento, aqui e aqui.

Saudações,
Douglas Ceconello.

Publicado em Clubes, Pela América. ligação permanente.

0 Respostas a Mais uma estrela no mural da Academia

  1. Carlos Diego diz:

    Muy bueno…
    Do Racing, sempre recordo meu pai, uruguaio, contando maravilhas, pois assistiu a final Intercontinental em Montevideo – jogo extra…

  2. almilano diz:

    [MUITO OFF]

    [/muito off]

    Extravasaaaaaaaaaaaa

  3. arbo diz:

    bah, essas matérias “históricas” são as melhores. vou pra essas outras duas q havia perdido.
    quer dizer q o independiente perdeu os mundiais de 64 e 65?

  4. douglasceconello diz:

    Perdeu, sim, Arbo. Em ambas as edições para a Internazionale.

  5. arbo diz:

    bah, douglas. valeu MUITO lembrar: os dois outros posts apontados são duas OBRAS. parabéns aos autores e ao cardoso.

  6. FERN diz:

    quantos anos tem o arbo???

  7. FERN diz:

    enquanto isso na argentina proibiram as MASCOTAS na cancha, menos mal pq também deram fim aos periodistas na cancha…

  8. Gustavo diz:

    FERN, grande presença.

    40 st, Palmeiras 1 x 1 Sport. Luxisburguer vai sentindo a lâmina em seu CUELLO.

  9. Anônimo diz:

    grupo mais fácil da história da Libertadores da América, esse dos da B.

  10. Patrick diz:

    Só pega grupo fácil em La Copa quem participa, faz parte. :)

  11. Sanchotene diz:

    Pior partida do Grêmio na Libertadores. Fomos completamente dominados na meia-cancha; fomos encurralados na defesa; Victor fez milagres; contamos com a sorte e com a ruindade do adversário.

    Três chances de gol, duas bolas na rede, 2-0!

    Eu amo futebol…

  12. Sanchotene diz:

    Se era grupo para fazer entre 13 e 18 pontos, já atingimos a cota…

    Qualquer ponto, contra o Chicó, EM CASA, é lucro!

  13. Ernesto diz:

    Cada vez mais concordo com o Juremir Machado da Silva, de que colorado leva a vida na flauta, na galhofa.

    Porque só assim pra entender flauta quando nosso time não consegue matar o TRIREBAIXADO Guarani de Campinas em um jogo só.

  14. Ernesto diz:

    e fica dando letra na libertadores do gremio

  15. Daniel Cassol diz:

    Exato. O Ernesto é um cara que leva a vida na flauta.

  16. guihoch diz:

    00:33 VCS TEM MAQUINA DO TEMPO?

  17. fino diz:

    lo mas aguante soy yo!!!

    dale rosbife de interino!

  18. bah, post sensacional este.

  19. Prestes diz:

    Muito bom este post mesmo.

  20. arbo diz:

    FERN, tenho 26. pq?

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